Brasil
Ministério do Turismo lança edital para fortalecer turismo sustentável e qualificação de gestores de geoparques
O Ministério do Turismo lançou edital para a contratação de consultoria especializada com o objetivo de atualizar o Manual para Desenvolvimento de Projetos Turísticos de Geoparque. A iniciativa, realizada em parceria com a UNESCO, integra projeto de cooperação técnica internacional e reforça a atuação institucional voltada ao fortalecimento do turismo sustentável nesses territórios.
Geoparques são áreas geográficas unificadas com patrimônio geológico de importância internacional, geridas por um conceito de proteção, educação e desenvolvimento sustentável.
A contratação prevê a revisão técnica, metodológica e gráfico-editorial da publicação, que resultará na edição 2026 do manual. As propostas podem ser enviadas até o dia 25 de maio de 2026, por meio da plataforma de fornecedores da UNESCO. Acesse AQUI.
Além da atualização do documento, o edital contempla a estruturação de conteúdos e trilhas de aprendizagem que servirão de base para capacitações continuadas na modalidade de Educação a Distância (EaD), em alinhamento à Política Nacional de Qualificação no Turismo.
“O Ministério do Turismo segue avançando no fortalecimento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável dos geoparques no Brasil. A atualização do manual vai oferecer diretrizes mais qualificadas para apoiar gestores e territórios na estruturação de projetos, promovendo a valorização do patrimônio natural e cultural”, destacou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
A nova edição do manual deverá incorporar referenciais conceituais, metodológicos e normativos atualizados, em consonância com diretrizes nacionais e internacionais aplicáveis aos geoparques.
O material será direcionado a gestores públicos, parceiros institucionais e atores estratégicos, com foco no desenvolvimento sustentável de territórios aspirantes, em fase de candidatura e já reconhecidos como Geoparques Mundiais da UNESCO.
O conteúdo reunirá boas práticas relacionadas à governança, ao marketing territorial, à captação de recursos, à sustentabilidade financeira e ao estímulo ao empreendedorismo turístico. A proposta também prevê eventual reorganização estrutural do material, assegurando consistência técnica, atualização bibliográfica e aderência às orientações da Rede Global de Geoparques da UNESCO e às normativas nacionais.
Como parte das entregas, o edital também prevê a realização de um seminário nacional para apresentação dos resultados da consultoria, com o objetivo de ampliar a disseminação de conhecimento e promover a articulação entre os diversos atores envolvidos no desenvolvimento do turismo em territórios de geoparque. A ação busca fortalecer a integração entre conservação, educação, turismo e desenvolvimento regional, em consonância com os princípios que orientam os Geoparques Mundiais da UNESCO.
Geoparques
Para se instituir um geoparque é necessário que uma região tenha atributos geológicos e paleontológicos de relevância internacional, aliados a ações de proteção, educação e desenvolvimento sustentável.
A implantação deve contemplar o turismo, desenvolver a economia local e modificar, assim, a realidade socioeconômica dos habitantes da região.
Os geoparques não estão apenas relacionados à existência de rochas e fósseis, como também ao comprometimento local de participação e envolvimento da comunidade.
Segundo a Unesco, entre os objetivos dos geoparques está a preservação das regiões que contam a evolução dos continentes e o desenvolvimento social e econômico desses locais por meio do geoturismo.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Região Sul fecha ciclo regional do Hackathon SUS, iniciativa do Ministério da Saúde que busca soluções inovadoras para a oncologia
O Hackathon SUS – Desafio Tecnológico chegou à última etapa regional nos dias 6 e 7 de outubro, com seletiva realizada em Curitiba (PR). O encontro reuniu startups da Região Sul que apresentaram tecnologias criadas para ajudar a enfrentar desafios relacionados ao câncer e melhorar o atendimento aos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). A ação busca estimular o desenvolvimento de soluções que possam contribuir para prevenir, identificar a doença mais cedo e melhorar o tratamento, ampliando as possibilidades de cuidado na rede pública.
Promovido pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), o Hackathon SUS busca estimular o empreendedorismo nacional, aproximar startups, profissionais de saúde, pesquisadores, setor produtivo e instituições públicas de todo o país. A proposta também é conectar quem desenvolve novas tecnologias às necessidades de quem está na ponta do atendimento, contribuindo para que as soluções possam responder aos problemas reais da saúde pública.
