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Brasil

MCTI lança Plano de Transformação Digital para modernizar serviços até 2027

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Com o objetivo de tornar os serviços para a população mais simples, acessíveis e transparentes, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou o Plano de Transformação Digital (PTD) 2025–2027. O documento que orienta a modernização dos serviços digitais oferecidos pela pasta segue as diretrizes da Estratégia Federal de Governo Digital, conjunto de normas que guia a digitalização de serviços públicos no País. 

O PTD está organizado em quatro eixos principais: 

Serviços Digitais e Melhoria da Qualidade, que busca simplificar processos, facilitar o uso dos serviços e garantir maior acessibilidade  

Unificação de Canais, que prevê que cada vez mais serviços do MCTI utilizem o gov.br, plataforma única do Governo do Brasil, com login unificado e integração a sistemas oficiais de pagamento 

Governança e Gestão de Dados, que trabalha a interoperabilidade, ou seja, a capacidade de diferentes sistemas trocarem informações entre si, além de incentivar o uso inteligente de dados públicos para melhorar políticas e serviços 

Segurança e Privacidade, que reúne ações para proteger informações sensíveis, fortalecer práticas de segurança digital e consolidar o Plano de Proteção e Segurança da Informação do ministério 

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A governança do plano será estruturada, com reuniões de acompanhamento a cada dois meses, gestão de riscos e definição clara das responsabilidades entre MCTI e Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O PTD inclui ainda iniciativas de inovação e a participação das unidades vinculadas ao ministério, com o objetivo de acelerar a digitalização e melhorar a experiência do cidadão em todos os canais de atendimento.  

O documento foi elaborado em parceria com a Secretaria de Governo Digital e a Secretaria-Executiva do MGI. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil

Ministério da Saúde apresenta a secretários estaduais plano de preparação para o El Niño 2026-2027

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O Ministério da Saúde apresentou nesta quarta-feira (26), durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília, o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027. A reunião reuniu gestores estaduais para discutir medidas de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos possíveis impactos do próximo ciclo do fenômeno climático.

O fenômeno está classificado como “forte” e pode atingir o patamar “muito forte” já em setembro, com janela crítica prevista entre outubro de 2026 e março de 2027. Os efeitos variam de acordo com a região: seca, estiagem e queimadas no Norte e Centro-Oeste; aprofundamento da seca e calor no Nordeste; ondas de calor e temporais no Sudeste; e chuvas intensas, com risco de inundação, no Sul.

Durante a apresentação, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, explicou que a preparação para os possíveis impactos do fenômeno está organizada em cinco eixos: governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas; governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima; recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica; atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas; e organização de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma.

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“A preparação do SUS para o El Niño é um tema bastante desafiador. A gente tem trabalhado junto ao Conass e ao Conasems na preparação do SUS para os efeitos das mudanças climáticas”, afirmou Massuda.

Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR e o GeoRisk, além dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), projeto-piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país. A estratégia também prevê a integração dos sistemas e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan para auxiliar na detecção precoce de surtos.

No médio prazo, o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima do Ministério da Saúde, o AdaptaSUS, estabelece 27 metas e 93 ações até 2035. A estratégia reúne medidas voltadas à preparação do setor saúde diante dos impactos das mudanças climáticas.

Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

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“Agora, o El Niño exige que a gente acelere o passo na preparação dos planos de resposta aos diferentes impactos que o fenômeno pode produzir no Brasil. É um fenômeno recorrente, mas este vem com uma gravidade bastante intensa. Precisamos preparar o país, considerando as características dos diferentes biomas e os efeitos previstos para cada região”, disse o secretário-executivo.

Na Amazônia, a preparação considera ainda a organização da rede de atenção e a estrutura disponível para atendimento às populações em áreas de difícil acesso, incluindo equipes de saúde e Unidades Básicas de Saúde Fluviais.

O Ministério da Saúde também deverá publicar, nos próximos dias, portaria para instituir um painel de especialistas em clima e saúde, que terá a função de subsidiar tecnicamente as decisões relacionadas à preparação e à resposta aos impactos dos eventos climáticos.

“A gente também ouviu os estados para identificar os diferentes estágios de preparação e os ajustes necessários em questões específicas, como as arboviroses, que tendem a se agravar em função do impacto do El Niño”, completou Massuda.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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