Brasil
Produção aquícola em Águas da União cresceu 20% em 2024, revela Boletim da Aquicultura, lançado nesta terça-feira (7/10)
Na manhã desta terça-feira (7), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) lançou o Boletim da Aquicultura em Águas da União 2024, a fonte mais completa e precisa sobre a produção aquícola no Brasil. Segundo os dados, houve um crescimento de 20% na produção em relação a 2023, totalizando 148.564,71 toneladas de pescados produzidos.
O boletim também traz avanços inéditos: pela primeira vez foi possível rastrear a origem dos alevinos engordados em tanques-rede e calcular o Valor Bruto da Produção (VBP) da aquicultura em águas da União, que chegou a R$ 1,26 bilhão.
O Valor Bruto da Produção (VBP) representa o valor total que o produtor recebe na “porteira” pela venda de seus produtos, ou seja, o preço da produção no momento em que sai da propriedade. No caso da aquicultura em águas da União, o VBP de 2024 fornece pela primeira vez uma estimativa concreta do valor econômico da atividade para os aquicultores.
Confira aqui o Boletim da Aquicultura em Águas da União 2024
Dados valiosos para a condução de políticas públicas
A secretária nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, participou do lançamento do boletim e destacou a importância das informações para orientar políticas públicas. “O Boletim de Aquicultura em Águas da União 2024 é essencial para a condução das políticas públicas voltadas ao setor. Os dados apresentados dão visibilidade à aquicultura nacional e refletem o empenho da equipe do MPA. Com essas informações, poderemos aprimorar as condições de cultivo em todo o país, fortalecendo a atividade e ampliando seu impacto positivo”, disse.
A diretora de Águas da União, Juliana Lopes, apresentou os avanços técnicos da edição de 2024 e reforçou a importância da rastreabilidade. “Os dados são inéditos e fundamentais para o setor, como o cálculo do Valor Bruto da Produção da aquicultura em Águas da União, que alcançou R$ 1,26 bilhão, além do crescimento de 20% na produção. Pela primeira vez também foi possível rastrear a origem dos alevinos cultivados, o que fortalece a transparência da cadeia. Esses resultados são essenciais para orientar políticas públicas baseadas na realidade da produção”, afirmou.
Olhares da Aquicultura
Durante o evento, o MPA também entregou o 2º Prêmio Nacional de Fotografia – Olhares da Aquicultura, que reconhece o esforço e a dedicação dos profissionais do setor.
O ministro André de Paula participou da entrega do prêmio e ressaltou a importância de valorizar as pessoas que atuam no setor. “Se a gente não acredita no que faz, se não se envolve e não valoriza as pessoas, dificilmente conseguimos resultados como os que vemos hoje. O Prêmio Olhares da Aquicultura humaniza o setor, mostrando que enquanto trabalhamos na ponta, há pessoas que dedicam suas vidas à piscicultura, maricultura e demais atividades aquícolas, sempre buscando fazer o melhor. Quero parabenizar cada um dos premiados, que representam o esforço e a dedicação que movem a nossa aquicultura”, disse.
Vinícius Ramos, premiado na categoria Aquicultura Marinha, falou sobre a emoção de ter sua trajetória reconhecida. “É uma emoção muito grande receber esse prêmio, que representa o reconhecimento de 20 anos de trabalho dedicados à aquicultura marinha. A foto vencedora foi tirada em um dia especial, de muito sol, mostrando nossos colaboradores puxando as lanternas — exatamente como é o nosso cotidiano na maricultura. O objetivo foi retratar a beleza e a força do dia a dia da atividade, aquilo que acontece nos bastidores e que muitas vezes não é visto. Este prêmio valoriza não apenas o meu trabalho, mas também o de toda a equipe que constrói, com esforço e dedicação, a nossa aquicultura”, completou.
Brasil
MME realiza workshop estratégico sobre Agri-PV e lança atualização de estudo inédito no Brasil
O Ministério de Minas e Energia (MME), em cooperação com a Parceria Energética Brasil-Alemanha (GIZ), realizou nesta terça-feira (2/6) o Workshop Estratégico “Explorando o Potencial Agri-PV: Um novo horizonte para a agricultura e energia sustentável no Brasil”. O evento marcou o lançamento da Versão 2.0 do estudo técnico “Sistemas Agrivoltaicos no Brasil: Estudo de potencial e viabilidade técnico-econômicos”.
O encontro teve como foco consolidar recomendações práticas, identificar barreiras e propor políticas públicas para o avanço da tecnologia agrivoltaica (Agri-PV) no país. A solução integra a geração de energia solar fotovoltaica à produção agrícola em uma mesma área, promovendo o uso eficiente da terra, o desenvolvimento rural sustentável e a diversificação da renda no campo, com potencial para beneficiar especialmente a agricultura familiar.
A diretora do Departamento de Transição Energética do MME, Karina Araújo, destacou que o workshop evidencia a importância da articulação entre diferentes setores e reforça o compromisso do MME com a construção coletiva dessa iniciativa.
“O agrivoltaico representa um novo horizonte para o Brasil ao integrar produção agrícola, energia limpa e inclusão social. O engajamento do governo, da academia, do setor produtivo e do setor financeiro demonstra a força dessa estratégia. O MME está comprometido em construir, de forma conjunta, os caminhos para superar desafios e transformar o Brasil em uma referência global” , afirmou Karina.
A programação contou ainda com o painel “Agri-PV no Brasil – implicações, desafios e caminhos para implementação”, que reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Ministério da Fazenda (MF) e do Banco do Nordeste.
O workshop também promoveu sessões temáticas dedicadas aos aspectos tecnológicos, regulatórios, modelos de negócios e capacitação. As contribuições consolidadas durante os trabalhos servirão de subsídio para as próximas etapas de desenvolvimento do setor no país.
Estudo atualizado amplia análise sobre potencial da tecnologia
Publicada originalmente no final de 2025, a nova versão do estudo aprofunda o mapeamento do estado da arte dos sistemas agrivoltaicos no Brasil e no cenário internacional. O documento evidencia as condições favoráveis para a expansão da tecnologia em território nacional, considerando a elevada irradiação solar e a ampla disponibilidade de áreas agrícolas
Entre os principais destaques da nova versão estão:
- Mapeamento de Projetos: A identificação detalhada de mais de 13 projetos-piloto já existentes no Brasil, como o projeto Ecolume (PE), Aldeia Pankará (PE) e iniciativas em universidades como UFAL e UFSC.
- Estudo de Caso na Amazônia: Uma análise econômica aprofundada da Associação dos Produtores Orgânicos de Iranduba (APOI), no Amazonas. O estudo comprova a viabilidade técnica e financeira da implantação de sistemas agrivoltaicos para famílias de agricultores e uma cozinha industrial, apresentando indicadores altamente positivos (como uma Taxa Interna de Retorno de 24,41% e payback de menos de 8 anos).
- Oportunidades de Financiamento: Uma revisão abrangente e atualizada das linhas de crédito disponíveis para impulsionar a tecnologia no país, incluindo PRONAF Bioeconomia, FNE SOL, FNO Rural Verde e BNDES Finame Baixo Carbono.
- Análise SWOT: Um detalhamento das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, ressaltando que, embora o Brasil tenha um setor solar consolidado, ainda enfrenta desafios regulatórios e necessidade de capacitação técnica.
Acesse aqui a Versão 2.0 do estudo.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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