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Projeto ASL Xingu é lançado na COP30 com foco em conservação, inclusão social e desenvolvimento sustentável

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, na última sexta-feira (14/11), durante a COP30, o Projeto ASL Xingu: Integrando florestas, povos e águas – conservação socioambiental e desenvolvimento sustentável no XinguO evento ocorreu no Pavilhão Pará, na Zona Verde, e marcou o início da terceira fase do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil). 

Com investimento de US$ 8,5 milhões e quatro anos de duração (2026 a 2030), a iniciativa atuará em dez municípios e 13 áreas do Baixo e Médio Xingu, no Pará, fortalecendo a conservação da biodiversidade, a governança territorial, a sociobioeconomia e a integração entre políticas públicas federais, estaduais e municipais. Ao todo, o projeto atuará em mais de 4,3 milhões de hectares de florestas, rios e territórios tradicionais e rurais. 

Representando o MMA, o chefe de gabinete e secretário substituto da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais e supervisor do Projeto ASL Brasil, Carlos Eduardo Marinelli, destacou que o ASL Xingu nasce para fortalecer as instituições locais, as organizações sociais e comunitárias da região e a participação cidadã nas políticas municipais. “O ASL Xingu nasce para fortalecer quem vive e cuida do território, integrando políticas e saberes para construir uma herança duradoura. Queremos construir, junto com as pessoas, processos que permaneçam no território,” afirmou. 

O coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável e Incentivos Ambientais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Estado do Pará (Semas/PA), Cleyton Amin, destacou que as fases anteriores do ASL foram decisivas para fortalecer a gestão ambiental do Estado. “O projeto apoiou o ordenamento territorial, a regularização ambiental e a estruturação de secretarias. A nova fase chega para avançarmos ainda mais. O Pará tem políticas estruturantes como o Plano de Recuperação da Vegetação Nativa do Estado e a meta ambiciosa de recuperar 5,65 milhões de hectares, enquanto a meta nacional é de aproximadamente 12 milhões. O ASL é muito bem-vindo.” 

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O diretor de gestão e monitoramento de Unidades de Conservação (UCsdo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), Elivelton Carvalho, ressaltou que o ASL Brasil tem sido fundamental para fortalecer a gestão das UCs do Pará, permitindo implementar planos de manejo, avançar em concessões florestais e ampliar ações de monitoramento de quelônios, resultados que se somam aos 21 milhões de hectares sob gestão estadual. “Foi por meio do ASL que captamos os recursos necessários para estruturar esses documentos essenciais. Também realizamos a concessão florestal de 200 mil hectares na Flota do Iriri, um marco para a gestão sustentável da região”, explicou.  

Segundo o coordenador técnico do Projeto ASL Brasil, Henrique Santiago, já foram feitos muitos investimentos anteriores na região, como mais de 500 ha de sistemas agroflorestais na APA Triunfo do Xingu, cuja produção já incrementa a renda de famílias de agricultores familiares. 

Em perspectiva regional, o gerente de Operações Ambientais e Sociais para América Latina e Caribe, dGrupo Banco MundialErwin De Nys, destacou que entre 2017 e 2024 o ASL apoiou a criação de 23 novas áreas protegidas (4,3 milhões de hectares), fortaleceu a gestão de 62 milhões de hectares de unidades existentes, restaurou 1.600 hectares e apoiou a coleta de 45 toneladas de sementes nativas. Segundo ele, o ASL Xingu reforça esse legado e se torna peça-chave da iniciativa Amazônia Viva. “Os resultados do ASL são muito importantes. O Xingu é agora um elemento-chave da nossa iniciativa Amazônia Viva, com foco em empregos, resiliência e resultados mensuráveis”, concluiu. 

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Sobre o projeto 

O Projeto ASL Xingu: integrando florestas, povos e águas, é coordenado pelo MMA, e tem como agência executora a Fundação Getulio Vargas (FGV Europe), em parceria com a Semas/PA , o Ideflor-Bio, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e dez municípios paraenses: Gurupá, Altamira, Senador José Porfírio, São Félix do Xingu, Porto de Moz, Abaetetuba, Melgaço, Itaituba, Portel e Prainha. 

