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Produção paranaense: Biblioteca Pública do Paraná promove 8ª Flibi em dezembro

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Entre 1º e 6 de dezembro, a Biblioteca Pública do Paraná (BPP) promove a 8ª edição da Festa Literária da Biblioteca, a Flibi. Este ano, o evento leva o nome “Escritas daqui”, e traz destaque para autores e autoras de todas as regiões do Paraná. A Festa propõe um percurso pelas mais diversas formas de expressão da escrita, como poesia falada, saraus, encontros literários, mesas redondas, oficinas, pocket shows, além do lançamento oficial dos livros do edital Outras Palavras. A entrada é gratuita para todas as atividades. 

Em especial, esta edição da Flibi homenageia o escritor e professor Paulo Venturelli, membro da Academia Paranaense de Letras e autor de obras infantojuvenis premiadas no Brasil e no Exterior, como Visita à baleia (2012), Introdução à arte de ser menino (1996) e Admirável ovo novo (1993). 

Para a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, a Flibi confirma, nesta oitava edição, o protagonismo da literatura produzida no Paraná. “Este ano tivemos, pela primeira vez, um estande da SEEC/BPP na Festa Literária Internacional de Paraty, no Rio de Janeiro. Estamos vivendo um momento ímpar com a projeção literária paranaense Brasil afora. Esta edição da Flibi é muito especial, com ampla participação de autores e autoras paranaenses, em especial a importante homenagem ao escritor Paulo Venturelli”, afirma.

“É com muita alegria anunciar a Flibi este ano, que possui uma multiplicidade de linguagens produzidas por autores e autoras tão importantes que temos no Estado. ‘Escritas daqui’, o tema desta edição, revela toda a nossa potência artística”, pontua Luiz Felipe Leprevost, diretor da BPP, que considera a instituição um espaço significativo para o fomento da área literária. “A Biblioteca Pública proporciona esses encontros que são de suma importância para o desenvolvimento do segmento cultural”. 

Além de um reconhecimento de sua obra, Venturelli vê a festa como oportunidade para ampliar o acesso do público às produções locais. “Espero que a Flibi ajude a divulgar a literatura paranaense. Há muita gente fazendo trabalho interessante e que fica na sombra. E, de modo geral, que este evento apresente a literatura para o público em geral. Nesta época de tanta tecnologia, o humanismo não pode ficar de lado. A literatura mudou minha vida e me deu razão de viver. Tomara que isto ocorra com outras pessoas”, completa o escritor.

Já no primeiro dia acontecem apresentações de Jéssica Iancoski, Luci Collin e Daniele Rosa e um pocket show de Kátia Drumond e Ricardo Verocai. A abertura oficial da Flibi será às 17h, com a presença do diretor da BPP e de Venturelli, além de escritores(as) e artistas. Na sequência, às 18h, o homenageado conduz a palestra “A vida na literatura e a vida da literatura”. O Hall Térreo da biblioteca será palco de saraus e shows em todos os dias do evento.

Para os pequenos, a “Flibinha” conta também com uma programação infantil especial. Entre as atividades estão contação de histórias com o escritor Guga Cidral, a oficina LavraPalavra de escrita criativa voltada ao público infantojuvenil, com Gloria Kirinus, e uma apresentação teatral com George Sada, além de nomes como Bárbara Trelha, Bebel Ritzmann e Coletivo Marianas.

No último dia do evento, no sábado (06), acontece a apresentação do projeto Brincando Hip Hop, na rampa externa, às 11h30, com Liah Vitória e Maycon Souza, e, ao meio-dia, Janine Mathias encerra com um show para o público da BPP.

Todos os eventos são gratuitos. Algumas oficinas terão formulário de inscrição e os participantes podem obter o certificado de participação. A BPP funciona de segunda a sexta, das 8h30 às 20h, e aos sábados, das 8h30 até 13h.

A FLIBI – Com sua primeira edição realizada em 2017, a Flibi geralmente acontece no final de outubro, em comemoração à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca. Mesmo com a alteração de data, a festa segue com o mesmo objetivo de celebração, que é o fortalecimento da cadeia literária, com ênfase em apresentar múltiplas linguagens e estimular as pessoas à prática da leitura. 

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O Cândido, único jornal literário produzido por uma biblioteca pública no país, desde 2011, segue atrelado a esses critérios, trazendo reportagens literárias sobre assuntos que geram reflexões e análises críticas, além de publicar conteúdos inéditos e especiais para aprofundar temas e criar espaços de escrita.

