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Em parceria com banco alemão, Curitiba vai comprar ônibus elétricos e construir eletroterminais

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Foto: Hully Paiva/SMCS

O empréstimo de €$ 100 milhões será usado para a compra de 84 ônibus elétricos, construção de dois eletroterminais e a instalação de painéis de energia fotovoltaica em 27 equipamentos públicos

 

Representantes do banco alemão KfW Bankengruppe estarão em Curitiba nas próximas semanas para validar a aprovação do financiamento pela Comissão de Financiamentos Externos (Confiex), do governo federal, obtido em setembro do ano passado. O empréstimo de €$ 100 milhões será usado para a compra de 84 ônibus elétricos, construção de dois eletroterminais e a instalação de painéis de energia fotovoltaica em 27 equipamentos públicos. Também estão previstos investimentos de €$ 25 milhões pela Prefeitura Municipal de Curitiba (PMC).

Com o sinal verde para a nova contratação, o município agora faz o detalhamento do projeto Curitiba Carbono Neutro para os executivos do banco. O trabalho é feito pelo time do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

A primeira parte da missão é conduzida pela consultora do KfW Bankengruppe Christiane Kunze. Ela é responsável por elaborar a documentação básica que dá aos executivos o panorama geral do projeto, bem como a estrutura institucional da prefeitura para a gestão do contrato e a execução das obras e aquisições. Para isso, até a próxima sexta, dia 24, Christiane vai passar por uma imersão com equipes multidisciplinares da Prefeitura.

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Banco alemão estuda parceria

No primeiro dia do trabalho preparatório do banco alemão, Christiane pôde entender a governança da gestão contratual dos financiamentos externos do município, conduzidos pela Unidade Técnico Administrativa de Gerenciamento (Utag). Marcio Teixeira, coordenador geral da Utag, explicou a função da área, destacando a articulação com os diferentes setores da administração pública, bem como as metodologias de gerenciamento de obras, ambiental e social e o atendimento a órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“Curitiba tem experiência na gestão de contratos multilaterais, o que nos credencia para mais um desafio de gestão do financiamento com o banco alemão”, disse Teixeira 

À tarde, a consultora do banco alemão percorreu os itinerários das linhas Leste Oeste e Inter 2/Interbairros II. Elas são prioritárias para receber os primeiros veículos elétricos e que passam por revitalização, financiada por outras linhas de crédito, como do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do New Development Bank (NDB). Nesta terça-feira, a visita inclui a Pirâmide Solar do Caximba e equipamentos listados para a instalação de painéis fotovoltaicos, como o Restaurante Popular do Tatuquara. Discussões sobre formato, o modelo de gestão de transporte e os desafios da nova concessão, a distribuição de energia pela PMC e os impactos esperados dos projetos nos públicos-alvo serão tema para as reuniões previstas até o final da semana. A comitiva de executivos do KfW chega em Curitiba na próxima segunda, 27, para aprofundamento das análises e formatação do programa.

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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