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Poluição do ar em Curitiba cai após medidas de isolamento social

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presença de gases poluentes no ar em Curitiba caiu após as recomendações de isolamento social por causa do coronavírus.

De acordo com o Instituto Água e Terra do Paraná, da secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná, os registros de dióxido de nitrogênio (NO2) e de monóxido de carbono (CO) chegaram a cair quase que pela metade após a Prefeitura de Curitiba e o Governo do Paraná editarem decretos restringindo atividades econômicas e suspendendo as aulas.

O dióxido de nitrogênio e monóxido de carbono são gases emitidos pela combustão de motores, como os dos automóveis, e pelas indústrias. Segundo especialistas, ambos podem provocar doenças respiratórias.

No dia 19 de março, a Prefeitura de Curitiba determinou o fechamento de vários tipos de estabelecimentos comerciais, como cinemas, academias e salões de beleza.

No dia 21 de março, o governo do estado decretou que apenas atividades consideradas essenciais poderiam continuar funcionando.

As aulas em todas as escolas do Paraná também foram suspensas a partir do dia 20 de março.

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De 15 a 20 de março, a média diária de presença de dióxido de nitrogênio no ar da cidade foi de 14,31 partes por bilhão (ppb) – medida utilizada para contar a concentração dos gases no ar. Nos dias seguintes, de 21 a 26 de março, a concentração média foi de 8,61 ppb.

Nos mesmos períodos, a concentração de monóxido de carbono caiu 0,49 parte por milhão (ppm) para 0,22 ppm.

“A concentração destes gases caiu neste período possivelmente pela diminuição de carros nas ruas”, afirmou o técnico do setor de qualidade do ar do Instituto Água e Terra João Carlos Oliveira.

Cuidados

Segundo o presidente da Associação Paranaense de Pneumologia e Tisiologia, Irinei Melek, estes gases podem causar doenças respiratórias, e a queda na poluição do ar é uma consequência positiva do isolamento.

“Via de regra, estes poluentes causam irritações, ardência nas mucosas. Algumas pessoas mais sensíveis podem ter bronquite, sinusite ou até doenças mais graves”, afirmou Melek.

Ar seco

Segundo o técnico do Instituto Água e Terra João Carlos Oliveira, se não fosse pela diminuição de carros nas ruas, a tendência era de alta na presença de gases poluentes na atmosfera nesta época do ano.

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“Conforme o tempo vai ficando mais seco, mais tempo estes gases duram no ar e mais eles se concentram na atmosfera”, afirmou.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o mês de março termina como o mês mais seco de todos os tempos. Segundo o instituto, há 90 anos não havia um mês tão seco.

Conforme os meteorologistas, a previsão era de chuva de 147 milímetros ao longo do mês, e não choveu nem 10% disso. Durante todo o mês de março, choveu apenas em quatro dias.

A temperatura alta também contribuiu para um mês seco. A média máxima foi de 26,7º, enquanto a mínima foi de 15,5º.

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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