O ASL Xingu integra o Programa Regional ASL (Amazon Sustenible Landscape), implementado pelo Banco Mundial e financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), que articula países amazônicos na gestão integrada de suas paisagens. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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MJSP amplia combate ao feminicídio com pacto nacional, centro de inteligência e mais de 5 mil prisões

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Brasília, 13/5/26 – A proteção à vida das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero estão entre os eixos centrais das políticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O Relatório de Gestão do 1º quadrimestre de 2026, divulgado nesta quarta-feira (13), apresenta as principais iniciativas da pasta para combater a violência contra as mulheres. O cenário brasileiro segue desafiador, com o registro de 399 casos de feminicídio no primeiro trimestre deste ano.

O Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio é uma iniciativa inédita do Governo Federal que reconhece o feminicídio como problema de Estado pela primeira vez no País. Lançado em março deste ano, por meio da articulação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o pacto reúne ações voltadas à prevenção da violência, à proteção das vítimas, à responsabilização dos agressores e à garantia dos direitos das mulheres.

No mesmo mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o MJSP também lançou o Centro Integrado Mulher Segura (Cims), plataforma de monitoramento e inteligência sobre a violência contra as mulheres, com investimento de R$ 28 milhões. O núcleo, sediado em Brasília (DF), conta com um sistema nacional de integração de dados das 27 Unidades da Federação, reunindo indicadores relacionados à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

O Cims é uma resposta à fragmentação de dados e fortalece a produção de inteligência estratégica, qualificando a tomada de decisão e a formulação de políticas públicas.

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o enfrentamento à violência contra as mulheres é prioridade quando se fala em segurança pública. “Os números são alarmantes, mostram que esse problema é estrutural e cultural, que precisa ser enfrentado de forma permanente. Combater o feminicídio exige transformar a proteção das mulheres em pauta de Estado, com compromisso dos Três Poderes e uso de dados para prevenção”, afirma.

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Operações integradas e mais de 5 mil agressores presos

Dentro das iniciativas propostas pelo Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio, foram realizadas as operações Mulher Segura e Alerta Lilás, que resultaram em mais de 5 mil prisões de agressores em todos os estados brasileiros. As ações, conduzidas por meio da mobilização integrada das forças policiais, ocorreram nos meses de fevereiro e março de 2026.

A Operação Mulher Segura resultou em 4.936 prisões, sendo 3.199 em flagrante e 1.737 decorrentes do cumprimento de mandados ou do descumprimento de medidas protetivas de urgência. Entre os crimes registrados, destacaram-se 230 prisões por estupro no período. Os estados com maior número de flagrantes foram Santa Catarina (SC), Minas Gerais e São Paulo, enquanto Distrito Federal, Santa Catarina e Rio de Janeiro lideraram no cumprimento de mandados.

Já a Operação Alerta Lilás, conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), mobilizou todos os estados e o Distrito Federal e tornou-se a maior iniciativa da história da instituição voltada à proteção das mulheres. Foram realizadas 302 prisões, sendo 119 decorrentes de ações de inteligência e 183 em flagrantes operacionais. Entre os casos, 215 mandados por não pagamento de pensão alimentícia, 37 por estupro — sendo 27 contra vulneráveis —, 16 por descumprimento de medida protetiva e três por feminicídio, além da captura de 27 agressores sexuais.

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Alterações legislativas

Além dos esforços operacionais e de inteligência, o MJSP promoveu mudanças legislativas para reforçar o combate à violência contra as mulheres. Foi sancionada a Lei nº 15.383/2026, que altera a Lei Maria da Penha para instituir a monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva autônoma, além de estabelecer critérios de prioridade para sua aplicação, o que amplia a efetividade das medidas protetivas de urgência.

Também foi sancionada a Lei nº 15.384/2026, que inclui a tipificação da violência vicária como crime hediondo. A prática consiste em violência cometida contra filhos ou dependentes com o objetivo de atingir a mulher, além de criar o crime de vicaricídio, qualificando juridicamente práticas de extrema gravidade no contexto da violência de gênero.

Informação é proteção

Com foco no acolhimento de mulheres vítimas de violência, a pasta desenvolve programas de qualificação para agentes públicos que atuam diretamente no atendimento a essas vítimas.

O projeto Defensoras do Campo já formou 960 mulheres. Já o Defensoras Populares, realizado em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), combina formação de lideranças comunitárias, articulação interinstitucional e promoção de espaços de coordenação e produção de conhecimento entre profissionais da segurança pública e das políticas para mulheres. Os dois editais somam 960 vagas destinadas à formação de mulheres em situação de vulnerabilidade, entre elas negras, indígenas, quilombolas e mães solo.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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