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Paraná amplia acesso ao ensino técnico com parceria entre Educação e Senai

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Quase dois anos após sua implementação, a parceria entre a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-PR) já beneficia mais de 6 mil estudantes da rede pública com cursos técnicos integrados ao Ensino Médio. A iniciativa leva formação profissional gratuita a jovens de 144 escolas em 23 Núcleos Regionais de Educação (NRE) do Estado.

Firmada no início de 2024, a parceria tem como objetivo ampliar o acesso à educação profissional e tecnológica. Com duração de três anos, os cursos são ofertados de forma integrada ao currículo regular do Ensino Médio e incluem áreas como Mecatrônica, Eletromecânica, Automação Industrial e Biotecnologia.

“Queremos assegurar que os estudantes do Paraná tenham a oportunidade de realizar uma formação técnica e profissional, levando ensino de qualidade para todos. É uma forma eficaz de promover a mobilidade social e o desenvolvimento econômico regional, além de fortalecer o vínculo entre educação e empregabilidade”, destaca o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.

Em 2024, foram ofertadas mais de 2 mil vagas em 66 turmas. Em 2025, o número saltou para 6.473 alunos em 223 turmas. A expectativa é continuar expandindo. Em 2026, 14 cursos técnicos estarão disponíveis, incluindo o técnico em Inteligência Artificial, com carga horária de 1.200 horas cada. Os cursos são escolhidos estrategicamente, com oferta adaptável conforme o mercado.

De acordo com a coordenadora técnica do Departamento de Educação Profissional (DEP) da Seed-PR, Eliane Cristina Depetris, a parceria tem oferecido qualificação profissional especialmente nas áreas de tecnologia e inovação. “A oferta ocorre de maneira concomitante intercomplementar, unindo a estrutura das escolas estaduais com a expertise do Senai. É uma ação estratégica de expansão da Educação Profissional e Tecnológica no Paraná”, explica.

O Senai contribui com a infraestrutura de laboratórios, materiais específicos e professores especializados, além de alimentação e transporte para as aulas práticas. Para a diretora regional do Senai-PR, Fabiane Franciscone, a formação técnica é essencial para conectar os jovens ao mundo do trabalho, especialmente à indústria. “O curso técnico de nível médio é essencial para o protagonismo da juventude, pois oferece não apenas uma profissão, mas também desenvolve habilidades como autonomia, criatividade, resolução de problemas e capacidade de inovação.”

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A qualidade da formação oferecida pelo Senai é reconhecida pelo setor produtivo. Segundo a pesquisa de acompanhamento de egressos da instituição (2022–2024), 90,5% das indústrias preferem profissionais formados pelo Senai. Maior complexo de educação profissional da América Latina, a instituição está presente em mais de dois mil municípios brasileiros e, no Paraná, são 39 unidades distribuídas em todo o Estado.

NA PRÁTICA – No Colégio Estadual Emílio de Menezes, em Curitiba, são ofertados os cursos de Mecatrônica, Química e Desenvolvimento de Sistemas para seis turmas e um total de 231 estudantes. Valter Marques Junior, coordenador dos cursos técnicos da escola, explica que enquanto o primeiro ano é mais teórico, o segundo têm mais aulas em laboratórios, o que motiva os estudantes. “A gente percebe uma mentalidade diferente desses alunos, com mais autonomia, responsabilidade e proatividade. Além disso, a metodologia do Senai é inquestionável. É uma unanimidade: todos gostam e ficam muito satisfeitos com o ensino que é ofertado”, afirma.

Giovanni Paulo Wolf, de 16 anos, optou pelo curso técnico em Química para seguir os passos do avô. Ele sonha em um dia trabalhar na Petrobras e acredita que o curso irá ajudá-lo na inserção no mercado. “A rotina de aulas é bem elaborada. A gente aprende muito sobre experimentos químicos e como são usados nas indústrias.” A colega de classe Maria Júlia Dias Ferreira destaca que o curso exige esforço, mas vale a pena. “É preciso muita resiliência e força de vontade, porque a gente estuda muito, mas tenho certeza que isso vai me ajudar futuramente para adentrar o mercado de trabalho.”

