Brasil
Ministério da Saúde participa de lançamentos que fortalecem o SUS
O Ministério da Saúde participou, nesta quarta-feira (3), de dois importantes lançamentos da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão).
O primeiro deles foi o Primeiro Plano Diretor da Área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde (PPGS), um documento elaborado ao longo de três anos, resultado de um processo participativo que envolveu pesquisadores, docentes, estudantes, gestores, trabalhadores do SUS, fóruns e grupos temáticos da Abrasco, além de movimentos sociais e instituições parceiras. O plano busca qualificar a formação em Saúde Coletiva, fortalecer a produção científica e ampliar a capacidade de intervenção política da área.
Na sequência, a pasta participou do lançamento da Rede Nacional de Trabalho e Educação na Saúde (RETES), que tem como principal objetivo produzir reflexões e propostas para a agenda governamental, gerar conhecimento relevante e promover práticas educacionais alinhadas às demandas do setor saúde. A iniciativa, apoiada pelo MS, pretende consolidar-se como um ambiente para divulgação de pesquisas, estímulo ao debate científico e apoio à formulação de políticas públicas.
Durante o lançamento, o secretário adjunto da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do MS, Jérsey Timóteo, destacou a importância da Rede para enfrentar desafios históricos do setor: “A RETES é um marco para superar a fragmentação do cuidado e a precarização do trabalho. Nosso compromisso é consolidar uma agenda que fortaleça o SUS e promova uma política de trabalho e educação mais integrada e sustentável”.
Em 2026, a Rede iniciará suas ações com foco na construção de uma plataforma colaborativa que mobilize todo o país. A platafoaaaaarma reunirá informações sobre temas estratégicos, como educação interprofissional, educação permanente, saúde digital, programas de formação e provimento, como o Mais Médicos, dimensionamento da força de trabalho e carreiras no SUS. Além disso, oferecerá acesso a sistemas de informação e bases de dados para apoiar pesquisas e estudos.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
UTI Inteligente em Porto Alegre (RS) está conectada à Central de Comando nacional do SUS
O Ministério da Saúde apresentou, nesta quinta-feira (3), a Central de Comando das UTIs Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), que monitora em tempo real os sinais vitais dos pacientes internados em seis hospitais do Brasil que já contam com a tecnologia implementada, sendo um deles localizado em Porto Alegre. Sediada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), a sala contará com monitoramento 24 horas e vai contribuir para a geração de evidências científicas que subsidiem a ampliação de protocolos clínicos e a oferta de um cuidado cada vez mais rápido e preciso.
“Estamos falando de inteligência artificial real em uso no SUS, não de ficção científica. É a tecnologia aplicada na prática para cuidar das pessoas, tendo a estrutura do sistema público como base e ampliando o acesso a um cuidado mais qualificado”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A Central é equipada com seis telas grandes interligadas a todas as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Inteligentes do país, localizadas em Manaus (AM), Recife (PE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Atualmente, o SUS conta com 60 leitos inteligentes ativos, capazes de transmitir dados em tempo real, como frequência cardíaca, níveis de oxigênio e pressão arterial. Porto Alegre participa dessa rede com 10 leitos inteligentes no Hospital Nossa Senhora da Conceição. A tecnologia oferece a vantagem da medicina preditiva, garantindo um acompanhamento mais preciso e qualificado aos pacientes.
Com o aprimoramento do cuidado, a expectativa é a redução das complicações clínicas e do tempo de internação, aumentando a rotatividade dos leitos e o acesso aos serviços do SUS. A iniciativa integra a Rede Nacional de Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão e contará com o apoio técnico e operacional do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Organização Social vencedora do edital divulgado hoje no Diário Oficial da União (DOU).
Rede de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS
As UTIs Inteligentes são a primeira etapa da implementação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão no SUS, que tem como objetivo a transformação digital hospitalar, com conectividade, interoperabilidade, uso de inteligência artificial e monitoramento em tempo real para qualificar um cuidado mais rápido e preciso.
Serão instalados monitores multiparâmetros e centrais de monitoramento, criando a infraestrutura inicial de conectividade e monitoramento dos leitos. A próxima etapa contempla a ampliação do projeto e a incorporação de componentes tecnológicos, com destaque para respiradores pulmonares e camas inteligentes. Ao final, o país contará com 280 leitos inteligentes em 14 instituições de saúde.
A Rede também inclui o SAMU Inteligente, que tem como objetivo ampliar a integração entre o atendimento pré-hospitalar, as Centrais de Regulação e os hospitais da Rede. O serviço já está presente em três bases estratégicas, nas cidades de Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Recife (PE). Também estão incluídas a implementação do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP e a modernização de hospitais de excelência do SUS, além da estruturação de serviços inovadores.
“Com o novo serviço, em vez de o profissional do SAMU ter que ligar para o hospital a cada 3 minutos para informar o status do paciente, os dados já serão transmitidos em tempo real para a unidade de emergência. Na urgência e emergência, tempo é vida”, destacou do ministro Padilha.
Gestão do Hospital Inteligente
Durante a visita à Central, o ministro Padilha anunciou a seleção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI) como a Organização Social (OS) responsável pela gestão do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, que será construído em São Paulo, após a realização do Chamamento Público N° 14/2026.
O processo contou com um comitê qualificado responsável por avaliar critérios. A entidade obteve a maior pontuação.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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