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Com ampliação do aeroporto, governador anuncia pacote de R$ 190 milhões para Guarapuava

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta sexta-feira (20) um pacote de mais de R$ 190 milhões em obras para Guarapuava, no Centro-Sul do Estado. Os recursos são para ampliação do Aeroporto Tancredo Thomas De Faria, construção do Mercado Municipal e obras de infraestrutura urbana e segurança pública. Ele também lançou o edital para duplicação da PR-170, até o município de Pinhão.

O Governo do Estado vai investir R$ 117,3 milhões, em convênio entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística e a prefeitura, para a construção do novo terminal de passageiros, ampliação da pista e do pátio de aeronaves do Aeroporto de Guarapuava. O projeto prevê uma transformação completa na infraestrutura do terminal, atendendo a uma demanda histórica do setor produtivo da região.

O projeto prevê a ampliação da pista, dos atuais 1.621,4 metros para 1.800 metros, permitindo a operação de aeronaves maiores. O pátio passará de 12.800 metros quadrados para 35.800 metros quadrados, com capacidade para receber até seis aeronaves de grande porte, como o Boeing 737, simultaneamente. O pacote inclui ainda melhorias no balizamento aéreo, com luzes de LED para manobras noturnas, reforço de segurança operacional e atualização de toda a infraestrutura de apoio.

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Outra frente importante será a ampliação do Terminal de Passageiros, que ficará seis vezes maior. O novo espaço contará com 4.160 metros quadrados, com mais capacidade de atendimento e condições adequadas para a intensificação das operações aéreas comerciais e executivas. Serão 12 balcões de check-in, dois portões de embarque e capacidade para operação simultânea de três companhias aéreas.

Para Ratinho Junior, as melhorias colocam o aeroporto em um novo patamar de competitividade, atraindo novas rotas e companhias. “Esta ampliação é muito importante para atrair novos investimentos ao município, porque os empresários investem onde tem infraestrutura e logística de qualidade”, afirmou. “Vai poder descer avião da Gol, da TAM, da Azul, vai ter um pátio para seis Boeings, que são aviões de grande porte, além da parte de embarque e desembarque, que vai ser revitalizada e ampliada para suportar esse crescimento”.

Foram os próprios empresários da cidade, capitaneados pela Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (Acig) e pela Cooperativa Agrária, os responsáveis pelo projeto executivo do novo aeroporto, entregue no final do ano passado ao governador.

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“Além de fortalecer a economia regional, a ampliação do aeroporto viabiliza UTI aérea, serviço aeromédico, transplante de órgãos, que são muito importantes”, afirmou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. “Foi um grande projeto gestado pela sociedade civil e pela prefeitura, e o governo vem hoje para ajudar a tirar do papel, assim como estamos fazendo em todas as regiões do Estado”.

O prefeito Denilson Baitala afirmou que o novo aeroporto é fundamental para atrair investimentos e gerar empregos na região. “É um projeto que beneficia não apenas Guarapuava, mas todos os municípios da região Central, porque agora estaremos conectados com todo o Brasil”, disse. “Só conseguimos atrair investimentos se tiver uma logística forte, só assim poderemos falar em geração de emprego, em trazer grandes empresas, grandes indústrias, para a região Central”.

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Projeto do novo aeroporto. Foto: Prefeitura de Guarapuava

MERCADO MUNICIPAL – Além do aeroporto, o Governo do Estado está destinando mais R$ 20,5 milhões da Secretaria de Estado das Cidades (Secid) para a construção do Mercado Municipal de Guarapuava. A iniciativa busca aproximar produtor e consumidor, estimulando a circulação de alimentos frescos, fortalecendo a economia regional e incentivando a valorização do que é feito na cidade.

A nova estrutura será construída no espaço onde hoje funciona o estacionamento do Parque de Exposições Lacerda Wernek, em uma área estratégica da cidade. O projeto prevê uma edificação com cerca de 3 mil metros quadrados, planejada para atender produtores locais, comerciantes e a população em geral. Serão 13 espaços para lojas, 32 espaços, praça de alimentação, quatro espaços para restaurantes com cozinha, depósitos e outras estruturas voltadas ao comércio local.

O investimento faz parte de um pacote de R$ 54 milhões da Secid na cidade. Já estão em execução a pavimentação de vias urbanas no bairro Jardim das Américas, melhorias nas calçadas no Centro, um barracão industrial no bairro São Cristóvão e duas capelas mortuárias. Também estão em fase de licitação a construção de uma unidade do Meu Campinho na Rua da Limeira e a aquisição de veículos e equipamentos rodoviários. O governador também anunciou a construção de 2,2 mil novas casas na cidade, o maior investimento em habitação da história de Guarapuava.

“São obras estruturantes para a cidade, que se soma às obras logísticas, como o aeroporto e as rodovias que integram esse cinturão importante, esse entroncamento do Paraná, para que a gente possa garantir mais desenvolvimento econômico e social a Guarapuava e toda a região”, salientou o secretário estadual das Cidades, Guto Silva.

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Novo Mercado Municipal. Foto: Prefeitura de Guarapuava

SEGURANÇA PÚBLICA – O pacote de investimentos do Governo do Estado no município inclui ainda R$ 18,8 milhões em obras na área de segurança pública. Entre elas, está a construção do Batalhão de Polícia Ambiental no município, com investimento que chega a R$ 5,1 milhões. Ratinho Junior autorizou nesta sexta a licitação que vai contratar a empresa que vai construção a estrutura, que fortalece a fiscalização ambiental e amplia da presença de policiais especializados na região.

Também está prevista a construção de uma nova Delegacia Cidadã no município, uma unidade moderna com foco na melhoria do atendimento à população, oferecendo estrutura adequada para serviços de polícia judiciária e acolhimento mais eficiente.

PRESENÇAS – Também participaram do evento o chefe da Casa Militar, coronel Marcos Tordoro; os secretários estaduais de Segurança Pública, Hudson Teixeira; da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes; e do Turismo, Leonaldo Paranhos; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jefferson Silva; o diretor-presidente do DER/PR, Fernando Furiatti; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; os deputados estaduais, Artagão Júnior e Fábio Oliveira; a presidente da Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (Acig), Maria Ines Guine; vereados e demais autoridades.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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