“O Hackathon tem sido construído de forma muito colaborativa e participativa, e acreditamos que é assim que a inovação deve acontecer: em conjunto e a muitas mãos. Uma solução só é realmente útil quando funciona na realidade de quem a utiliza e consegue transformar a vida de quem precisa dela”, afirmou a coordenadora-geral de Dispositivos Médicos da SCTIE, Fotini Santos Toscas.
Mais do que uma competição entre empresas, o encontro em Curitiba colocou lado a lado quem desenvolve tecnologia e quem conhece de perto os serviços de saúde. Durante a programação, as equipes apresentaram seus projetos a especialistas, participaram de atividades de mentoria e acompanharam a palestra sobre o panorama do ciclo regulatório de dispositivos médicos.
Da ideia ao cuidado com pacientes
Na Região Sul, as equipes apresentaram tecnologias voltadas ao enfrentamento do câncer, com propostas para identificar a doença, apoiar a tomada de decisão dos profissionais de saúde e aprimorar procedimentos. Para selecionar as três startups finalistas foram considerados, entre outros aspectos, a maturidade das tecnologias e o potencial de aplicação no SUS, com o objetivo de contribuir para um atendimento mais rápido, preciso e seguro.
A startup “Hyla Biotech”, dirigida pelo pesquisador Leonardo Foti, desenvolveu um sensor capaz de identificar, em uma amostra comum de sangue, sinais que podem indicar a presença de um tumor de mama. O resultado fica pronto em cerca de quatro horas. O exame não substitui a mamografia nem a biópsia, mas pode funcionar como um alerta para antecipar a investigação e facilitar o acesso ao diagnóstico.
“O câncer de mama é uma das principais causas de morte dessa doença entre as mulheres. O que mais pesa é o diagnóstico chegar tarde. Queremos mudar esse quadro com uma ferramenta que antecipe o alerta disponibilizando um exame a quem hoje está longe do mamógrafo”, explicou Leonardo.
O professor Alexandre Rieger coordena uma equipe na “ConnectBio Soluções Biotecnológicas” que adaptou para a saúde uma tecnologia molecular originalmente desenvolvida para aplicações no agronegócio. A proposta foi criar um teste rápido, feito com uma amostra coletada da parte interna da bochecha do paciente, para identificar características genéticas que podem estar associadas ao risco de toxicidade do medicamento quimioterápico conhecido como 5-FU ou fluoruracila. O teste rápido (swab bucal) faz a extração de DNA, transfere-se uma pequena quantidade para um tubo com reagentes, em seguida o material é colocado em um dispositivo que mostra linhas de marcação indicando as informações genéticas do paciente.
“O resultado final sai em aproximadamente 40 a 45 minutos, sem equipamento laboratorial complexo. A intenção é fornecer informação de apoio às equipes de saúde, mas não substitui a avaliação clínica”, relatou Alexandre.
Outro finalista foi o cirurgião oncológico Rafael Seitenfus que formou uma equipe multidisciplinar composta por 12 profissionais na startup “PIPAC Brasil”. O time criou a ferramenta chamada “CarciNoChat” desenvolvida para ajudar os centros oncológicos especializados a avaliar metástases que se espalham pelo revestimento interno do abdômen, condição conhecida como carcinomatose peritoneal. Durante a videolaparoscopia o sistema registra as imagens, um programa de computador identifica as lesões e analisa a resposta do paciente ao tratamento.
“Estamos transformando um desafio da oncologia em uma solução pensada para a realidade brasileira e com potencial de beneficiar pacientes em diferentes regiões do país. Para nossa equipe, ir para a etapa nacional é uma oportunidade de mostrar como ciência e tecnologia podem contribuir para um cuidado oncológico mais preciso”, afirmou Rafael.
Hackathon SUS Nacional
A etapa Sul encerrou o circuito regional e abriu caminho para a fase nacional do Hackathon SUS. Agora, as propostas selecionadas nas diferentes regiões do país seguem para a próxima etapa, que reunirá as equipes em torno de um objetivo comum: transformar conhecimento e tecnologia em respostas que possam contribuir para os desafios do SUS e melhorar o cuidado com a população. A fase final está prevista para o dia 04 de dezembro quando as equipes classificadas voltarão a apresentar seus projetos.
O Hackathon SUS conta com uma rede de parceiros, entre eles, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), HU Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que contribuem para aproximar inovação, conhecimento e as necessidades do sistema público de saúde.
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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