Brasil
Ministério do Turismo coordena Reunião Especializada de Turismo (RET) do Mercosul em Brasília (DF)
Representantes dos países do Mercosul participaram nesta terça-feira (21.10), em Brasília (DF), da LXXVII Reunião Especializada de Turismo (RET), realizada sob a Presidência Pro Tempore do Brasil (PPTB) no âmbito do bloco. O encontro técnico, sediado no Ministério do Turismo, antecede a Reunião Ministerial de Turismo do Mercosul e envolveu autoridades e especialistas para avançar na cooperação regional e alinhar estratégias conjuntas de desenvolvimento do setor.
Na abertura, o chefe da Assessoria Internacional do Ministério do Turismo, João Ricardo Viegas, deu as boas-vindas aos presentes em nome do governo brasileiro e destacou a importância da integração entre os países vizinhos com vistas ao crescimento sustentável do turismo.
“Este trabalho colaborativo é a chave para o fortalecimento do turismo e para o desenvolvimento sustentável da nossa região. Ao atuarmos juntos, ampliamos os ganhos para todas as economias do bloco, com geração de divisas, emprego e renda por meio do turismo”, afirmou Viegas.
A programação da RET incluiu debates sobre temas prioritários da agenda turística, como a promoção conjunta da marca “Visit South America”, o fortalecimento do turismo gastronômico e do turismo de natureza, com foco na Rota Natural do Sul. Também foram discutidos avanços no Caminho dos Jesuítas na América do Sul, rota integrada que une o patrimônio histórico, cultural e religioso dos países do bloco.
Em seu discurso, João Ricardo Viegas destacou ainda o projeto da Rota do Futebol do Mercosul, apresentado pelo Brasil e que será oficialmente lançado nesta quarta-feira (22.10), no Estádio Mané Garrincha, durante o encerramento da programação ministerial do bloco.
“O Mercosul sempre foi e continua sendo um exemplo de cooperação e integração entre os países sul-americanos. E o turismo, com sua capacidade única de conectar pessoas e culturas, tem o poder de fortalecer ainda mais os laços que unem as nossas nações. Juntos, não somos apenas países vizinhos, podemos ser um só destino diversificado e competitivo no cenário global”, ressaltou Viegas.
ROTA DO FUTEBOL – A iniciativa busca conectar estádios, museus e experiências relacionadas ao futebol em uma oferta turística regional unificada, valorizando o papel cultural e histórico do esporte na América do Sul. A rota reunirá atrativos dos países integrantes e associados do Mercosul, com informações sobre visitação e acessibilidade, além de incentivar a ocupação de arenas em períodos de baixa temporada esportiva.
Segundo Vitória Arruda, da Embratur, a iniciativa reforça o protagonismo do Brasil e o potencial do futebol como vetor de integração regional. “O futebol é uma paixão que atravessa fronteiras. A Rota vai transformar essa paixão em experiências turísticas, movimentando economias locais e fortalecendo o sentimento de pertencimento entre os povos do Mercosul”, destacou Vitória.
O projeto conta com o apoio dos demais países do Mercosul e prevê a possibilidade de inclusão contínua de novos estádios, museus e parcerias junto a operadores turísticos e influenciadores regionais.
Ao final do encontro, foi assinada a ata técnica que será avaliada pelos ministros do Turismo do bloco. O documento reforça os compromissos dos países participantes com uma agenda turística integrada, sustentável e colaborativa para a região.
Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Nova vacina pneumocócica 20 começa a ser disponibilizada no SUS para crianças
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (3) o início da vacinação com a pneumo 20 para crianças de até 5 anos. O imunizante, novidade no SUS, protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora de doenças graves, como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações, sequelas e óbitos. Esse é o quarto imunobiológico incorporado para crianças durante a gestão — na rede privada, o custo chega a mais de R$ 500.
