Connect with us


Paraná

Em novo edital, Sanepar disponibiliza 1,5 mil toneladas de biossólido para a agricultura

Publicado em

A Sanepar abriu nesta terça-feira (16) um novo credenciamento para uso do SaneBio, o biossólido fertilizante para culturas agrícolas produzido a partir do tratamento de esgoto. Produtores rurais e empresas de qualquer porte podem solicitar o credenciamento e garantir, mediante pagamento do Valor Básico de Disponibilidade (VBD), o material produzido nas unidades de Campo Mourão, Cianorte, Nova Londrina e Umuarama.

O primeiro edital de credenciamento aconteceu em março com oferta de 1,2 mil toneladas, sendo que todo volume disponível foi reservado. Nesta segunda chamada, a Sanepar aumentou o volume para 1,5 mil toneladas. Além disso, ampliou as categorias disponíveis. Além do SaneBio Tipo A — indicado para a maioria dos cultivos agrícolas, florestais e de fruticultura, conforme a legislação —, o edital passa a ofertar o Tipo B, de uso exclusivo no cultivo de cana-de-açúcar com finalidade sucroalcooleira.

Ao todo, são sete apresentações, que variam conforme o teor de sólidos e o tratamento, com valor de disponibilidade variando entre R$ 20 e R$ 100 por tonelada. O transporte pode ser próprio (licenciado), de empresas terceirizadas devidamente licenciadas ou contratado da Sanepar.

“Ao ampliar o atendimento ao setor sucroalcooleiro, abrimos caminho para novas e promissoras parcerias entre a Sanepar e os produtores rurais. O SaneBio consolida-se como uma solução altamente eficaz e ambientalmente segura para a destinação de resíduos, além de serem comprovados os índices de aumento de produtividade e competitividade para o agronegócio paranaense”, explica o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

Leia mais:  14,2 mil vagas: Agências do Trabalhador têm oportunidades em todo o Paraná

Para participar, o interessado preenche o formulário no site da Companhia, anexa a análise de fertilidade do solo da área e indica a cultura e o tamanho da área de aplicação. A Sanepar analisa a documentação e, havendo habilitação, emite a fatura de reserva, com pagamento em até 10 dias corridos. As solicitações são atendidas por ordem cronológica de inscrição e, para que mais pessoas tenham acesso, o edital prevê limites mínimos e máximos de reserva.

A modalidade gratuita para pequenos produtores continua ativa, por meio do programa de destinação agrícola do lodo.

O PROGRAMA – O SaneBio é tratado e higienizado sob rigorosos padrões técnicos e ambientais. Rico em matéria orgânica, nitrogênio, fósforo, cálcio, magnésio, enxofre e micronutrientes, o biossólido contribui para a fertilidade do solo e pode reduzir custos com fertilizantes e corretivos. Quando higienizado com cal, ele também atua na correção da acidez. Cada lote é acompanhado de um laudo analítico realizado previamente pela Companhia, e a aplicação segue projeto agronômico elaborado pela Sanepar.

Leia mais:  Estado prepara programa para estimular microempresas inovadoras com crédito a juro zero

A destinação final do material proveniente do tratamento de esgoto é um dos maiores desafios do saneamento básico mundial. Apenas no ano passado, o gerenciamento de quase 300 mil toneladas de lodo úmido geradas nas 269 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da Sanepar demandou um investimento superior a R$ 60 milhões.

“Através desse projeto de valoração do lodo de esgoto SaneBio, a Sanepar eleva sua eficiência, reduzindo custos e gerando receitas acessórias, ao mesmo tempo em que garante ao produtor rural o lodo para uso agrícola, a garantia do recebimento de um insumo agrícola de alta qualidade em sua propriedade, com preço competitivo e previsibilidade para o planejamento da próxima safra agrícola”, explica o engenheiro agrônomo Marco Aurelio Knopik, que orienta o projeto na região Noroeste do Paraná.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

MPPR divulga dados sobre mortos em confrontos com forças de segurança estatais e apresenta canal para registros de ocorrências

Published

on

O Ministério Público do Paraná divulgou nesta terça-feira, 16 de junho, o balanço e a análise dos dados relativos a confrontos com forças estatais de segurança que resultaram em civis mortos ou feridos. Os números de 2025 mostram a ocorrência de 533 confrontos em 138 municípios paranaenses, que registraram 497 pessoas mortas e 126 feridas. Em comparação com 2024, que teve 433 ocorrências (com 412 mortos e 109 feridos), os números apresentaram crescimento de 23,1%: 20,6% nas mortes e 15,6% de pessoas feridas.

