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Brasil

Operação contra tráfico interestadual de armas apreende lança-rojão entre as mais de 100 armas de fogo

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Rio de Janeiro, 14/11/2025 – Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), por meio da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e com o apoio da Polícia Civil do Paraná (PCPR), deflagrou, na quinta-feira (13), uma operação contra o comércio ilegal de armas.

A ação resultou na desarticulação de quatro fábricas clandestinas de armamentos, estruturadas profissionalmente e com capacidade de produção em escala: uma em Curitiba (PR) e três no estado do Rio de Janeiro — uma em Nova Iguaçu e duas em Japeri.

Os locais funcionavam como centros de produção artesanal avançada, destinados ao abastecimento de facções criminosas. O grupo utilizava maquinário de alta precisão e insumos controlados para fabricar armas e munições de diversos calibres.

Durante a operação, cinco pessoas foram presas, entre os quais, dois ex-militares que atuavam como armeiros do crime organizado, responsáveis por montar, calibrar e aperfeiçoar armas utilizadas por grupos criminosos de grande poder bélico. O conhecimento técnico dos marginais, aplicado ilegalmente, representava um incremento significativo na qualidade e no grau de letalidade do armamento fabricado.

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A ação contou com apoio do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE/PCPR) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), com a atuação colaborativa na coordenação interestadual de inteligência e no intercâmbio de informações estratégicas.

Material apreendido

O volume de apreensões demonstra a capacidade industrial clandestina das fábricas e sua importância na cadeia de abastecimento ilícito do crime organizado. A ação não apenas retirou de circulação armamentos de alto potencial lesivo, como também desarticulou núcleos produtivos inteiros, atingindo diretamente a base logística que sustenta financeiramente e militarmente grupos armados.

Foram apreendidos os seguintes armamentos bélicos:

• Mais de 100 armas de fogo, entre revólveres, pistolas, fuzis e um lança-rojão;
• Acessórios para armamentos, como carregadores, peças internas, miras e coronhas;
• Maquinário para fabricação de armas e munições, incluindo tornos, fresadoras, prensas, compressores, esmeris e bancadas de usinagem;
• Insumos para produção de munição, como pólvora, estojos, espoletas e projéteis.

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A Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro segue aprofundando as investigações, rastreando fluxos financeiros, identificando ramificações interestaduais e fortalecendo a cooperação com órgãos nacionais de segurança pública.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

Brasil e Paraguai realizam Dia D de vacinação na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero

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O Ministério da Saúde do Brasil, em parceria com o Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social do Paraguai e com apoio da OPAS/OMS, realizou nesta terça-feira (28) o Dia D da Semana de Vacinação das Américas (SVA) 2026 na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero. A mobilização busca ampliar a cobertura vacinal, atualizar cadernetas e reforçar a proteção contra doenças imunopreveníveis em uma região de grande circulação de pessoas entre os dois países.

“A gente vive hoje em um mundo globalizado, com muitas ameaças à saúde pública. Duas delas são centrais: a desinformação e a negação da ciência. E essa negação se torna especialmente perigosa quando coloca em dúvida os benefícios comprovados das vacinas, que foram responsáveis por reduzir e até eliminar diversas doenças. Quando a cobertura vacinal cai, esses agravos podem voltar a circular, como temos visto com o sarampo. Por isso, ações como esta, na fronteira entre Brasil e Paraguai, são fundamentais, porque reforçam um compromisso conjunto com a ciência, com a proteção da população e com a saúde pública dos nossos países”, afirmou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

A ação ocorreu na Linha Internacional, um dos principais pontos de travessia da fronteira, com oferta de vacinas previstas nos calendários nacionais de imunização. A iniciativa reforça a vacinação como principal estratégia de prevenção e controle de doenças.

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A campanha binacional foi fortalecida neste ano com a assinatura de um acordo de cooperação internacional durante o III Encontro Internacional de Saúde nas Fronteiras Brasil-Paraguai, com participação do Ministério da Saúde, do Conass e de governos estaduais. O documento prevê campanhas simultâneas de vacinação em áreas de fronteira e consolida ações desenvolvidas desde 2025, incluindo o Projeto de Monitoramento para Vigilância em Saúde na fronteira Brasil-Paraguai.

Além de Ponta Porã, as ações de vacinação em Mato Grosso do Sul seguem até 2 de maio nos municípios de Porto Murtinho, Bela Vista, Coronel Sapucaia e Paranhos, em articulação com as cidades paraguaias de Carmelo Peralta, Bella Vista Norte, Capitán Bado e Ypejhú. A programação inclui postos de vacinação e serviços de atenção básica dos dois lados da fronteira.

Contexto epidemiológico

A realização do Dia D ocorre em um cenário de alerta sanitário regional. A vacinação segue como a principal medida para prevenir doenças imunopreveníveis, proteger populações vulneráveis e interromper cadeias de transmissão, especialmente em áreas de alta mobilidade populacional.

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Regiões de fronteira apresentam desafios específicos para a imunização, como intenso fluxo migratório, diferentes sistemas de saúde e acesso irregular aos serviços, fatores que podem favorecer a circulação de vírus já controlados em outros contextos.

Alerta para viajantes

Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026, o Ministério da Saúde recomenda que brasileiros que viajarão aos Estados Unidos, México e Canadá atualizem a vacinação contra o sarampo antes do embarque. A vacina é ofertada gratuitamente pelo SUS para pessoas de 1 a 59 anos.

A orientação considera o aumento da circulação internacional de pessoas e os surtos registrados nos três países-sede, que apresentam crescimento de casos desde 2025 e mantêm transmissão ativa da doença em 2026.

Até o momento, o Brasil registrou três casos de sarampo em 2026: um no Rio de Janeiro, em uma mulher sem histórico vacinal, e dois em São Paulo, incluindo uma criança com viagem recente à Bolívia. Em todos os casos, foram adotadas medidas imediatas de bloqueio e vacinação. O país permanece livre da circulação endêmica da doença, com resposta baseada em vigilância epidemiológica e alta capacidade de imunização.

Amanda Milan
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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