Paraná
Tecpar concede Selo de Inovação à plataforma que monitora dengue, chikungunya e zika
O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), por meio do seu Creative Hub, concedeu nesta sexta-feira (09), o Selo de Inovação à empresa EDL Brasil pela criação da Plataforma Digital Integrada de Inteligência Territorial para Vigilância de Arboviroses. A solução inovadora é voltada à modernização das ações de vigilância e controle de infecções virais transmitidas principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika.
A plataforma integra aplicativo móvel para as equipes de campo, portal web, dashboards (painel visual e interativo que reúne dados, métricas e principais indicadores de desempenho), georreferenciamento, gestão de instalações e manutenções, rotas, logística e informações epidemiológicas em um único ambiente. O aplicativo também funciona no modelo offline-first, permitindo o registro das atividades mesmo em locais com baixa conectividade.
Desenvolvida para atender órgãos públicos e empresas privadas, a tecnologia já está em validação em ambiente real junto a secretarias municipais de saúde e no campus do Tecpar, com mais de 1.500 pontos georreferenciados monitorados em todo o país. Só no campus CIC do Tecpar estão em funcionamento 7 pontos, com a previsão da inclusão de mais 23 até o início do verão, período mais crítico de reprodução do mosquito.
CONTROLE VETORIAL – A ideia surgiu a partir da identificação de uma dificuldade recorrente no controle vetorial, pois as informações coletadas em campo, a logística e vigilância epidemiológica muitas vezes estão fragmentadas, o que não permite uma compilação geral desses dados para um monitoramento real da disseminação dessas doenças.
Com essa dificuldade, a EDL Brasil buscou integrar as informações para permitir uma visão territorial mais completa e apoiar a tomada de decisão dos gestores públicos.
A plataforma está associada às Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), que são armadilhas inteligentes, estruturas feitas com um recipiente plástico com água e uma superfície impregnada com um larvicida em pó muito fino, para atrair os mosquitos Aedes. Ao entrar em contato com a tela, a fêmea do mosquito transporta o produto para outros criadouros, impedindo o desenvolvimento das larvas e interrompendo o ciclo de reprodução do vetor. Esse processo de autodisseminação amplia o alcance do controle vetorial, permitindo que o larvicida alcance criadouros que muitas vezes são de difícil identificação ou acesso.
Enquanto as EDLs atuam fisicamente no território, a plataforma permite acompanhar onde estão os dispositivos, organizar as ações das equipes, controlar manutenções e transformar os registros de campo em informação para gestão.
MELHORIAS À SAÚDE PÚBLICA – Para o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, a valorização de tecnologias que têm o potencial de promover melhorias no âmbito da saúde pública é uma das missões do instituto.
“Nosso Selo de Inovação vem para reconhecer iniciativas como essa, que impactam diretamente na saúde e no bem-estar da população. A possibilidade de aumentar a capacidade de planejamento, rastreabilidade e utilização eficiente dos recursos públicos para controlar a disseminação de doenças como a dengue, chikungunya e zika é um divisor de águas no setor de saúde e merece ser valorizado”, destaca Marafon.
O CEO da EDL Brasil, Luiz Carlos Roque Junior, acredita que receber o Selo de Inovação do Tecpar representa uma importante validação institucional.
“É o reconhecimento de uma instituição paranaense de ciência, tecnologia e inovação sobre o caráter inovador e a viabilidade da nossa solução. Mais do que um reconhecimento, entendemos o selo como um estímulo para continuar desenvolvendo a tecnologia e ampliar sua aplicação em outros municípios e territórios brasileiros. Nossa visão é contribuir para que o controle das arboviroses avance de uma atuação fragmentada para uma gestão territorial integrada e orientada por dados”, afirma o CEO.
NA PRÁTICA – Hoje os agentes epidemiológicos vão até as casas e instalam as armadilhas inteligentes. Nessas visitas eles levam um tablet, onde registram o endereço para o georreferenciamento e tiram fotos da instalação e do local. Após 30 dias, eles voltam para fazer a troca do larvicida e orientam o morador para a manutenção da armadilha.
Todas as informações de geolocalização de cada ponto instalado bem como o histórico das atividades são inseridas no aplicativo e entram na plataforma, o que permite uma gestão, com acompanhamento dos dados da cidade.