SOBRE O HOMENAGEADO – Paulo Venturelli é escritor, professor, pesquisador e bibliófilo, com mais de 30 livros publicados. Ocupa a Cadeira nº 5 da Academia Paranaense de Letras. Formado em Letras pela UFPR, produz poesias, contos, romances e textos infantojuvenis. Também publica em revistas especializadas e em periódicos fora do eixo acadêmico. Faz palestras, cursos e oficinas. Escreve poesias desde o final da década de 1970.

Ele tornou-se reconhecido em 1993 com o livro infantil Admirável ovo novo (Ed. Braga). Em 2012, publicou três dos seus principais títulos: Visita à baleia (Ed. Positivo), Histórias sem Fôlego (Ed. Kafka), e Meu Pai (Ed. Kafka). Venceu o prêmio de Melhor Obra para Criança, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), com Visita à baleia. Pelo conjunto da obra, recebeu o Prêmio Cruz e Sousa, da Fundação Catarinense de Cultura, e a Medalha do Mérito Fernando Amaro, da Câmara Municipal de Curitiba. Foi finalista do Prêmio Jabuti e selecionado para a Lista de Honra do International Board on Books for Young People (IBBY), entre outros. 

MESAS DE BATE-PAPO – As mesas estão programadas para todos os dias, às 11h e às 18h, respectivamente, no Hall Térreo e Auditório. A única exceção será na quarta, dia 3, com uma mesa às 16h, sobre o Centro de Curitiba, ao invés das 11h. Temas como o papel social da literatura, crítica literária, expansão da linguagem e os novos rumos da literatura, autoras anônimas, entre outros, serão debatidos por autores de diferentes correntes literárias, dos mais jovens aos mais experientes.

OFICINAS – O público da Flibi poderá participar de oficinas e palestras sobre temas do meio literário pensadas para aproximar o público deste universo. As oficinas serão ofertadas de segunda a sexta-feira, sempre às 14h30. Na segunda-feira, dia 1, Thaíse Severo, do setor de preservação da BPP, fará uma apresentação de técnicas de conservação e restauro de acervos bibliográficos, mostrando desde cuidados simples na hora de manusear livros, até como amenizar acidentes com água e alimentos no papel. No dia seguinte, o jornalista Francisco Camolezi conduz uma oficina sobre revistas literárias.

A escritora e pesquisadora Iamni faz uma oficina sobre performance poética na quarta-feira, 3. Na quinta-feira, dia 4, Amanda Crispim conduz “Escritas pretas”, e na sexta-feira, 5, Jovina Renhga orienta sobre o tema escritas indígenas. Todas as oficinas acontecem na Sala de reuniões da BPP, com capacidade para 25 pessoas, com exceção de quarta-feira, que será no Hall Térreo. Todas as oficinas terão certificado para os participantes.

SARAUS – Durante todos os dias do evento ocorrem saraus com artistas e autores(as) diversos. Nomes como Luci Collin, Nena Inoue, Rosane Arminda, Hiago Rizzi, Nilson Monteiro, Ronie Rodrigues, Andréa Gavita, Mariana Marino, Luna Madsen, entre muitos outros(as), realizam leituras espontâneas no Hall Térreo da Biblioteca.

BPP – A Biblioteca Pública do Paraná (BPP), uma das maiores do país, possui um acervo de aproximadamente 770 mil itens, recebe uma média de 800 usuários por dia e realiza cerca de 500 empréstimos diários. Em 2025, a BPP comemorou seus 168 anos, com ações que sedimentaram a instituição no cenário estadual e nacional, como a participação na 23ª edição Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP 2025) e a realização da nova edição da Noite na Biblioteca, voltada ao público infantil.  

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Confira a programação completa da Flibi 2025 – Escritas daqui:

Dia 01/12, segunda-feira

Sarau de abertura

11h

Local: Hall Térreo

Apresentações de Daniele Rosa, Jéssica Iancoski, Luci Collin e Rodrigo Meira.

Show: Katia Drumond e Ricardo Verocai

12h

Local: Hall Térreo

Palestra sobre preservação e restauração de livros

14h30

Local: Sala de reuniões

Apresentada por Thaise Severo

Capacidade: 25 pessoas

Programação infantil

14h30

Local: Seção infantil

Mesa de bate-papo com Sonia Küster.

Abertura cerimonial

A partir das 16h

Local: Hall Térreo

Coffee break e solenidade de abertura da Flibi às 17h, com Luiz Felipe Leprevost e Paulo Venturelli.

