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Paraná tem redução de quase 40% nos feminicídios no início de 2026

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O número de feminicídios no Paraná mantém a tendência de queda e registra uma redução de quase 40% no mês de janeiro de 2026 com relação ao mesmo mês do ano passado. Foram oito ocorrências registradas no estado em janeiro deste ano contra 13 no mesmo período de 2025. “Embora toda morte nos cause tristeza sempre, a curva de queda nos mostra que estamos no caminho certo e vamos prosseguir trabalhando com toda a sociedade para reduzir a zero esse tipo de crime terrível”, afirma o secretário da Segurança do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira.

Outro crime que também registrou redução no Paraná foi o de estupros, que teve queda de mais de 21%, saindo de 549 casos em janeiro de 2025 para 430 no mesmo mês de 2026. Já a violência doméstica contra a mulher teve uma pequena redução, de menos de 1%, caindo de 6.722 para 6.687 ocorrências no mesmo período. Embora seja pequena a queda percentual, são 35 casos a menos e essa redução acontece em um momento em que as mulheres estão se conscientizando cada vez mais e registrando os casos de violência, reduzindo a subnotificação.

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“O trabalho de combate à violência contra mulher tem sempre dois lados em paralelo: o primeiro é o trabalho policial de proteção e investigação, o outro é a conscientização da população. No âmbito do Programa Mulher Segura levamos informações às mulheres sobre os seus direitos e sobre a rede de proteção oferecida pelo Estado para que ela saia da situação de violência”, ressalta o coronel Hudson.

SEGURANÇA E INFORMAÇÃO – O programa Mulher Segura já atingiu quase 224 mil pessoas em todo o Paraná com palestras sobre igualdade e respeito entre homens e mulheres, conscientização em relação à cultura do machismo e suas consequências, como agressões físicas, violência psicológica e, em casos extremos, o feminicídio.

Outro fator importante na redução dos crimes contra a mulher é a Patrulha Maria da Penha, unidade especializada no enfrentamento à violência contra mulheres da Polícia Militar do Paraná (PMPR). As equipes realizam visitas preventivas após o registro de ocorrências nas polícias Militar ou Civil. Durante as ações, os policiais acompanham o cumprimento das medidas protetivas de urgência determinadas pelo Poder Judiciário e mantêm contato direto com vítimas e agressores para orientar e prevenir novos episódios de violência.

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Também é uma iniciativa importante nesse contexto o programa de monitoramento de homens que estão submetidos a medida protetiva e usam tornozeleira eletrônica. O serviço avisa a PM e a possível vítima quando esses homens se aproximam das mulheres mais do que a distância de segurança permitida, possibilitando uma ação imediata.

DENUNCIE – Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados à Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível registrar denúncias pelo telefone 197, da Polícia Civil do Paraná, ou de forma anônima pelo Disque Denúncia 181, disponível 24 horas por dia em todo o estado.

OUTROS INDICADORES – Além da forte queda nos feminicídios em janeiro, os homicídios também tiveram retração, seguindo a tendência de queda dos últimos anos que vêm registrando índices mínimos históricos. A queda de homicídios no Paraná em janeiro de 2026, comparando-se com o mesmo mês do ano passado, foi  de quase 12%, diminuindo de 110 para 97 casos. Já os roubos caíram de 1.518 para 1.140 ocorrências, quase 25%. E os furtos tiveram redução de 12.455 casos para 11.681, caindo mais de 6%.

Fonte: Governo PR

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MP em Movimento reúne representantes de municípios da região de Francisco Beltrão para discutir melhorias nos serviços de acolhimento e de assistência social

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A proteção de crianças e adolescentes, a estrutura de políticas de assistência social e questões urbanísticas estiveram entre os principais temas tratados nesta segunda-feira, 14 de setembro, na agenda do MP em Movimento, em Francisco Beltrão. A iniciativa transfere temporariamente a sede da Procuradoria-Geral de Justiça para diferentes regiões do estado, com a proposta de aproximar o Ministério Público do Paraná da realidade local. Ao longo do dia, representantes dos municípios de Boa Vista da Aparecida, São João, Sulina, São Jorge D’Oeste e Ampére participaram de reuniões com integrantes do MPPR para discutir desafios e soluções para os serviços municipais. 

