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Palestrante internacional fala no MPPR sobre responsabilidade civil por danos causados pelo uso de inteligência artificial

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O Ministério Público do Paraná sediou na última sexta-feira, 17 de novembro, evento que debateu temas relacionados à responsabilidade civil por danos decorrentes do uso de ferramentas de inteligência artificial. O palestrante foi o professor Mário Frota, fundador e atual presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo e membro fundador da Academia Internacional de Direito do Consumo.

Durante a solenidade de abertura, o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, enalteceu a presença do pesquisador na instituição e destacou a importância da reflexão sobre o tema: “O Ministério Público do Paraná sente-se honrado em recepcionar em sua casa tão notória autoridade no tema a ser debatido, com reconhecimento internacional, e estamos certos de que a discussão será profícua e qualificará ainda mais nossos valorosos promotores e servidores quanto a tal temática.”

Vantagens e desafios – Em sua fala, o especialista discorreu sobre a atual realidade, em que o desenvolvimento tecnológico passou a possibilitar a criação de mecanismos inteligentes que desempenham funções de forma autônoma, e a necessidade de uma regulação específica que dê conta de evitar potenciais conflitos e minimizar possíveis danos decorrentes da interação entre pessoas e sistemas. “Embora a inteligência artificial possa trazer benefícios, algumas utilizações podem violar os direitos dos consumidores e causar-lhes consideráveis danos”, ressaltou.

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Elencando alguns dos inúmeros benefícios do uso da inteligência artificial nas mais variadas áreas, o pesquisador também ponderou sobre os potenciais riscos da tecnologia. “A inteligência artificial permite avanços na tecnologia aplicada à área da saúde, aumenta a eficiência do setor agrícola, contribui para a atenuação e adaptação às alterações climáticas que têm fustigado todo o mundo, valora a eficiência dos diferentes sistemas de produção, aumenta a segurança dos cidadãos, especialmente por meio do reconhecimento biométrico, entre outros benefícios. Entretanto, existem potenciais riscos, como a opacidade do processo de tomada de decisões, possíveis intrusões na privacidade individual e eventuais adoções maliciosas para fins criminosos”, sustentou.

Bancos de dados – O procurador de Justiça Ciro Expedito Scheraiber, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor e da Ordem Econômica, ponderou sobre a diferença de ritmos dos avanços tecnológicos e, consequentemente, da inteligência artificial, de um lado, e do mundo do Direito, de outro, com o surgimento de um descompasso na legislação. “A questão do acesso aos bancos de dados, muitas vezes com informações pessoais dos consumidores, é um dos principais desafios”, afirmou.

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O debate foi moderado pelo desembargador jubilado do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná Joatan Marcos de Carvalho, que destacou a trajetória do palestrante: “O professor é um profundo conhecedor do Brasil e da legislação brasileira e um dos pioneiros, tendo participado da formação e do nascimento do Código de Defesa do Consumidor brasileiro”. A mesa solene de abertura do evento foi composta ainda pelos promotores de Justiça Symara Motter e Fernando da Silva Mattos, respectivamente, presidente e 1º vice-presidente da Associação Paranaense do Ministério Público.

Homenagem – Na abertura do evento, o professor Mário Frota recebeu uma homenagem da Academia de Letras José de Alencar, entregue pela presidente da instituição, Anita Zippin. Aberta à participação do público, a palestra foi realizado presencialmente no Plenário do Edifício-Sede do MPPR, em Curitiba, e teve transmissão ao vivo pela internet.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Policial civil denunciado pelo MPPR em Umuarama perde o cargo e é condenado a 5 anos e 9 meses de prisão por desviar caça-níqueis para explorar jogos ilegais

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Um agente da Polícia Civil do Paraná foi condenado à perda do cargo público e à pena de 5 anos e 9 meses de reclusão em regime inicial fechado, mais pagamento de multa de aproximadamente R$ 12.144,00, pelo crime de peculato. A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama, que julgou parcialmente procedente ação penal ajuizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná a partir da Operação Alcova, deflagrada em setembro do ano passado contra uma organização criminosa que explorava jogos de azar e jogo do bicho no município.

A investigação revelou que o policial civil, valendo-se das facilidades de sua função, desviou sete máquinas caça-níqueis que haviam sido apreendidas e que deveriam ser encaminhadas ao depósito judicial. O material foi transportado durante a noite e fora do horário de expediente, em uma viatura descaracterizada, até uma propriedade rural ligada ao grupo criminoso. Posteriormente, uma das máquinas foi localizada pela polícia, novamente em operação, em um dos bares pertencentes ao grupo.

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Outras condenações – Além do policial, a Justiça condenou um empresário, apontado como gestor operacional e financeiro da organização criminosa, os proprietários de dois bares e o gerente dos equipamentos pelas práticas de organização criminosa e contravenção de jogos de azar e jogo do bicho. As penas foram de 6 anos, 4 meses e 10 dias mais cerca de R$ 75.900,00 de multa para o empresário, 5 anos, 4 meses e 5 dias mais pagamento de multa de aproximadamente R$ 2.176 para um dos réus que administrava um bar e 8 anos, 4 meses e 5 dias de prisão mais multa de aproximadamente R$ 2.682 para os outros dois réus. Eles mantinham de forma estável pontos de aposta com máquinas de caça-níqueis, de apostas e aplicativos de bingo. Cabe recurso da decisão.

Processos 0005080-16.2025.8.16.0173 e 0013003-93.2025.8.16.0173

Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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