Palestra: A vida na literatura e a vida da literatura

18h

Local: Hall Térreo

Por Paulo Venturelli

Dia 02/12, terça-feira

Mesa: A obra de Paulo Venturelli

11h

Local: Hall Térreo

Com Eliege Pepler, Otto Winck e Paulo Sandrini.

Oficina de revistas literárias

14h30

Local: Sala de reuniões

Por Francisco Camolezi.

Capacidade: 25 pessoas

Lançamento da coleção do Edital Outras Palavras

16h

Local: Hall Térreo

Obras publicadas por editoras independentes do Paraná com apoio do edital Outras Palavras, da Secretaria de Estado da Cultura.

Mesa: O papel social da literatura

18h

Local: Auditório

Com Rai Gradowski, Rei Seely e Thays Pretti.

Mediação de João Lucas Dusi.

Dia 03/12, quarta-feira

Programação infantil

11h

Local: Seção infantil

Hora do conto com Guga Cidral.

Mesa: Autoras anônimas

11h

Local: Hall Térreo

Com Carla Viccini e Cristiano Nagel

Mediação de Simone Mattos

Sarau

12h

Local: Hall Térreo

Apresentações de Fábio Santiago, Hiago Rizzi e Mariana Marino

Oficina de performance poética

14h30

Local: Hall Térreo

Por Iamni.

Mesa: Caligrafia urbana

16h

Local: Hall Térreo

Com Cristiano Castilho, jornalista, e Heros Schwinden, do portal O Centro de Curitiba.

Mediação de Isa Honório.

Mesa: Ritmo e escrita

18h

Local: auditório

Com Carlos Machado, Marília Kubota e Rafaela Tavares Kawasaki.

Mediação de Ana Tigrinho.

Dia 04/12, quinta-feira

Programação infantil

11h

Local: Seção infantil

LavraPalavra, de Gloria Kirinus, e apresentação da peça por George Sada.

Sarau

12h

Local: Hall Térreo

Apresentações de Nilson Monteiro, Ricardo Pozzo, Rosane Arminda e Ronie Rodrigues.

Oficina de escritas pretas

14h30

Local: Sala de reuniões

Por Amanda Crispim

Capacidade: 25 pessoas

Nena Inoue lê Dalton Trevisan

16h

Local: Sala de Literatura

Mesa: Crítica literária

18h

Local: Auditório

Com José Castello

Mediação de Victor Simião

Dia 05/12, sexta-feira

Programação infantil

11h

Local: Seção infantil

Apresentação de livro com Bebel Ritzmann.

Mesa: Identidades e narrativas

11h

Local: Hall Térreo

Com Ana Clara Bordião, Maria Vitória Rosa e Vitchenzo Caliari.

Mediação de Raul K. Souza

Sarau

12h

Local: Hall Térreo

Apresentações de Ana Cardoso, Clèmerson Merlin Clève e Valéria Borges.

Oficina de Escritas indígenas

14h30

Local: Sala de reuniões

Por Jovina Renhga

Capacidade: 25 pessoas

Sarau

16h

Local: Hall Térreo

Apresentações de Andréia Gavita, Caçulinha e Luna Madsen.

Mesa: A expansão da palavra: novos rumos da Literatura

18h

Local: Auditório

Com Daiana Pasquim, Jr. Bellé e Jussara Salazar

Mediação de Cristiano de Sales

Dia 06/12, sábado

Simpósio de Cultura Paranaense

10h

Local: Hall Térreo

Com Gizele Carneiro, Kandiero e Marilene Weinhardt.

Mediação de Ivan Justen Santana.

Programação infantil

11h

Local: Seção infantil

Apresentação musical de Bárbara Trelha

Brincando hip-hop

11h30

Local: Rampa externa da BPP ou *Hall Térreo em caso de chuva

Por Liah Vitória e Maycon Souza

Show de encerramento: Janine Mathias

12h

Local: Hall Térreo

Capacidade de público:

Hall térreo: 50 pessoas sentadas

Auditório: 132 assentos

Serviço:

Biblioteca Pública do Paraná

Segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h; sábados, das 8h30 às 13h

Rua Cândido Lopes, 133 – Centro, Curitiba – PR

41 3221-4900

bpp.pr.gov.br

Fonte: Governo PR

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Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná

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As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.

Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca. 

No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.

CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição. 

A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina. 

“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.

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As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento. 

Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo. 

EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março. 

A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina. 

Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa. 

Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.

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O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.

“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.

A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte. 

A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo. 

O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.

Fonte: Governo PR

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