Boa Vista da Aparecida  O Serviço de Acolhimento Familiar de Boa Vista da Aparecida esteve entre os assuntos discutidos com o Prefeito Eduardo José Henrichs, o Assessor Jurídico Cristian Marçal Pacovska Lizzi e a Secretária de Assistência Social, Polyana Zucco. O Município apresentou os desafios enfrentados pela Casa Lar Acolhendo Vidas, que incluem custos de manutenção, capacitação da equipe e dificuldade em mobilizar famílias voluntárias, mesmo com a realização de campanhas.

O MPPR acompanhará a análise de possível revisão do convênio formalizado entre os Municípios de Boa Vista da Aparecida, Capitão Leônidas Marques e Santa Lúcia, que têm crianças e adolescentes atendidos pelo mesmo serviço de acolhimento 

A reunião também tratou da situação dos loteamentos e condomínios irregulares às margens do Lago de Salto Caxias. Ficou definido que a equipe técnica do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça (Caop) de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo prestará apoio à Promotoria de Justiça de Capitão Leônidas Marques na análise da questão. 

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Participaram da reunião a Diretora-Secretária da Procuradoria-Geral de Justiça, Nayani Kelly Garcia; o Coordenador de Assuntos Institucionais, Ronaldo de Paula Mion; o integrante do Caop de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo, Promotor de Justiça Daniel Pedro Lourenço; o Promotor de Justiça Renato Sampaio Cavalheiro; e as assessoras jurídicas Milena Augustin e Jihanne Kuhnen Kchachan.

São João, Sulina e São Jorge D’Oeste Na sequência, representantes de São João, Sulina e São Jorge D’Oeste participaram de reunião sobre a entidade de acolhimento institucional mantida pelos três Municípios.

A Promotora de Justiça Vanessa Pinto Maia de Medeiros apresentou as principais dificuldades identificadas pelo MPPR no serviço, que atualmente está com a capacidade de acolhimento ultrapassada e enfrenta problemas estruturais, além de fragilidades nas equipes técnica e de cuidadores.

Entre as possibilidades discutidas está a atuação consorciada para a manutenção e a estruturação do serviço de acolhimento, em substituição ao atual sistema de convênio. O modelo de família acolhedora também foi apresentado como alternativa.

Os Municípios concordaram em realizar uma nova reunião para definir a estruturação do consórcio e discutir a capacitação da equipe técnica e das cuidadoras da Casa Lar, com a participação das equipes de proteção social especial. Também será analisada a forma de contratação dos profissionais, considerando as possibilidades de teste seletivo, CLT, PSS ou concurso público.

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Participaram da reunião o Prefeito de São Jorge D’Oeste, Odinei Rebonatto; o Procurador-Geral do Município de Sulina, Antonio Pazin; o Procurador-Geral de São Jorge D’Oeste, Jean de Souza Silva; o Prefeito de São João, Joni Zanella Ferreira; a Secretária de Assistência Social de São João, Andrieli Borsati; o Procurador-Geral de São João, Orides Negrello Neto; o Prefeito de Sulina, Gilberto João Rossi; e a Assessora da Secretaria do Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça do MPPR Jihanne Kuhnen Kchachan.

Ampére  A reorganização do serviço de assistência social de Ampére foi tema da última reunião do dia. O Promotor de Justiça Murilo Euller Catuzo apresentou os principais desafios e necessidades identificadas no município. 

A partir desse diagnóstico, o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça (Caop) de Assistência Social do MPPR desenvolveu um plano de ação com prazos e metas para a estruturação da política municipal de assistência social. O acordo será formalizado por meio de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que será encaminhado ao Poder Executivo.

Participaram da reunião o Coordenador de Assuntos Institucionais, Ronaldo de Paula Mion; o Prefeito de Ampére, Douglas Diems Morockoski Potrich; o Assessor Jurídico Hyuri Bedin e a Assistente Social do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex) de Francisco Beltrão Denize da Silveira.

Fonte: Ministério Público PR

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