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Ministério dos Transportes entrega ponte sobre o Rio Camaquã e encerra caravana no Sul do país

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Moradores da região Centro-Sul do Rio Grande do Sul passam a contar, a partir desta sexta-feira (30), com mais segurança e fluidez no tráfego. Com investimento de R$ 88,3 milhões, a nova ponte sobre o Rio Camaquã melhora o deslocamento diário da população e reforça um dos principais corredores logísticos do estado, utilizado para o escoamento da produção agrícola e industrial.

“É uma entrega muito significativa para a comunidade. Nesta região, o principal desafio era a duplicação da ponte sobre o rio Camaquã, a maior obra de arte do trecho. Se conseguimos concluir a maior, estamos preparados para finalizar as menores também”, declarou o ministro dos Transportes, Renan Filho, durante o último dia da caravana “Na Boleia do Brasil” – edição Sul.

A ponte está localizada na BR-116/RS, no município de Cristal, a cerca de 150 quilômetros de Porto Alegre (RS), e beneficia diretamente cerca de 74 mil pessoas que vivem na região. O trecho registra fluxo médio diário de aproximadamente sete mil veículos.

Para as irmãs Aline de Matos Flores e Jainy de Matos Flores, a inauguração marca a chegada de novos investimentos, o fortalecimento da economia local e mais segurança. Simboliza também otimismo e renovação da fé de uma população que sofreu muito nos últimos anos com os desastres climáticos.

“Eu acho que tudo isso representa esperança. A esperança de que, daqui pra frente, as coisas vão dar certo. É um passinho para o futuro”, compartilham.

Com 680 metros de extensão, a ponte foi duplicada e reforça a circulação de cargas agrícolas, industriais, gerais e conteinerizadas, ampliando a eficiência logística de uma região fortemente ligada à atividade produtiva e ao comércio exterior, com ligação direta ao Porto de Rio Grande.

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Avanços na BR-290 ampliam integração regional

Quem vive ou circula entre Eldorado do Sul e Pantano Grande também passa a contar com melhores condições de tráfego. Na BR-290/RS, o ministro dos Transportes entregou uma nova ponte de 95 metros de extensão sobre o Rio Tabatinga, estrutura concluída em oito meses e já liberada para a população.

Com investimento de R$ 6 milhões, a obra fortalece a ligação entre a capital, a Região Sul do estado e a fronteira com a Argentina, por onde circulam cerca de cinco mil veículos por dia, contribuindo para a mobilidade regional e a atividade econômica.

Durante a passagem pelo trecho, Renan Filho percorreu e vistoriou o avanço das obras de duplicação da BR-290. O empreendimento integra o Novo PAC e prevê intervenções ao longo de 115,7 quilômetros, incluindo travessias urbanas, pontes e viadutos, com investimento de R$ 919,3 milhões.

“Dos 60 quilômetros previstos nos Lotes 3 e 4 da BR-290, devemos liberar, em dois ou três meses, cerca de cinco quilômetros. Quatorze quilômetros já estão concluídos e outros trinta estão em fase final. Permanecem dez quilômetros, que correspondem a travessias urbanas e exigem projetos específicos”, destacou Renan Filho.

“Estamos dando sequência ao maior volume de investimentos que o Governo do Brasil já realizou, em um único ano, na infraestrutura rodoviária do Rio Grande do Sul. Em 2025, a execução no estado alcançou mais de R$ 2,2 bilhões”, completou.

Pontes que integram

As entregas realizadas no Rio Grande do Sul integram um esforço nacional do Ministério dos Transportes para recuperar, modernizar e ampliar pontes em toda a malha viária brasileira. Nos últimos anos, o Governo do Brasil concluiu obras estratégicas que restabeleceram conexões, aumentaram a segurança viária e reduziram gargalos logísticos.

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Entre os exemplos recentes está a ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga Maranhão e Tocantins. A obra foi concluída em tempo recorde, um ano após o colapso da estrutura anterior, com investimento de R$ 171,9 milhões, e representou um recomeço para a população, que, durante o período de obras, dependia de balsas para cruzar o rio.

Também foram entregues a ponte sobre o Rio Parnaíba, no Piauí; a ponte de Xambioá, entre Tocantins e Pará; e a Ponte Internacional da Integração, que conecta Brasil e Paraguai, ampliando a integração logística regional e o fluxo de pessoas e mercadorias.

Entre 2023 e janeiro de 2026, foram contratadas manutenções em 1.765 pontes, com investimentos que somam aproximadamente R$ 190,28 milhões. Além disso, ocorreram, ainda, reabilitações de outras 49 pontes, com aporte de R$ 198,28 milhões.

