Paraná
“Nossa Vida é um Palco”: Teatro Guaíra recebe 50 anos de carreira do Blindagem
A banda Blindagem, ícone do rock paranaense que ao longo dos anos conquistou reconhecimento de admiradores fiéis de várias gerações, celebra 50 anos de trajetória com o espetáculo “Nossa Vida é um Palco”, no dia 19 de setembro, às 21h, no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão).
Formada por Paulo Juk (baixo), Paulo Teixeira (guitarra), Alberto Rodriguez (guitarra), Pato Romero (bateria) e Willian Vox (vocal/violão), a banda prepara uma noite de celebração à sua história. Com músicas atemporais, o repertório vai reunir as que mais impactaram seus fãs e um pouco de cada um dos discos da banda. O espetáculo está sendo minuciosamente planejado para ser mais um momento marcante na história da banda e de seus fãs.
Para o baixista Paulo Juk, esse é um momento de grande reflexão. Ele ressalta que não é fácil manter uma banda por cinco décadas. “Tivemos o privilégio de formar praticamente uma família; que se estende também para o nosso público – amigos que nos acompanham há tantos anos”, afirma. O mais bonito, completa ele, é ver gerações se renovando. “A possibilidade de chegar nessa época de comemorar 50 anos e ter, na plateia, um público de três, quatro gerações, sentado, ouvindo, aplaudindo e cantando junto, é algo que realmente não tem preço”.
O guitarrista Paulo Teixeira fala da emoção que será celebrar esse momento especial. “Vai ser uma verdadeira festa, uma grande família de amigos e fãs reunidos no Guairão, cantando junto os sucessos que marcaram gerações”, afirma. Para ele, a mágica na música está no respeito, no comprometimento, no amor pelo instrumento e, acima de tudo, na alegria de tocar com amigos. “É isso que faz uma trajetória durar tanto tempo. Foram muitos palcos, e muitos ainda virão”.
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Para os músicos, o legado da Blindagem vai muito além de sua discografia. A banda influenciou gerações de músicos e de bandas. A banda iniciou sua trajetória na década de 1970, com ensaios em garagens e de shows da banda Movimento Parado, que ganhou novo rumo quando seus integrantes Paulo Juk, Alberto Rodriguez, Amaury Stocchero, e Marinho Jr decidiram seguir por um caminho profissional, com um novo conceito e apostando no rock autoral. A banda mudou de nome e passou a se chamar Blindagem em um show realizado em 23 de agosto 1975, em Florianópolis.
A banda tornou-se uma referência e um dos nomes mais emblemáticos do rock paranaense a partir de 1979, com a entrada de Ivo Rodrigues Jr. Conhecido por sua voz poderosa, Ivo trouxe seu talento e suas parcerias com o poeta Paulo Leminski, que ganharam uma nova roupagem com a banda. Já com Paulo Teixeira, que também entrou na banda em 1979, empunhando sua guitarra como poucos, o resultado apareceu de forma avassaladora em 1981, com o LP Blindagem.
Em 1984, Pato Romero tornou-se o baterista. Com esta formação, a banda gravou a maioria de sua discografia e o lendário DVD “Rock em Concerto”, registro do show com a Orquestra Sinfônica do Paraná. Em 2010, com a perda do vocalista Ivo Rodrigues, os vocais foram assumidos por Rodriggo Vivasz e, em 2022, William Vox assumiu os vocais da Blindagem, trazendo uma nova energia para a banda.
Serviço:
“Nossa Vida é um Palco – Show da Banda Blindagem”
Data: 19 de setembro (sexta-feira), às 21h
Local: Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) – R. Conselheiro Laurindo, 175, Centro, Curitiba (PR)
Tempo de duração do espetáculo: 1h45
Classificação etária: Livre
Especificações do espetáculo: Show
Venda de ingressos: DiskIngressos ou na bilheteria do Teatro Guaíra
Fonte: Governo PR
Paraná
Área do milho na primeira safra cresce 31% no Paraná e será recorde na segunda
A área cultivada com milho no Paraná na primeira safra aumentou 31%. De acordo com o relatório mensal de safra do Deral (Departamento de Economia Rural) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a cultura ocupou 364,9 mil hectares, frente à 278,3 mil ha na safra 24/25. O preço mais estável do milho, em relação ao da soja, foi a principal razão desse crescimento. A safra de soja ficou em 21,7 milhões de toneladas e está entre as três maiores colheitas do Estado.
