Agro
Produção animal registra crescimento nos abates no primeiro trimestre
O primeiro trimestre de 2026 registrou avanço no abate de bovinos, suínos e frangos no Brasil em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados constam das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, divulgadas nesta terça-feira (19.05), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O balanço indica, por outro lado, uma desaceleração generalizada na comparação com o quarto trimestre de 2025.
No segmento de bovinos, foram abatidas 10,29 milhões de cabeças sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária entre janeiro e março. O volume representa uma alta de 3,3% na comparação anual, mas uma retração de 6,8% frente ao trimestre imediatamente anterior.
A produção de carcaças bovinas seguiu a mesma tendência: alcançou 2,63 milhões de toneladas, o que significa um incremento de 5,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e recuo de 10,2% na comparação trimestral.
O abate de suínos somou 15,27 milhões de cabeças no período, número 5,5% superior ao de igual intervalo do ano anterior. Frente ao fechamento de 2025, houve estabilidade, com leve redução de 0,1%. O peso acumulado das carcaças de suínos atingiu 1,37 milhão de toneladas, com crescimento de 2,6% ante o primeiro trimestre do ano passado e queda de 3,0% perante o quarto trimestre.
No setor de aves, o País abateu 1,71 bilhão de cabeças de frango nos primeiros três meses do ano, alta de 3,7% no confronto anual e recuo de 0,4% na comparação trimestral. O peso das carcaças totalizou 3,73 milhões de toneladas, com expansão de 7,0% na comparação anual e avanço de 2,3% frente ao trimestre anterior.
Leite, ovos e couro
Os dados do IBGE também mostraram o desempenho de outras cadeias da pecuária nacional:
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Leite: A captação de leite cru inspecionado atingiu 6,78 bilhões de litros, volume 3,3% maior do que o registrado no primeiro trimestre de 2025. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve queda de 7,9%.
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Ovos: A produção de ovos de galinha totalizou 1,21 bilhão de dúzias. O resultado aponta crescimento de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e baixa de 3,5% frente ao trimestre imediatamente anterior.
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Couro: Os curtumes que processam pelo menos 5 mil unidades anuais receberam 10,76 milhões de peças inteiras de couro cru bovino. O volume repetiu o desempenho de igual período de 2025 (variação de 0,0%), mas recuou 3,3% em relação ao último trimestre do ano passado.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Portos brasileiros avançam em sustentabilidade com foco na redução de emissões e eficiência logística
O setor portuário global, responsável pela maior parte do comércio internacional e por mais de 95% das exportações brasileiras, intensifica a adoção de práticas sustentáveis diante da pressão para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, o transporte marítimo responde por cerca de 3% das emissões globais relacionadas à energia, com projeções que indicam possível aumento significativo até 2030 caso não haja mudanças estruturais.
No Brasil, o desafio é ampliado pela combinação entre a movimentação intensa de navios, caminhões e trens nas áreas portuárias, além de limitações históricas de infraestrutura logística terrestre. Diante desse cenário, o governo federal e o setor privado têm ampliado investimentos em soluções voltadas à descarbonização e à eficiência operacional.
Governo amplia políticas de descarbonização no setor portuário
O Ministério de Portos e Aeroportos vem liderando iniciativas para acelerar a transição energética no setor. Entre as ações estão eletrificação de equipamentos, uso de energia em terra para navios atracados (Onshore Power Supply – OPS), monitoramento de emissões e incentivo ao uso de combustíveis de baixo carbono e hidrogênio verde.
O ministro da pasta, Tomé Franca, destaca que a agenda sustentável está no centro da estratégia de modernização logística do país.
“Nosso compromisso é com a construção democrática de políticas públicas que estimulam a sociedade a aderir práticas sustentáveis que estão na agenda dos debates sobre o futuro do Brasil e do nosso planeta”, afirmou.
Política de Sustentabilidade redefine padrões do setor de transportes
Em 2025, foi lançada a Política de Sustentabilidade do modal de transporte, que orienta os setores portuário, aeroportuário e hidroviário com base em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).
A iniciativa estabelece diretrizes para gestão pública e privada, buscando integrar eficiência operacional, transparência e responsabilidade socioambiental em toda a cadeia logística brasileira.
Segundo o secretário nacional de Portos do MPor, Alex Ávila, os portos assumem papel estratégico na transição energética global.
“Mais do que pontos de passagem e comércio, os portos são estruturas estratégicas para viabilizar novas soluções energéticas e apoiar a descarbonização da navegação”, destacou.
A política também está alinhada aos compromissos climáticos do Brasil no Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Portos brasileiros adotam soluções tecnológicas e energia limpa
Diversos complexos portuários já avançam na implementação de tecnologias voltadas à sustentabilidade e à redução de emissões:
- Porto de Santos (SP)
- O maior porto da América Latina implantou sistema de energia elétrica em terra (OPS) para rebocadores atracados. A energia limpa, proveniente da usina hidrelétrica de Itatinga, reduz o uso de diesel e as emissões de CO₂ desde 2024.
- Porto de Paranaguá (PR)
- O terminal investe em expansão ferroviária e energia solar. O projeto Moegão, em fase final, ampliará a capacidade logística, enquanto sistemas fotovoltaicos já contribuem para reduzir emissões desde 2023.
- Porto de Suape (PE)
- O complexo será o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina, com automação e infraestrutura digital integrada. A operação deve iniciar até o fim do ano.
- Complexo do Pecém (CE)
- O porto avança na consolidação de um hub de hidrogênio verde, com foco na produção de amônia verde e expansão da infraestrutura energética até 2030.
- Porto do Açu (RJ)
- O terminal aposta em um corredor verde para combustíveis de baixo carbono e projetos ligados ao hidrogênio, além de iniciativas para descarbonização da indústria siderúrgica.
Infraestrutura portuária acelera transição energética no Brasil
O Ministério de Portos e Aeroportos também coordena programas estratégicos para modernizar o setor e reduzir emissões de gases de efeito estufa.
Entre eles está o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A., que avalia embarcações com base em 39 indicadores ambientais, sociais e operacionais.
Outro destaque é o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos), que estabelece metas para eficiência energética, modernização da infraestrutura e redução progressiva das emissões no setor.
O ministro Tomé Franca reforça que os programas são essenciais para a transformação do modal logístico brasileiro.
“O PND-Portos e o PND-Navegação são instrumentos que vão guiar a transição energética dos setores portuário e aquaviário, alinhando o Brasil às melhores práticas globais”, afirmou.
Na interface com o setor privado, o Pacto pela Sustentabilidade já reconheceu empresas comprometidas com práticas ESG, incluindo iniciativas apresentadas durante conferências internacionais como a COP30, em Belém (PA).
Setor portuário reforça protagonismo na agenda climática global
Com a adoção de novas tecnologias, políticas públicas e investimentos privados, os portos brasileiros se consolidam como peças-chave na estratégia nacional de descarbonização.
A tendência é que a combinação entre energia limpa, digitalização e eficiência logística transforme o setor em um dos principais vetores da transição energética do país nas próximas décadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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