“Podemos saber qual manutenção está em atraso, qual está em dia e qual está na rota de visitação. Conectando essas atividades, cruzamos todas as informações coletadas com outros dados entomológicos, ou seja, de conhecimentos específicos do mosquito Aedes, e conseguimos trabalhar com mais qualidade na gestão de combate à arboviroses. Em suma, o aplicativo faz essa conexão do físico com o digital gerando dados para os gestores tomarem as melhores decisões. Conseguimos unir controle vetorial, território, operação e inteligência de dados em uma única plataforma”, explica Roque Júnior.
A intenção da EDL Brasil é transformar os dados coletados em inteligência para que gestores públicos possam antecipar riscos, direcionar recursos e tornar o enfrentamento das arboviroses cada vez mais eficiente.
SELO DE INOVAÇÃO – O Selo de Inovação é concedido pelo Creative Hub do Tecpar a produtos, processos e serviços que apresentam características inovadoras e potencial para gerar impactos positivos no mercado e na sociedade. O Selo reconhece soluções que utilizam conhecimento e tecnologia para aumentar a competitividade, promover ganhos de eficiência e contribuir para o desenvolvimento econômico e social.
Saiba como obter o Selo de Inovação do Tecpar neste link: https://www.tecpar.br/Pagina/Selo-de-Inovacao.
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Floresta, nova etapa de residencial tem todas moradias subsidiadas pelo Estado
Nesta sexta-feira (9), 45 famílias do município de Floresta realizaram o sonho casa própria com a entrega da segunda etapa do empreendimento Mônaco Residence. Todas as unidades habitacionais contaram com subsídios do programa Casa Fácil Paraná, com mais de R$ 1 milhão em recursos que para reduzir o valor de entrada dos financiamentos com a Caixa Econômica Federal. A soma do investimento estadual em subsídios e do total aplicado para as construções ultrapassa R$ 9,8 milhões.
O conjunto, formado por 90 casas, é resultado da parceria entre Governo do Estado, por meio da Cohapar, com financiamentos via Caixa e execução da Construtora Residence. A primeira fase, composta por 45 imóveis, foi entregue em outubro do ano passado e também foi integralmente subsidiada pelo Casa Fácil.
Com quase 60 metros quadrados de área privativa, as moradias possuem modelos arquitetônicos convencional ou adaptado, todos com dois quartos, sendo uma suíte, sala, cozinha, banheiro social, área de serviço externa e espaço para garagem. As casas são construídas em lotes de 126 metros quadrados, espaço que permite benfeitorias futuras pelos novos moradores.
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O empreendimento foi erguido em uma região com estrutura urbana completa, além de fácil acesso a serviços públicos e comércios. Outro diferencial é que os imóveis são entregues com piso cerâmico em todos os cômodos, louças e torneiras, tanque, portão e muros ao redor das edificações.
PROGRAMA – O benefício do Casa Fácil Paraná é concedido a famílias com renda de até quatro salários mínimos, que não possuam moradia própria e que cumpram os critérios de participação estabelecidos no programa. As vantagens incluem, ainda, descontos variados do programa Minha Casa, Minha Vida e a possibilidade de aplicar o FGTS para reduzir o saldo devedor. Com isso, os financiamentos ficam mais vantajosos, com prestações entre R$ 750 e R$ 900 mensais e prazo de até 35 anos para quitação.
TRANSFORMAÇÃO – Aos 20 anos, o funileiro e pintor Lucas Pires da Silva transformou a realidade de vida da família. Vivendo em imóvel alugado junto com o irmão e a avó Maria Helena, o recurso do Casa Fácil Paraná foi decisivo para que eles pudessem conquistar a moradia própria.
“É muito difícil conseguir as coisas hoje em dia. Eu estou muito feliz, só tenho a agradecer a Deus e a vocês. O governo ajudou muito, se não fosse isso eu não teria conseguido”, declarou.
A avó destacou o alívio de poder sair do aluguel, enquanto o neto já organiza a mudança para a próxima semana. “Agora vamos pagando o que é para a gente, é bem melhor que pagar aluguel. Devagarzinho a gente vai arrumando o que precisa”, completou Maria Helena.
Fonte: Governo PR
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