Brasil
Conheça a Praça São Francisco: patrimônio que une tradições portuguesas e espanholas no Brasil
A cerca de 26 quilômetros de Aracaju, no município de São Cristóvão (SE), a Praça São Francisco preserva uma joia urbanística e arquitetônica singular nas Américas. Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco em 2010, a praça monumental é o principal símbolo da quarta cidade mais antiga do Brasil (fundada em 1590), que serviu como primeira capital do estado de Sergipe.
O grande diferencial do local é seu desenho urbano: um espaço quadrangular aberto, cercado por edificações religiosas e civis dos séculos 17, 18 e 19. Esse conjunto reflete, de forma única, a influência das tradições urbanísticas de Espanha e Portugal durante o período da União Ibérica (1580–1640).
Reconhecimento
A Praça São Francisco recebeu o título da Unesco por guardar a memória de um momento marcante da história: o período em que as Coroas espanhola e portuguesa estiveram unidas sob o comando de um único rei. Essa fusão resultou em uma paisagem urbana integrada e preservada com autenticidade ao longo dos séculos.
O que fazer
Entre os principais atrativos da Praça São Francisco e de seu entorno estão:
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Igreja e Convento de São Francisco: conjunto monumental do século 17, que domina o lado principal da praça. Em seu interior funciona o Museu de Arte Sacra de Sergipe, considerado um dos mais importantes acervos do gênero no país.
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Antigo Palácio Provincial: edifício histórico que abrigou a sede do governo sergipano e hoje abriga o Museu Histórico de Sergipe, com acervos que contam a história política, social e cultural do estado.
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Igreja e Hospital da Santa Casa de Misericórdia: importante complexo arquitetônico localizado na praça, representando a tradição assistencial e religiosa do Período Colonial.
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Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória: uma das edificações religiosas mais antigas do estado, a poucos passos da praça principal.
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Caminhada pelo Centro Histórico: explorar as ruas de pedra e os casarões coloniais preservados, aproveitando os mirantes para o Rio Paramopama.
Quando visitar
São Cristóvão pode ser visitada durante todo o ano, mas algumas datas festivas movimentam a cidade com manifestações culturais e religiosas marcantes:
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Festival de Artes de São Cristóvão (FASC): um dos festivais multiculturais mais tradicionais do Nordeste, que transforma as praças e casarões históricos em palcos para shows, teatro, artes plásticas, literatura e gastronomia.
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Festa e Procissão de Nosso Senhor dos Passos: realização secular, que ocorre durante o período da Quaresma, atraindo milhares de fiéis e romeiros de diversas partes do país.
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Semana Santa: marcada por celebrações religiosas e apresentações culturais nas igrejas históricas da praça.
Como chegar
A Praça São Francisco fica no Centro Histórico de São Cristóvão, a cerca de 26 quilômetros da capital sergipana, Aracaju.
Para quem chega de avião, o ponto de desembarque é o Aeroporto Internacional de Aracaju. Do aeroporto, o trajeto até São Cristóvão pode ser feito de carro ou linhas de ônibus pelas rodovias SE-065 e BR-101, em um percurso de aproximadamente 30 a 40 minutos.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
SUS realiza consultas e procedimentos para indígenas no Ceará
De hoje (14), até domingo (16) o Sistema Único de Saúde (SUS) está no território indígena do município de Itarema com oferta de consultas, exames e procedimentos especializados. A partir de quarta-feira (19) até o dia 22 de agosto, os atendimentos serão realizados nas aldeias localizadas em Crateús. A estratégia busca reduzir a demanda reprimida por atendimento especializado em regiões onde as longas distâncias e as dificuldades de deslocamento ainda representam barreiras ao acesso aos serviços de saúde. Com a expedição do SUS, cerca de 11 mil indígenas de 79 aldeias serão beneficiados.
A atividade no Ceará é desenvolvida em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e o Instituto Suel Abujamra, por meio do Projeto Aldeia em Foco, para reforçar a integração entre a Atenção Primária à Saúde Indígena e a Rede de Atenção à Saúde (RAS). A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, instituído pela Lei nº 15.233, de 7 de outubro de 2025.
Aos 87 anos, o indígena Tremembé Francisco da Silva Félix é um dos primeiros moradores da Aldeia Varjota, em Itarema (CE), e uma das referências da comunidade. Pai de 12 filhos, hoje cercado por netos e bisnetos, ele realizou um exame de vista durante a ação do SUS.
“É muito bom ser atendido aqui, perto da minha casa, dentro da aldeia. Moro aqui desde que nasci. O atendimento foi muito bom, o pessoal me tratou muito bem. Espero melhorar ainda mais da minha visão”, afirma Francisco, que enxerga apenas parcialmente com o olho esquerdo.
Ao todo, a previsão é realizar cerca de 980 consultas especializadas, sendo 490 em Oftalmologia, 175 em Clínica Médica, 175 em Pediatria e 140 em Saúde da Mulher, além de procedimentos como colposcopia, inserção de dispositivo intrauterino (DIU) e Implanon, bem como a entrega de óculos de grau conforme indicação clínica, nas aldeias localizadas nos Polos Base de Itarema, Crateús, Monsenhor Tabosa e Poranga, abrangendo os povos Tremembé, Potyguara, Kariri, Kalabaça, Tabajara, Tupinambá e Gavião.
Importância do olhar indígena na gestão da saúde
Para Lucinha Tremembé, secretária de Saúde Indígena, a presença de lideranças e gestores indígenas no acompanhamento da ação reforça o caráter participativo da iniciativa.
“Sou indígena do povo Tremembé e estar aqui, no chão da aldeia, acompanhando esse trabalho, é motivo de muita satisfação. Isso demonstra que estamos construindo uma assistência diferenciada, baseada no respeito às especificidades culturais dos povos indígenas e no compromisso de superar barreiras geográficas e logísticas para garantir o acesso à saúde”, afirma Lucinha Tremembé.
Terceira Expedição do SUS em terras indígenas
Antes de chegar à terceira edição, a expedição do SUS passou pela Terra Indígena Andirá-Marau, em Maués (AM), onde realizou atendimentos aos povos indígenas assistidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Parintins. Em seguida, a ação foi realizada no território do povo Pirahã, no sul do Amazonas, beneficiando indígenas atendidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Porto Velho.
Atendimento diretamente nos territórios
A estrutura itinerante é organizada em articulação com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) e a Rede de Atenção à Saúde, respeitando as especificidades culturais, territoriais e assistenciais dos povos atendidos. A iniciativa segue as diretrizes da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI).
Além da assistência direta, a ação fortalece a articulação entre a Sesai, a AgSUS, o DSEI Ceará e gestores estaduais e municipais do SUS, contribuindo para qualificar o cuidado e ampliar a resolutividade da Atenção Primária.
DSEI Ceará
O Distrito Sanitário Especial Indígena Ceará atende aproximadamente 31,7 mil indígenas aldeados, distribuídos em 27 municípios — 18 no Ceará e nove no Piauí. A estrutura é composta por 14 Polos Base, 27 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e uma Casa de Saúde Indígena (Casai).
Edjalma Borges
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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