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Outros estudantes do curso de Química também evidenciam o impacto positivo da formação. “As aulas no Senai são bem dinâmicas. É muito mais legal poder aplicar na prática tudo o que você aprendeu”, afirma Ana Laura Souza Madeira, de 17 anos. Já Otávio Gabriel de Matos, 16, enxerga no curso uma oportunidade para melhorar a qualidade de vida. “As aulas são um pouco mais puxadas, mas acredito que isso desenvolve melhor o meu intelecto e que o curso vai abrir portas para possíveis indústrias, além de me ajudar muito na faculdade e na busca de estágios.”

No Colégio Estadual Avelino Antônio Vieira, também na capital, quatro turmas contam com a formação técnica. Para a coordenadora Claudineia Maria Vischi Avanzini, os cursos técnicos ajudam os estudantes a entender na prática a importância da educação. “Muitos dos nossos alunos vêm de famílias ligadas à indústria. A formação técnica aproxima o ensino da realidade do mundo do trabalho. É uma parceria que realmente está dando certo e que funciona.”

COMO PARTICIPAR – As turmas dos cursos técnicos são formadas a partir da demanda local. Os interessados devem fazer a inscrição pela Área do Aluno, acessada com CPF e celular previamente cadastrados. A matrícula é realizada após o processo de seleção dos estudantes, que terá o resultado divulgado entre os dias 3 e 7 de novembro. Aqueles que não forem contemplados têm vaga assegurada no Ensino Médio regular e permanecem com cadastro ativo para possíveis chamadas complementares.

Fonte: Governo PR

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Seca recua em várias regiões do Paraná, aponta monitor nacional

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Com o recuo da seca fraca, o extremo Noroeste, Norte, Norte Novo e região Central do Paraná são as áreas que não têm mais nenhum registro de seca relativa no Estado. É o que aponta o Monitor de Secas, divulgado nesta quarta-feira (17). O estudo da Agência Nacional de Águas é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar – Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná.

Também houve recuo da área com seca moderada no Norte Pioneiro, Noroeste, Campos Gerais, norte da Região Metropolitana de Curitiba e de cidades no Sul, próximas à divisa com Santa Catarina. Por outro lado, foi registrado avanço da seca moderada em cidades do Sudoeste e Oeste que ficam na área de fronteira com o Paraguai e a Argentina.

“A chuva foi acima da média no último bimestre em algumas regiões, o que motivou o recuo da seca. Já na área de fronteira a chuva ficou abaixo da média nos últimos meses, o que levou ao avanço da área com registro de seca moderada”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar que participa do Monitor de Secas.

Os impactos são de curto e longo prazo no Centro-Leste e Nordeste do Paraná, ou seja, podem ter reflexos na agricultura, e de curto prazo nas demais áreas, interferindo também nas atividades agrícolas.

O Boletim Agroclimático do Simeagro, divulgado em maio, aponta que o milho, já em proximidade de colheita, estava com uma área cultivada estimada em 2,9 milhões de hectares – a maior área já registrada para a cultura no Paraná. Já o trigo, favorecido pelas condições de umidade do solo, avançou para 67% da área prevista no Estado.

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CHUVAS – Em maio, entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes de chuva abaixo da média histórica para mês. Em 18 delas, o volume médio histórico foi atingido nos primeiros dez dias de maio.

Com mais chuva, a temperatura média ficou dentro a abaixo da média histórica em todo o Paraná. As temperaturas mais baixas de maio de 2026 também foram as mais baixas do ano até o momento, registradas entre os dias 11 e 13, datas em que também houve registro de geada em cidades da metade sul do Estado, e chuva congelada em General Carneiro. 

A temperatura mais baixa foi -2,4°C, às 7h do dia 11, no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava. A sensação térmica chegou a -7°C em General Carneiro na mesma data, devido ao vento na região.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

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O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

No Brasil, no mapa divulgado nesta quarta-feira (17), não há registro de seca extrema ou seca excepcional em nenhum estado. A seca grave está concentrada em uma pequena área de São Paulo. A seca moderada, além de atingir o Oeste e Sudoeste do Paraná, é registrada no Noroeste de Santa Catarina e em áreas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Leste do Mato Grosso do Sul, Oeste do Rio de Janeiro, Sudeste do Tocantins, em várias áreas do Nordeste e em pequenas áreas ao Oeste da Amazônia.

A seca fraca está espalhada por todas as regiões do país. Os únicos estados que não têm nenhum registro de seca relativa no mapa de maio do Monitor de Secas são Roraima, Amapá e Mato Grosso.

Fonte: Governo PR

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