Brasil
MMA assina acordo de cooperação técnica para reforçar promoção da sustentabilidade climática, hídrica e alimentar
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) assinou, na última sexta-feira (12/9), um acordo de cooperação técnica com o Centro Internacional de Água e Transdisciplinaridade (Cirat) para fortalecer a promoção da sustentabilidade climática, hídrica e alimentar.
Dentre os objetivos, estão o fortalecimento da gestão sustentável da água e das bacias hidrográficas; o apoio para as iniciativas de inovações científica, cultural e tecnológica em sustentabilidade; a promoção de estudos associados a agrotóxicos altamente perigosos; e a realização de trabalhos conjuntos para o combate ao desmatamento.
“Os eventos extremos vão cada vez mais levar ao limite a disponibilidade de água para todos os seus usos múltiplos no Brasil”, alertou o destacou secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental (SQA) do MMA. “Agora, se não tiver água, a gente não produzir água ou preservar água, talvez não tenha para todos. Espero que essa cooperação possa nos ajudar muito”, afirmou.
O apoio a projetos e estudos associados ao desenvolvimento rural sustentável para a conservação dos solos, das águas, da vegetação nativa e da agrobiodiversidade, principalmente em territórios de povos indígenas, agricultores familiares e de povos e comunidades tradicionais é outro compromisso técnico do acordo.
“Nosso objetivo é promover as boas práticas que acontecem no Brasil para os países do Sul Global, mas também trazer essas boas práticas que são desenvolvidas em outros países”, pontuou o diretor-geral do Cirat, Sergio Augusto Ribeiro. “O que vai ser trabalhado nessa cooperação entre o MMA e o Cirat, é um acordo amplo, são 22 frentes de trabalho,” acrescentou.
O prazo de vigência do acordo será de 36 meses, a partir da assinatura, podendo ser prorrogado, mediante a celebração de aditivo.
Durante a cerimônia foi exibido o teaser do documentário “Agrotóxicos sem fronteiras: um dilema global”, do diretor João Amorim. Com a participação da apresentadora Bela Gil e da geógrafa Larissa Bombardi, o documentário será lançado na COP30, em novembro, em Belém.
Também participaram da mesa de abertura do evento a secretária-adjunta da Secretaria-Executiva do MMA, Anna Flávia Franco; a secretária-executiva da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica da Secretaria-Geral da Presidência da República, Patrícia Tavares; o conselheiro Consultivo do Cirat e ex-ministro do Meio Ambiente Jose Carlos Carvalho, e o coordenador de Cooperação Internacional da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Raimundo Lima
Após a assinatura do acordo, foi realizado o seminário “Cooperação Sul-Sul e Multilateralismo para a Segurança Hídrica, Alimentar e Climática”, com a diretora do Departamento de Qualidade Ambiental da SQA/MMA, Thaianne Resende; a diretora do Departamento de Políticas de Controle do Desmatamento e Incêndios da Secretaria Extraordinária de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA,, Roberta Cantinho; o diretor do Departamento de Políticas de Gestão Ambiental Rural da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Daniel Peter; o relator da ONU para o Acesso a Água e ao Saneamento, Pedro Arrojo; a diretora de Programa da Fundação Avina Brasil, Telma Rocha; e o diretor do documentário “Agrotóxicos sem fronteiras: um dilema global”, João Amorim.
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Brasil
Semiárido amplia a capacidade de pesquisa em energias renováveis
O Semiárido brasileiro ganha, nesta sexta-feira (19), uma nova estrutura voltada à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e a inovação em energias renováveis com a inauguração do Centro de Tecnologia em Energias Renováveis do Semiárido (CTERSA), no Instituto Nacional do Semiárido (Insa), na Paraíba.
Com investimento de R$ 34 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o novo centro chega para fortalecer a pesquisa e a inovação em energia renováveis do Semiárido. O centro reunirá pesquisadores, empresas e instituições públicas no desenvolvimento de tecnologias voltadas à transição energética e ao desenvolvimento sustentável da região.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, que participou da inauguração, afirmou que o novo centro representa um passo importante para consolidar o papel do Semiárido na agenda da transição energética brasileira. “A inauguração do CTERSA representa um marco para a ciência e a inovação no Semiárido brasileiro. O centro nasce para conectar pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e setor produtivo, ampliando a capacidade do país de gerar soluções em energias renováveis adaptadas às condições da região e contribuindo para uma transição energética que também promova desenvolvimento regional, inclusão produtiva e sustentabilidade”, destacou.
O complexo conta com uma estrutura de 2.205 m², distribuída entre áreas administrativas e laboratórios especializados. O espaço atuará em cinco frentes estratégicas: energia solar, energia eólica, biomassa, biocombustíveis e hidrogênio de baixa emissão de carbono, além de desenvolver pesquisas em temas como dessalinização, automação de processos, economia circular, captura de carbono e gestão inteligente de energia.
Segundo o diretor do Insa, Etham Barbosa, o novo centro atuará como um hub de inovação voltado às energias renováveis. “O CTERSA foi criado para conectar conhecimento, pesquisa e inovação. Nossa proposta é fazer do centro um hub capaz de aproximar diferentes atores do ecossistema científico e tecnológico, acelerando o desenvolvimento de soluções para os desafios das energias renováveis no Semiárido”, destacou.
O CTERSA integra uma estratégia mais ampla do MCTI para consolidar o Semiárido como polo de inovação em energias renováveis. Entre as iniciativas associadas ao centro está a Agenda Estratégica para 2032, construída a partir de estudos técnicos que identificaram desafios e oportunidades para o setor energético regional e definiram mais de 300 ações voltadas ao desenvolvimento da energia solar, eólica, biomassa e hidrogênio de baixo carbono.
O centro também abriga ações do Programa Vértice, iniciativa voltada à aceleração de deeptechs em energias renováveis. O programa apoia projetos dos 11 estados do Semiárido, iniciativa que busca aproximar instituições de pesquisa e setor produtivo por meio do desenvolvimento de soluções para desafios tecnológicos apresentados por indústrias parceiras.
Investimento na Paraíba
Entre 2023 e 2025, o MCTI destinou mais de R$ 513 milhões para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Paraíba. O valor é quase três vezes superior ao registrado entre 2019 e 2022, período em que os investimentos somaram R$174 milhões. Os recursos têm fortalecido as pesquisas cientificas do Estado e apoiado iniciativas em áreas como energia renováveis, computação quântica e inovação industrial.
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