Paraná
Com 15,6 mil vagas, Paraná liderou geração de empregos para jovens no Sul em fevereiro
O Paraná encerrou o mês de fevereiro com um saldo de 15.668 novos empregos para trabalhadores com idade entre 18 e 29 anos, liderando também a empregabilidade dessa faixa etária entre os estados do Sul. Santa Catarina abriu 12.144 novos postos de trabalho para a juventude, enquanto o Rio Grande do Sul ficou com 9.872 empregos no mesmo período. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Os resultados do Paraná são maiores do que a soma dos empregos gerados nos estados de Espírito Santo, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Ceará no período. Os jovens representaram quase metade dos 33 mil novos empregos do mês.
O avanço da inclusão da juventude paranaense no mercado de trabalho foi de 73% em relação a janeiro deste ano, quando 9.114 trabalhadores nesta faixa etária conseguiram novos empregos. Com saldo positivo nos dois primeiros meses do ano, o Paraná já abriu 24.782 vagas de trabalho para jovens no bimestre. No cenário nacional, o Estado ocupa a 3ª colocação, atrás de São Paulo (54.442) e Minas Gerais (17.972).
Os setores que mais empregaram mão de obra jovem no Paraná em fevereiro foram serviços (9.164), indústria (4.002), comércio (1.232), construção (1.056) e agropecuária (234).
- Número de trabalhadores estrangeiros quase dobrou no Paraná entre 2018 e 2022
-
107 mil novos empregos em 78% das cidades: Paraná é destaque nacional nos últimos 12 meses
“A população jovem no Paraná tem ocupado lugar de destaque no mercado de trabalho, com perspectiva de crescimento ainda maior. Por isso, o Governo do Estado tem ampliado a oferta de vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional, facilitando o acesso a vagas de emprego para as faixas etárias mais jovens, que ainda não possuem experiência e que buscam o primeiro emprego, já com formação adequada”, destacou o secretário estadual do Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes.
De acordo com ele, para o ano de 2024, a Secretaria prevê a abertura de 20 mil vagas em cursos de qualificação profissional com o objetivo de atender municípios de todas as regiões do Estado e a demanda de diversos segmentos da economia por profissionais qualificados.
CAGED – No geral, são 52.091 novos empregos apenas nos dois primeiros meses do ano no Paraná, contando todas as faixas etárias. Esse é o terceiro melhor resultado do Brasil, atrás de São Paulo (137.498) e Santa Catarina (52.193).
Confira a tabela de encaixe por setores e o comparativo nacional.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
Assessoria de Comunicação
Informações para a imprensa
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
-
Paraná7 dias agoEm Campina Grande do Sul, Ministério Público do Paraná denuncia por homicídio culposo médica que dirigia UTI pediátrica na qual morreram seis crianças em 2024
-
Agro6 dias agoEmpresas do agro têm até 31 de agosto para declarar “projetos do bem”
-
Economia5 dias agoPortaria interministerial amplia alcance do Move Brasil – Táxi Aplicativos
-
Esportes6 dias agoPalmeiras vence Cerro Porteño no Paraguai e avança às quartas de final da Libertadores
-
Esportes5 dias agoSantos segura empate no Equador e avança às quartas da Copa Sul-Americana
-
Economia7 dias agoReinventa.BR está com inscrições abertas para ICTs até 23 de agosto
-
Brasil5 dias agoDia D de vacinação contra 20 doenças acontece neste sábado (22) em Pernambuco
-
Política Nacional4 dias agoMulheres com implante contraceptivo banido pedem política de assistência