De acordo com Edmar Gervásio, agrônomo do Deral, o aumento da área cultivada com milho no Paraná se deu, principalmente, pelo cenário menos favorável à comercialização da soja, o que não ocorria em períodos anteriores. “O milho tem uma capacidade produtiva maior do que a soja que está com preços não muito atrativos. Os preços mais estáveis levaram o produtor a optar pelo milho. A produção chegou a mais de 4 milhões de toneladas na primeira safra”, destacou.
Na segunda safra de milho, a área cultivada com o cereal avançou sobre o espaço do trigo. São 2,9 milhões de hectares, 7% a mais que a safra anterior e a maior área da história. Se não houver nenhum fenômeno climático adverso, o Paraná pode ter uma produção acima de 17,5 milhões de toneladas.
“As últimas geadas trouxeram problemas pontuais na região Sul do Estado que não tem relevância para a cultura do milho. Se não tiver geada nos próximos 15 dias, boa parte dessas áreas vão ter o seu potencial produtivo mais definido. As duas safras de milho somadas devem render mais de 21 milhões de toneladas. Quanto à safra de soja, a produção ficou em 21,7 milhões de toneladas, uma das maiores obtidas no Estado.
TRIGO – Os cultivos de trigo encontram-se em bom estado de desenvolvimento. Mais de 61% da área do estado já foram plantados e a previsão é que a cultura ocupe 722 mil ha no Paraná. A produção estimada é de 2,4 milhões de toneladas.
Marcelo Garrido, do Deral, acredita que a previsão de um intenso El Niño, no segundo semestre, com menos frio e mais chuvas, aponte para um inverno menos rigoroso, o que pode beneficiar o trigo e o plantio da safra de verão do próximo ano.
OLERÍCOLAS – A primeira safra de batata já foi concluída e apresentou uma queda na área e produção, em relação à safra anterior. Paulo Andrade, do Deral, informou que as chuvas prejudicaram a colheita da segunda safra. A produção estimada teve uma redução de 2% e a produtividade também foi reduzida em 6%.
A área cultivada com cebola vem caindo no Brasil e no Paraná. Os primeiros números referentes à safra 2026/2027 apontam que já foram plantados 212 ha, representando 9% da área projetada de 2,4 mil ha. A expectativa da colheita é de 93,3 mil toneladas, devendo se iniciar em outubro, a depender do clima.
De acordo com Andrade, a principal razão para a queda da área plantada é a pressão do excesso de produção dos últimos anos que resultaram em preço mais baixo ao produtor.
Porém, ele aponta que a melhoria da tecnologia no campo – uso de híbridos, semeadura direta e irrigação – ampliaram a produtividade que passou de 26.092 kg/há em 2018 para 39.075 kg/ha para esta safra.
Em 2024 o Paraná respondeu por 5,6% da produção brasileira de cebolas, segundo levantamento do IBGE (Instituto de Geografia e Estatística). Foi o sétimo produtor nacional. As regiões de Guarapuava, Irati e Curitiba concentram a atividade no Estado.
BOLETIM SEMANAL – O Deral também divulgou o boletim desta semana que mostra um cenário de valorização em toda a cadeia do leite, apoiada pela menor captação do produto pelas indústrias. O preço do leite cru, pago ao produtor, aumentou 13% em comparação à média de abril.
A avicultura se consolida com a liderança absoluta do Paraná nas exportações. No primeiro quadrimestre, o Estado embarcou 791,1 mil toneladas e faturou US$ 1,43 bilhão. O volume é 6,2% superior ao mês anterior e os ganhos superam em 4,1% o verificado anteriormente. A demanda continua forte por parte da China e Japão.
Fonte: Governo PR
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