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Programa Município Mais Seguro avança no Ceará com adesão de cidades e repasse de recursos

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Fortaleza, 17/3/2026 – Nesta terça-feira (17), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) promoveu, em Fortaleza (CE), seminário sobre o Programa Município Mais Seguro, com foco na formalização da adesão de municípios cearenses à iniciativa. 

Durante o encontro, prefeitos, gestores e comandantes das Guardas Civis conheceram os projetos estratégicos e assinaram os termos de adesão. Fortaleza, Crato, Eusébio, Juazeiro do Norte e Sobral oficializaram participação. Também foram entregues 1.411 kits de armas de incapacitação neuromuscular (Taser) e 2.251 espargidores, com investimento aproximado de R$ 5,6 milhões. 

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou a complexidade do tema e a necessidade de integração entre os entes federativos. Segundo ele, soluções simplistas não resolvem o problema, sendo essencial o trabalho conjunto com os municípios, por estarem mais próximos da população. Ele afirmou ainda que a proposta de constitucionalização da segurança pública busca organizar a atuação entre União, estados e municípios e reforçou que o programa pretende promover uma gestão coordenada para ampliar a segurança e a paz social.

Entrega de equipamentos no evento do Município mais Seguro. Foto: Hermeson Duarte/MJSP
Entrega de equipamentos no evento do Município mais Seguro. Foto: Hermeson Duarte/MJSP

A vice-governadora do Ceará, Jade Romero, ressaltou a importância da cooperação entre os entes federativos e do apoio federal às guardas municipais, por meio de capacitação e fornecimento de equipamentos não letais. Para ela, a integração é fundamental para enfrentar desafios e fortalecer políticas públicas que exigem investimento e articulação.  

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De acordo com a diretora do Sistema Único de Segurança Pública, Isabel Figueiredo, a iniciativa amplia a presença das guardas municipais nas políticas de segurança pública, ao ouvir e qualificar os profissionais. Entre as principais ações está o Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força, que prevê investimento superior a R$ 100 milhões na capacitação das guardas municipais e na modernização de equipamentos, incluindo instrumentos de menor potencial ofensivo, coletes balísticos e assistência técnica para atualização de protocolos operacionais.  

Outro eixo é o Projeto Nacional de Polícia Comunitária, voltado ao fortalecimento de práticas de prevenção da violência e mediação de conflitos, especialmente em áreas vulneráveis. O programa também inclui o Projeto Escuta Susp, que amplia o atendimento psicológico a profissionais de segurança pública e passa a contemplar integrantes das guardas municipais, com oferta de serviço on-line em parceria com universidades federais. 

Programa nacional 

O Programa Município Mais Seguro prevê investimento de R$ 170,6 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para fortalecer a gestão municipal, ampliar ações de prevenção e qualificar o uso da força pelas guardas municipais. 

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Entre os principais eixos estão: 

 • Qualificação do uso da força, com investimento superior a R$ 100 milhões; 

 • Polícia comunitária, com R$ 65 milhões para prevenção e mediação de conflitos; 

 • Projeto Escuta Susp, que oferece atendimento psicológico on-line a profissionais, em parceria com universidades federais. 

 O programa também contempla a entrega de equipamentos, modernização de protocolos e a realização de cursos presenciais, como: 

 • Operador de Polícia Comunitária Aplicada; 

 • Patrulhas Maria da Penha; 

 • Uso Diferenciado da Força.  

Debate com gestores 

Com cerca de 80 participantes, o seminário reuniu autoridades federais, estaduais e municipais, além de prefeitos, secretários e comandantes das guardas. A programação incluiu debates sobre gestão da segurança pública, uso da força, polícia comunitária, enfrentamento à violência e valorização profissional, além da apresentação das oportunidades de financiamento e cooperação previstas no programa. 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Onde o Cerrado encontra os versos: a jornada de 300 km pelo Caminho de Cora Coralina

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Imagine uma jornada onde cada passo ecoa um verso. No coração do Brasil, o Caminho de Cora Coralina é muito mais que uma trilha: é a única rota de longo curso do mundo com temática poética. Ao longo de 300 quilômetros pelo Cerrado, o itinerário reúne natureza preservada, memórias do período colonial, gastronomia típica e a alma da escritora mais amada de Goiás. É o encontro perfeito entre o esforço físico e a sutileza das palavras.

Estruturada em 13 trechos, a aventura pode ser feita a pé ou de bicicleta,  começando no município de Corumbá de Goiás e seguindo até a histórica Cidade de Goiás, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco.

Ao longo desse trajeto, o viajante tem a oportunidade de conhecer outras seis cidades cheias de charme e história: Cocalzinho de Goiás, Pirenópolis, São Francisco de Goiás, Jaraguá, Itaguari e Itaberaí.

A experiência se torna ainda mais especial durante a passagem por povoados ricos em identidade cultural, como Caxambú, Radiolândia, Vila Aparecida, Alvelândia, Palestina, São Benedito, Calcilândia e Ferreiro, onde a hospitalidade goiana e a culinária típica do interior dão o tom de cada parada.

Além do resgate histórico, o Caminho de Cora Coralina proporciona uma verdadeira imersão na natureza intocada do Cerrado brasileiro. Os caminhantes e ciclistas atravessam áreas de preservação fundamentais para o ecossistema nacional, como o Parque Estadual dos Pireneus, o Geoparque dos Pireneus, o Parque Estadual da Serra de Jaraguá, a APA da Serra Dourada e o Parque Municipal da Estrada Imperial. 

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A trilha

A criação da trilha – idealizada em 2013 e estruturada a partir de 2017 – resgata caminhos de antigos desbravadores, apoiando-se em relatos históricos clássicos, como a jornada de Luís da Cunha Menezes, em 1778; os registros dos naturalistas Auguste de Saint-Hilaire e Johan Emanuel Pohl, no século XIX; as memórias de Oscar Leal e o próprio Relatório Cruls, que demarcou o Planalto Central. 

O nome da rota homenageia Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a poetisa Cora Coralina, que imortalizou em seus versos os becos, as pedras e a alma do interior goiano.

Para registrar e eternizar essa caminhada, os viajantes contam com o Passaporte do Peregrino. À medida que o turista avança pelo percurso, ele coleta carimbos nos pontos de apoio e povoados parceiros, comprovando a conclusão do trajeto. Muito mais do que uma validação formal, o passaporte se transforma em um diário de bordo, onde cada carimbo representa uma lembrança que o viajante guardará para o resto da vida.

Como chegar

Planejar a viagem para o Caminho de Cora Coralina é simples. Para quem chega de outros estados, os principais pontos de desembarque são os aeroportos e rodoviárias de Brasília ou Goiânia, que ficam respectivamente a apenas 115 quilômetros e 113 quilômetros de distância de Corumbá de Goiás, o ponto de partida oficial. 

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Hoje, a trilha é gerida por uma associação formalizada com mais de 30 empreendedores locais e dezenas de voluntários, que oferecem suporte completo de alimentação, pouso e orientação, garantindo que o visitante desfrute de uma viagem confortável.

Trilhas de Longo Curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.

As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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