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Ministério de Portos e Aeroportos participa do Fórum Norte Export, em Manaus

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O Ministério de Portos e Aeroportos esteve presente na edição de 2026 do Fórum Norte Export, realizado nessa quinta-feira (19) pelo grupo Brasil Export, na cidade de Manaus (AM). Em painéis que contaram com a presença de especialistas, representantes de associações e do poder público, o MPor debateu projetos em infraestrutura e aplicação de políticas públicas voltadas ao aproveitamento do potencial das vias fluviais brasileiras.

O encontro, promovido na capital amazonense, lançou luz sobre os projetos e ações hidroviárias. Na região de maior extensão territorial do país, e que detém entre 70% e 80% de toda a água doce disponível no Brasil, os rios são verdadeiras “rodovias” integradas ao cotidiano de populações de grandes centros urbanos e de áreas ribeirinhas. Transportam passageiros, mercadorias e têm importância destacada no turismo.

De acordo com a secretária executiva adjunta do Mpor, Thairyne Oliveira, explorar o potencial dessas vias e viabilizar melhores condições de navegação estão entre as prioridades da pasta. “A criação da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação é um sinal de que o Governo Federal está atento ao potencial hidroviário brasileiro. Temos trabalhado com foco em tornar nossos rios cada vez mais preparados para atender às demandas da sociedade com respeito ao meio ambiente, foco no desenvolvimento econômico e reafirmando a soberania nacional”, disse.

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O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, destacou que o setor deve manter permanente o debate sobre ações que tragam mais avanços às hidrovias brasileiras. Para Burlier, a comunicação dos benefícios alcançados a partir de investimentos no modal hidroviário precisa ser perene.

“Estamos dialogando sempre com outros ministérios, como o da Pesca e Aquicultura, de Integração e Desenvolvimento Regional e o de Desenvolvimento e Assistência Social, para realizarmos ações integradas apresentando à população o que está sendo feito e os benefícios dos investimentos alcançados quando o país direciona esforços para as hidrovias”, explica.

Balanço
No ano passado, foram investidos mais de R$ 529 milhões em infraestrutura hidroviária no Brasil pelo Mpor. Os recursos foram aplicados na construção, operação e manutenção de IP4 (Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte), de eclusas, execução de dragagens e manutenção aquaviária. No Fundo da Marinha Mercante – que é destinado a prover recursos para desenvolvimento da marinha mercante e da indústria naval – foram contratados só no ano passado R$ 7,7 bilhões, aplicados em 152 obras que geraram mais de 43 mil empregos.

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Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil

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Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.

Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.

Sabores com histórias

No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.

“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.

No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.

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“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.

Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.

Vitrine nacional para pequenos produtores

No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.

Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.

Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região. 

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A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.

“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.

Salão do Turismo

Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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