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Educação

MEC anuncia R$ 20 milhões para Cuidotecas nas federais

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), anunciou na quinta-feira, 14 de maio, um investimento de R$ 20 milhões para o financiamento e a criação de 40 Cuidotecas nas universidades federais. O anúncio foi feito durante a mesa de abertura do 1º Encontro Nacional de Cuidotecas. O evento ocorre nos dias 14 e 15 de maio, em Brasília (DF). 

Na cerimônia, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, foi representado pelo secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David. De acordo com o secretário, a medida visa assegurar a permanência estudantil de mães e responsáveis, especialmente de famílias mais vulneráveis e sem rede de apoio, oportunizando que consigam frequentar as aulas e concluir suas formações acadêmicas durante o período noturno com a tranquilidade de que seus filhos estão bem amparados. 

Cuidoteca – As Cuidotecas são uma proposta inovadora que integra a Política Nacional de Cuidados e o Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida. O serviço oferece um ambiente seguro, gratuito e acessível, voltado para a acolhida e o cuidado de crianças com e sem deficiência, com idades entre 3 e 12 anos.  

O espaço é destinado fundamentalmente a apoiar as pessoas responsáveis pelo cuidado de crianças no âmbito familiar que precisam estudar, se qualificar ou trabalhar no período noturno. Com a iniciativa nas universidades, o MEC e as instituições de ensino passam a compartilhar o trabalho de cuidado, tradicionalmente recaído sobre as mulheres.  

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Esforço conjunto e articulação – A implementação das Cuidotecas é uma ação coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Ministério das Mulheres e o MEC.  

A mesa de abertura do encontro evidenciou a importância intersetorial da iniciativa. Além do secretário Marcus David, representando o MEC, o ato contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes; do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; e da secretária nacional de Cuidados e Família, Laís Abramo.  

Também compuseram o dispositivo de abertura a deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ); o diretor do Escritório da OIT no Brasil, Vinícius Pinheiro; a reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Georgina Gonçalves; a pró-reitora do Instituto Federal da Bahia (IFBA), Nivea Cerqueira; e a diretora de Políticas de Cuidados da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Belo Horizonte, Simone Pegoreti.  

Agenda – A programação do evento também abriu espaço para o aprofundamento técnico da iniciativa. Na tarde de quinta-feira (14), a diretora de Desenvolvimento Acadêmico da Sesu, Lúcia Pellanda, participou da mesa de articulação intersetorial focada na garantia de direitos de quem precisa de cuidados e de quem cuida. 

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Durante o painel, a diretora realizou o detalhamento da chamada estratégica para a implantação das Cuidotecas nas universidades federais. Pellanda explicou que o repasse será de R$ 500 mil anuais por unidade, com vigência de 12 meses por instituição, beneficiando até 40 crianças por local. Ela também apresentou a matriz de priorização e os critérios de seleção das universidades, que incluem a comprovação de demanda, a necessidade de cobertura regional, a vulnerabilidade socioeconômica e a infraestrutura física disponível nos campi. 

Por fim, a diretora salientou a importância do programa como uma política de permanência materna. A iniciativa é uma resposta para combater o isolamento institucional, a sobrecarga e a descontinuidade da trajetória acadêmica, fatores que afetam e causam a evasão de estudantes da educação superior com filhos.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC participa de reunião da Rede UniFronteiras

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O Ministério da Educação participou, de 11 a 13 de maio, da 4ª Reunião da Rede UniFronteiras, realizada na Universidade Federal da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul. O encontro reuniu reitores de universidades federais, representantes de institutos federais e instituições de ensino superior situadas em regiões de fronteira, fortalecendo o diálogo sobre políticas públicas voltadas à integração educacional nessas regiões. 

A Rede UniFronteiras, lançada em 2024, reúne instituições de educação superior localizadas em regiões de fronteira do Brasil e busca fortalecer ações conjuntas de ensino, pesquisa, extensão e mobilidade acadêmica, consolidando as fronteiras como espaços de produção de conhecimento e cidadania. 

“A atuação da Rede reafirma o papel estratégico das instituições federais de educação superior para o desenvolvimento regional, a integração sul-americana e a construção de uma educação intercultural e inovadora nas fronteiras do Brasil”, destacou a presidente da Rede UniFronteiras e reitora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Diana Araujo Pereira. 

Durante a agenda, o MEC apresentou avanços construídos em articulação com a Rede para aprimorar as condições de mobilidade e cooperação entre países. Foram debatidos temas como interlocuções institucionais voltadas à melhoria da logística e do trânsito entre cidades gêmeas na faixa de fronteira. 

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Como parte da programação institucional, também foi realizada uma cerimônia na linha internacional entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, promovida pelo Parlamento Internacional Municipal (Parlim), organismo de integração entre a Câmara Municipal de Ponta Porã e a Junta Municipal paraguaia. 

O ato simbólico ocorreu no Marco das Bandeiras e reuniu autoridades brasileiras e paraguaias, representantes do poder público, parlamentares municipais, reitores e integrantes da Rede UniFronteiras. A cerimônia reforçou o papel das universidades como agentes de integração entre os povos latino-americanos. Com o lema “Fronteiras não nos separam. Elas nos conectam”, a agenda consolidou a educação superior pública como eixo estratégico para isso, ampliando a cooperação entre instituições brasileiras e paraguaias e fortalecendo iniciativas direcionadas à cidadania, à inovação e ao desenvolvimento compartilhado. 

Na ocasião, a presidente da Rede UniFronteiras e reitora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Diana Araujo Pereira, recebeu o título de cidadã honorária de Ponta Porã em reconhecimento à atuação em defesa da integração universitária e do fortalecimento de políticas educacionais sobre o tema. 

“A atuação da Rede reafirma o papel estratégico das instituições federais de educação superior para o desenvolvimento regional, a integração sul-americana e a construção de uma educação intercultural e inovadora nas fronteiras do Brasil”, destacou. 

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A Rede UniFronteiras também foi homenageada pelo Parlim por sua contribuição para o desenvolvimento regional, o fortalecimento da cooperação acadêmica e a construção de soluções conjuntas para os desafios enfrentados por suas populações. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AAI/GM) 

Fonte: Ministério da Educação

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