Paraná
Museu Oscar Niemeyer promove exposição do artista paranaense Mario Rubinski
O Museu Oscar Niemeyer (MON) vai abrir a exposição “Mario Rubinski – O Espaço Imantado”, no dia 26 de outubro, às 19h, na Sala 7. É uma mostra histórica que apresenta aproximadamente 150 pinturas, desenhos e estudos do artista curitibano Mario Rubinski (1933-2021). A curadoria é de Adolfo Montejo Navas e Eliane Prolik.
A exposição reúne obras realizadas ao longo de seis décadas, entre final de 1950 e 2021. Rubinski teve formação na Escola de Belas Artes do Paraná e viveu a efervescência da Biblioteca Pública do Paraná como o principal centro cultural de Curitiba. Expôs e foi premiado em salões, conviveu com grandes artistas e, incansavelmente, ensinou arte por toda a vida.
“A arte e os artistas paranaenses têm importante papel tanto no acervo quanto no calendário de exposições do Museu Oscar Niemeyer”, afirma a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika. “A realização desta grandiosa mostra individual de Mario Rubinski, um de nossos expoentes, confirma tal premissa”.
Segundo ela, sua inconfundível obra traz os elementos da paisagem por meio da geometrização e abstração simbólica. São composições de formas ou figuras simplificadas que falam da natureza habitada pelo homem, do estar no mundo a evocar um certo silêncio e uma reflexão.
“Em cenas retratadas nas telas, o espectador encontra espaço para buscar memórias ou projetar expectativas”, acrescenta Juliana.
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A curadora Eliane Prolik explica que Rubinski tem sua história e produção ligadas ao contexto local. Destaca sua atuação como professor para educadores no Museu Casa Alfredo Andersen e em várias escolas públicas e particulares da cidade, além da profissão de bibliotecário como chefe do Setor de Belas Artes da BPP.
“A obra de Mario Rubinski é de grande interesse por sua qualidade poética e visual”, diz. “O artista organiza geometricamente o quadro em planos de formas e cores através de um apurado raciocínio compositivo”, afirma a curadora.
De acordo com o curador Adolfo Montejo Navas, Mario Rubinski, desde o começo, é mais um pintor de zona que de território, de um espaço imantado pela tríade cor/espaço/composição e no qual se potencializa toda a sua razão de ser, também seu religare (o sentido de suas conexões, tanto entre os seus elementos tangíveis, estéticos ou intangíveis, semânticos).
“Um estatuto imagético perfilado assim em uma modernidade construtiva, de evidente geometria, mas cujo imaginário está além das aparências, já que, como diz o artista, ‘não faço casa com cara de casa’, atendendo a um motivo (símbolo) multiplicado em sua obra tão velada em sua transparência”, diz o curador.
SOBRE O MON – O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço
Exposição “Mario Rubinski – O Espaço Imantado”
Abertura: 26 (quinta-feira), às 19h
Sala 7
Museu Oscar Niemeyer – Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba
Fonte: Governo PR
Paraná
Em novo edital, Sanepar disponibiliza 1,5 mil toneladas de biossólido para a agricultura
A Sanepar abriu nesta terça-feira (16) um novo credenciamento para uso do SaneBio, o biossólido fertilizante para culturas agrícolas produzido a partir do tratamento de esgoto. Produtores rurais e empresas de qualquer porte podem solicitar o credenciamento e garantir, mediante pagamento do Valor Básico de Disponibilidade (VBD), o material produzido nas unidades de Campo Mourão, Cianorte, Nova Londrina e Umuarama.
O primeiro edital de credenciamento aconteceu em março com oferta de 1,2 mil toneladas, sendo que todo volume disponível foi reservado. Nesta segunda chamada, a Sanepar aumentou o volume para 1,5 mil toneladas. Além disso, ampliou as categorias disponíveis. Além do SaneBio Tipo A — indicado para a maioria dos cultivos agrícolas, florestais e de fruticultura, conforme a legislação —, o edital passa a ofertar o Tipo B, de uso exclusivo no cultivo de cana-de-açúcar com finalidade sucroalcooleira.
Ao todo, são sete apresentações, que variam conforme o teor de sólidos e o tratamento, com valor de disponibilidade variando entre R$ 20 e R$ 100 por tonelada. O transporte pode ser próprio (licenciado), de empresas terceirizadas devidamente licenciadas ou contratado da Sanepar.
“Ao ampliar o atendimento ao setor sucroalcooleiro, abrimos caminho para novas e promissoras parcerias entre a Sanepar e os produtores rurais. O SaneBio consolida-se como uma solução altamente eficaz e ambientalmente segura para a destinação de resíduos, além de serem comprovados os índices de aumento de produtividade e competitividade para o agronegócio paranaense”, explica o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
Para participar, o interessado preenche o formulário no site da Companhia, anexa a análise de fertilidade do solo da área e indica a cultura e o tamanho da área de aplicação. A Sanepar analisa a documentação e, havendo habilitação, emite a fatura de reserva, com pagamento em até 10 dias corridos. As solicitações são atendidas por ordem cronológica de inscrição e, para que mais pessoas tenham acesso, o edital prevê limites mínimos e máximos de reserva.
A modalidade gratuita para pequenos produtores continua ativa, por meio do programa de destinação agrícola do lodo.
O PROGRAMA – O SaneBio é tratado e higienizado sob rigorosos padrões técnicos e ambientais. Rico em matéria orgânica, nitrogênio, fósforo, cálcio, magnésio, enxofre e micronutrientes, o biossólido contribui para a fertilidade do solo e pode reduzir custos com fertilizantes e corretivos. Quando higienizado com cal, ele também atua na correção da acidez. Cada lote é acompanhado de um laudo analítico realizado previamente pela Companhia, e a aplicação segue projeto agronômico elaborado pela Sanepar.
A destinação final do material proveniente do tratamento de esgoto é um dos maiores desafios do saneamento básico mundial. Apenas no ano passado, o gerenciamento de quase 300 mil toneladas de lodo úmido geradas nas 269 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da Sanepar demandou um investimento superior a R$ 60 milhões.
“Através desse projeto de valoração do lodo de esgoto SaneBio, a Sanepar eleva sua eficiência, reduzindo custos e gerando receitas acessórias, ao mesmo tempo em que garante ao produtor rural o lodo para uso agrícola, a garantia do recebimento de um insumo agrícola de alta qualidade em sua propriedade, com preço competitivo e previsibilidade para o planejamento da próxima safra agrícola”, explica o engenheiro agrônomo Marco Aurelio Knopik, que orienta o projeto na região Noroeste do Paraná.
Fonte: Governo PR
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