Na Boleia do Brasil

A caravana dá continuidade ao projeto iniciado em novembro de 2025, quando o ministro percorreu, de caminhão, o trajeto entre Brasília e Belém (PA), em preparação para a COP30, com vistorias realizadas ao longo de cinco dias. A iniciativa já passou pelo Sudeste, cruzando Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Nesta etapa, o foco foi a região Sul, com a entrega e a vistoria de obras estratégicas, além da aplicação de investimentos voltados à ampliação da segurança viária e do fortalecimento da infraestrutura de transportes.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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MCTI e Insa lançam expansão do Projeto SARA para fortalecer saneamento e agricultura familiar no Semiárido

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) lançaram, nesta sexta-feira (30), no Recife, o projeto de expansão da tecnologia social de Saneamento Ambiental e Reúso de Água (SARA). Com um investimento de R$ 21 milhões, serão implantadas novas 41 unidades do sistema, que promove a coleta e o tratamento do esgoto domiciliar, escolar e comunitário para a produção de água de reúso e nutrientes destinados à agricultura familiar.

Durante o evento, realizado no Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou o caráter transformador da iniciativa. “Hoje não estamos apenas anunciando 41 novas unidades. Estamos celebrando uma ideia que deu certo. Uma tecnologia que saiu do papel, foi apropriada pelas comunidades e hoje se consolida como uma política pública em construção, com impacto real na vida das pessoas”, afirmou. As novas unidades serão escolares ou comunitárias, podendo atender até 100 famílias por sistema.

A iniciativa prevê ainda a revitalização das unidades já existentes, a avaliação dos impactos socioeconômicos e ambientais desses sistemas em funcionamento, a expansão da tecnologia de reúso com foco na diversificação e desenvolvimento de bioprodutos e a construção de um modelo de governança colaborativa da água pelos seus beneficiários.

Os recursos para a ampliação do projeto – que é desenvolvido e implementado pelo INSA – são oriundos do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

O diretor do INSA, Etham Barbosa, ressaltou que se trata de uma solução simples, de baixo custo, mas que tem trazido grandes impactos para os povos do campo. Segundo ele, desde que começou a ser implantado, em 2018, o SARA tem se mostrado um projeto de difusão tecnológica muito importante para o semiárido brasileiro e que tem muito potencial para ser integrado a outras políticas públicas do governo federal.

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“Queremos seguir o exemplo do Programa 1 Milhão de Cisternas, que mudou a forma como a sociedade encara a convivência com seca, e expandir o raio de ação do SARA, pois acreditamos que ele vem para complementar a ação das cisternas, para fechar essa ideia de forma circular e para que não percamos um pingo de água, que é um bem extremamente precioso para os povos da nossa região”, defendeu.

O secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, destacou a pertinência do projeto diante dos desafios da região. “É um arranjo muito interessante, comunitário, de saneamento rural e reuso de água, que é um dos principais dramas da sociedade. E isso permite o desenvolvimento da economia circular. Você pode produzir reusando a água, pode irrigar, desenvolver um potencial em uma pequena unidade produtiva, em uma pequena propriedade, algo muito importante especialmente para o interior do Nordeste, onde o saneamento ainda é limitado”

Atualmente, o Projeto SARA soma 372 unidades implantadas ou em processo de implantação, distribuídas em nove estados do Semiárido. Com a nova encomenda ao FNDCT, o total chegará a 413 sistemas, ampliando o alcance da tecnologia em regiões marcadas por escassez hídrica e déficit histórico de saneamento rural. Desta forma, o projeto contribui para a geração de renda, segurança alimentar e melhoria das condições sanitárias nessas áreas. Os municípios que receberão as novas unidades ainda serão definidos.

Além do lançamento da expansão, o evento contou com uma inauguração simbólica das unidades já implementadas. Representante de uma unidade escolar do projeto no município de Cabaceiras, na Paraíba, Jerônimo Sampaio falou que o impacto do SARA foi muito forte para a sua família e a sua comunidade.

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“O SARA foi criado realmente para suprir as necessidades do homem do campo, para ajudar na agricultura familiar, cuidar do meio ambiente. Porque, meio ambiente não é só dentro da sala de aula, tem que ser na prática, e a gente vem lutando para que isso aconteça”, sublinhou.

Com a ampliação do Projeto, o governo federal reafirma o compromisso com a convivência sustentável com o Semiárido, promovendo dignidade, segurança hídrica e alimentar, e fortalecendo a permanência das famílias no campo por meio da ciência e da inovação social.

A iniciativa se insere no conjunto de investimentos do MCTI voltados à segurança alimentar e combate à fome, impactando diretamente a agricultura familiar. Nos últimos três anos, o ministério destinou R$ 844 milhões a ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação para o setor, no âmbito do Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para Segurança Alimentar, Erradicação da Fome e Inclusão Socioprodutiva, financiado pelo FNDCT.

Como funciona

A tecnologia Sara consiste em um processo de tratamento de esgoto domiciliar em três etapas. Na primeira etapa, é feita a sedimentação de sólidos pesados. A segunda etapa, biológica, é a degradação da matéria por meio de bactérias em reator anaeróbio. Na terceira, é feita a remoção de patógenos de microrganismos em lagoas de desinfecção. O processo elimina 99,99% dos patógenos e conserva os nutrientes da água, deixando o líquido pronto irrigar as plantações.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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