“Já tomamos todos os passos necessários, inclusive com a publicação da nota técnica e o início da distribuição para estados e municípios. A expectativa é que, a partir da segunda quinzena de junho, as crianças possam receber a vacina nas unidades básicas de saúde”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O ministro também afirmou que o país seguirá fortalecendo a vacinação e a confiança da população no Programa Nacional de Imunizações, além de combater o negacionismo e os movimentos antivacina.
A distribuição das primeiras 514 mil doses já começou. A vacinação será iniciada à medida que os estados receberem os imunizantes e concluírem o envio aos municípios. A previsão do Ministério da Saúde é disponibilizar mais de 6,1 milhões de doses ainda este ano.
O diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica, relacionadas aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. A vacina também atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção generalizada quer pode levar à morte.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos no Brasil, o que representa uma taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.
Além de reduzir a incidência e a mortalidade pela doença pneumocócica, a vacinação em larga escala deve aliviar significativamente os custos do SUS com internações, tratamentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), manejo de sequelas e processos de reabilitação. Entre 2024 e outubro de 2025, o SUS registrou mais de 34 mil atendimentos relacionados a doenças causadas pela bactéria responsável por infecções graves, como pneumonia e meningite. Somente em 2025, as internações de crianças de até cinco anos chegaram a 365 casos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da vacina em dezembro de 2023. As primeiras doses começaram a ser aplicadas na rede privada em 2025, mas com acesso restrito devido ao alto custo. Com a incorporação ao SUS, a vacina passa a ser ofertada gratuitamente à população, ampliando o acesso a uma tecnologia avançada, reduzindo desigualdades no acesso à proteção contra doenças graves. A medida reforça o compromisso do Ministério da Saúde com o fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a ampliação da cobertura vacinal no país.
Novo esquema vacinal e substituição das vacinas anteriores
O SUS oferece as vacinas conjugadas pneumo10 e pneumo13 (com proteção mais robusta e duradoura), e também a polissacarídica 23 (que amplia a cobertura contra mais tipos da bactéria). As formulações atualmente utilizadas estão alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício comprovada para as políticas de saúde pública.
Com a incorporação da pneumo 20, o Ministério da Saúde iniciará uma transição gradual para substituir esses imunizantes, já que a nova vacina amplia a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria pneumococo, aumenta o potencial de prevenção de casos graves.
A pneumo 20 será ofertada aos seguintes grupos prioritários:
- Crianças menores de 5 anos;
- Povos indígenas maiores de 5 anos de idade (sem histórico vacinal com pneumo conjugada);
- Idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados;
- Pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Durante o período de transição, o esquema vacinal básico para a criança seguirá o seguinte modelo: uma dose da pneumo 20 aos 2 meses de idade; uma dose da pneumo 10 aos 4 meses, e uma dose de reforço da pneumo 20 aos 12 meses, respeitando o intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas VPC13 e VPP23 serão utilizadas em estratégias diferenciadas até a finalização dos estoques.
Essa estratégia será mantida até o término dos estoques da Pneumo 10. Após o esgotamento dessas doses, o esquema vacinal passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20. Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinação.
Histórico de resultados
Desde a introdução da pneumo 10 no Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 2010, o Brasil registrou reduções expressivas na incidência da doença pneumocócica invasiva causada por sorotipos vacinais: entre 55% e 60% em crianças menores de 2 anos e queda superior a 65% nos casos de meningite pneumocócica nessa mesma faixa etária. Entre adultos com 60 anos ou mais, a redução variou de 20% a 30%.
Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde recuperou todas as coberturas vacinais infantis, revertendo a tendência de queda observada até 2022. A vacinação contra doenças pneumocócicas acompanhou esse avanço, com a cobertura do esquema básico passando de 90,01% em 2023 para 93,22% em 2024 e 93,45% em 2025. Em 2026, a cobertura parcial acumulada até o momento já alcança 86,33%, mantendo a trajetória de proteção da população infantil.
A vacinação permanece a estratégia mais eficaz para reduzir a ocorrência das formas graves das doenças pneumocócicas invasivas e suas consequências mais severas, como hospitalização, sequelas e óbito.
João Vitor Moura
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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