Entre as atribuições do Ministério Público está o controle externo da atividade policial, o que inclui o acompanhamento dos dados relativos aos confrontos. Para tanto, desde 2024, o MPPR estabeleceu novos parâmetros para a análise e tratamento desses números (dentro dos preceitos estabelecidos pelo Conselho Nacional do Ministério Público e pela Resolução 7.552/2024 da Procuradoria-Geral de Justiça), abordando os aspectos preventivo e repressivo e buscando uma compreensão mais aprofundada do fenômeno, suas causas, possíveis problemas e soluções. O estudo é elaborado de forma conjunta no MPPR pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Canal de comunicação – Considerando a importância das informações sobre cada caso concreto, outro aprimoramento da atuação do Ministério Público do Paraná em relação ao tema diz respeito à implementação de um canal de comunicação específico entre a instituição e as vítimas ou familiares de vítimas das ocorrências com as forças de segurança. A ferramenta já está disponível nos canais de atendimento do site do MPPR e permitirá ampliar as possibilidades de registro, o acompanhamento e a qualificação das informações recebidas pelas Promotorias responsáveis pela apuração, buscando o fortalecimento dos instrumentos de transparência e a resposta adequada às demandas da sociedade.

Leia mais:  Após concurso histórico, Macrorregião de Curitiba ganha 1.452 policiais militares

Análise – É importante destacar que, desde 2024, a base de dados passou a incluir as ocorrências que resultaram em lesões corporais e não apenas em mortes, ampliando o escopo de análise (mudança que deve ser levada em consideração em eventuais comparações com períodos anteriores). O atual sistema inclui informações como, por exemplo, os tipos de intervenção que resultaram em morte ou lesão, o período de cada ocorrência e os fatos antecedentes ao confronto (como o disparo ou saque de arma de fogo pela vítima).

Com isso, é possível identificar características importantes, como o fato de que, em 2025, em 63,22% dos casos que resultaram em morte ou lesão corporal, a atuação policial teria ocorrido durante um crime em curso, ou seja, quando os agentes estatais de segurança abordaram pessoas que estavam cometendo crimes. Outro recorte diz respeito aos meios empregados pelas pessoas vitimadas. Em 74,10% das 533 ocorrências (395 casos), a vítima estaria com uma arma de fogo, e em 13,88% das situações (74 casos), a vítima portaria uma arma branca. 

Tendência nacional – Um dos aspectos que ganhou destaque na recente metodologia de análise dos dados é a relação dos números de mortes ou lesão corporal com outros dados utilizados pela área de segurança pública, especialmente o de Mortes Violentas Intencionais (MVI) – indicador que reúne todos os registros de homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte, roubo com resultado morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora dele (morte por intervenção legal de agente do estado). 

Leia mais:  Governador lamenta a morte do jornalista e empresário Odone Fortes Martins

Embora o critério tradicional aponte que, em 2024, as ocorrências de intervenção policial com resultado morte ou lesão corporal representaram 17,69% do total de mortes violentas intencionais registradas no Estado (2.329 casos), percentual que alcançou 22,1% em 2025 diante de 2.248 mortes violentas intencionais contabilizadas, a utilização isolada desse indicador revela limitações importantes para a compreensão do fenômeno. A redução das mortes violentas em geral, acompanhada pelo aumento proporcional das ocorrências decorrentes de intervenção policial, não permite, por si só, conclusões precisas sobre a dinâmica da atividade policial ou sobre a evolução dos riscos associados ao uso da força. É justamente diante dessa insuficiência analítica que o Ministério Público do Paraná vem promovendo a contínua qualificação dos dados do setor, incorporando indicadores relacionados ao volume de abordagens policiais, prisões em flagrante e à análise individualizada dos casos concretos. Trata-se da mesma diretriz que tem orientado a política institucional do MPPR na área de segurança pública, voltada à construção de diagnósticos mais precisos e capazes de refletir com maior fidelidade a realidade paranaense.

(Acesse a apresentação dos dados e a gravação da entrevista coletiva.)

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262