Paraná
Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa que busca a regularização ambiental dos 13 cemitérios municipais de Londrina
O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, expediu recomendação administrativa com o objetivo de garantir o licenciamento ambiental dos 13 cemitérios municipais da cidade. A medida foi adotada no âmbito de inquérito civil instaurado para fiscalizar a situação dos campos-santos do município e que confirmou irregularidades relacionadas à inexistência de licenças ambientais e à operação de poços de monitoramento nos estabelecimentos.
Áudio da Promotora de Justiça Révia Aparecida Peixoto de Paula Luna
No documento, o MPPR recomenda que, no prazo de 180 dias, a Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) realize a contratação direta de instituição de ensino e pesquisa para elaborar os estudos exigidos pelo Instituto Água e Terra (IAT) para a concessão do licenciamento ambiental. Também orienta o órgão a, no mesmo prazo, adotar as providências necessárias para sua estruturação técnica permanente — por meio de concurso público ou contratação de empresa —, de modo a assegurar o monitoramento ambiental contínuo dos cemitérios e o cumprimento das condicionantes do licenciamento. Recomenda, ainda, ao prefeito que acompanhe e disponibilize o apoio necessário para o cumprimento das medidas.
Problema crônico – Os riscos ambientais associados ao funcionamento dos cemitérios e a necessidade de adoção de medidas corretivas vêm sendo discutidos em Londrina há cerca de dez anos. Antes de propor a contratação direta de instituição de ensino e pesquisa para a elaboração dos estudos, o MPPR estabeleceu contato com o Departamento de Geologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), visando viabilizar a elaboração do termo de referência necessário ao processo licitatório para contratação de empresa especializada na realização dos estudos ambientais exigidos para o licenciamento. Contudo, em razão da ausência de corpo técnico qualificado para avaliar as propostas das empresas licitantes, o procedimento não avançou.
Diante disso, a solução sugerida é a contratação direta, por dispensa de licitação, de instituição de ensino, pesquisa ou desenvolvimento institucional sem fins lucrativos, que reúna corpo técnico especializado, com expertise em estudos ambientais complexos, conferindo qualidade técnica aos estudos e celeridade ao processo, além de alinhar o interesse público à pesquisa e à extensão universitária.
Atividade poluidora – Os cemitérios constituem atividade potencialmente poluidora, sujeita a licenciamento ambiental obrigatório, nos termos do artigo 10 da Lei Federal nº 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente). A principal preocupação ambiental é a contaminação do solo e das águas subterrâneas pelo necrochorume — efluente líquido resultante da decomposição dos corpos, que pode transportar microrganismos patogênicos, nitratos e metais pesados ao lençol freático.
A Promotoria de Justiça destaca que estudos realizados no entorno de um dos cemitérios da cidade, localizado na região central, já indicaram a presença de concentrações de nitrato superiores aos limites de potabilidade, bem como a presença da bactéria Escherichia coli em poços tubulares profundos, com indícios de transporte de contaminantes para áreas residenciais.
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(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ex-vereador de Araucária condenado por prática de “rachadinha” a partir de denúncia do MPPR decorrente da Operação Sinecuras tem prisão decretada
Um ex-vereador de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, teve sua prisão decretada nesta quarta-feira, 20 de maio. Ele foi condenado por crimes de concussão, em consequência de denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná, por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Araucária. A denúncia, oferecida em dezembro de 2018, apontou a ocorrência dos crimes – cometidos entre 2013 e 2016 – em decorrência da prática de “rachadinha”.
O então parlamentar foi um dos alvos das investigações da Operação Sinecuras, deflagrada em abril de 2018, que constatou diversas atividades criminosas no âmbito dos poderes Executivo e Legislativo municipais de Araucária. Ele foi condenado em janeiro de 2023, em sentença da qual recorreram tanto a defesa do réu quanto o Ministério Público. Na análise dos recursos, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná manteve a condenação do ex-parlamentar, estabelecendo a pena em 8 anos, 6 meses e 2 dias de reclusão em regime inicial fechado.
O réu é o primeiro dos vereadores que integraram a legislatura 2013-2016 a ter sentença com trânsito em julgado pela prática de “rachadinha” – ele teria se apropriado de parte do salário de seus assessores. Quatro ex-assessores o delataram, detalhando o esquema utilizado para o repasse de dinheiro ao então vereador – os assessores que se recusassem a destinar parte dos salários ao parlamentar (em alguns casos, perto de 70% dos vencimentos) eram exonerados.
Desde o início do processo, o ex-vereador chegou a ficar preso preventivamente por cerca de um mês, além de cumprir medidas alternativas, como o uso de monitoramento eletrônico e o recolhimento domiciliar. Com o trânsito em julgado do processo (ou seja, não há mais recursos possíveis), ele teve a prisão decretada, estando atualmente foragido.
Processo 0012751-93.2018.8.16.0025
Notícias anteriores sobre a Operação Sinecuras:
15/06/22 – Justiça condena ex-vereador denunciado na Operação Sinecuras
05/03/20 – Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão na prefeitura de Araucária
16/07/18 – Investigado na Operação Sinecuras é condenado por obstrução à justiça
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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