Paraná
MPPR em Castro denuncia criminalmente professor acusado de estupro de vulnerável em ambiente virtual contra adolescentes
Em Castro, nos Campos Gerais, o Ministério Público do Paraná, por meio da 4ª Promotoria de Justiça da comarca, ofereceu denúncia criminal por estupro de vulnerável. O MPPR sustenta que o acusado, que é professor, seria responsável por manter um grupo de WhatsApp com alunos adolescentes voltado à troca de mensagens e imagens pornográficas – incluindo a exibição dos meninos, a partir de “desafios” propostos pelo denunciado.
Os fatos descritos na denúncia teriam sido praticados em maio deste ano e foram levados às autoridades após um familiar de uma das vítimas ter visto o conteúdo no celular do adolescente. Conforme relata a Promotoria nos autos, “Além de dirigir a cena de conteúdo pornográfico que os adolescentes deveriam reproduzir, o denunciado traçou orientações sobre a forma pela qual deveriam registrar e compartilhar o conteúdo junto ao grupo […], bem como prometeu às vítimas caixas de bombom forma de premiação”, configurando crime de estupro de vulnerável em ambiente virtual.
O suspeito está preso preventivamente e teve o aparelho celular apreendido. O processo tramita sob sigilo total, de modo a proteger as vítimas. Como pode haver outras vítimas do caso, a Promotoria está aberta a receber informações. O contato é o telefone (42) 3233-7680.
Processo número 0003338-60.2023.8.16.0064
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(41) 3250-4469
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
A pedido do Ministério Público do Paraná, Judiciário decreta prisão preventiva de guardas municipais de Paranaguá denunciados por tortura e abuso de autoridade
O Tribunal de Justiça do Paraná determinou a prisão preventiva de dois guardas municipais de Paranaguá, no Litoral do estado, denunciados pelo Ministério Público do Paraná pela prática dos crimes de tortura e abuso de autoridade. A decisão atende a um recurso apresentado pela 3ª Promotoria de Justiça da comarca, após o Juízo de primeiro grau haver indeferido inicialmente o pedido de prisão preventiva.
De acordo com a denúncia, os fatos ocorreram na madrugada de 5 de setembro de 2025, quando dois agentes abordaram um homem no Centro Histórico da cidade sob o falso pretexto de cumprimento de mandado de prisão – ele teria sido indicado como possível autor do furto de uma bicicleta, o que não foi comprovado. A vítima foi subjugada com o uso de algemas, colocada na viatura oficial e conduzida até um local ermo e de difícil acesso na localidade conhecida como Sidrão, na Ilha dos Valadares. Ao chegarem no local, os guardas retiraram as algemas e passaram a agredir a vítima violentamente, em sessão de tortura que resultou em lesões corporais de natureza grave, incapacitando-o para ocupações habituais por mais de 30 dias em decorrência das extensas queimaduras de segundo grau.
Fraudes – A ação penal também abrange um terceiro guarda municipal que, após os atos de tortura e diante da iminente repercussão do caso, teria instruído e auxiliado os outros dois a forjarem uma versão oficial dissimulada. Os agentes envolvidos formalizaram um boletim de ocorrência com informações inverídicas, no qual alegavam que haviam abordado a vítima apenas para resguardá-la contra populares ou vigilantes privados, com o objetivo claro de encobrir as agressões e afastar a responsabilização criminal. Esse terceiro agente e os outros dois guardas que praticaram os atos de violência também foram denunciados por abuso de autoridade. Diante da extrema gravidade dos atos, o MPPR ingressou com ação cautelar e recurso em sentido estrito junto ao Tribunal de Justiça, argumentando que os investigados atuaram sistematicamente para subverter a instrução criminal, ocultar provas e combinar versões.
A liminar foi concedida pela 1ª Câmara Criminal do TJPR, determinando a suspensão da decisão de primeiro grau e a expedição dos mandados de prisão cautelar. No mérito da denúncia, o Ministério Público requer a condenação dos envolvidos, a decretação da perda do cargo público dos agentes e a fixação de valor mínimo de R$ 30 mil para a reparação dos danos sofridos pela vítima.
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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