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Estado assina convênio de R$ 121 milhões para ampliar Hospital do Câncer de Londrina

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quinta-feira (25) o convênio para a construção do novo bloco do Hospital do Câncer de Londrina (HCL), com investimento total de R$ 121,9 milhões. Deste valor, R$ 60 milhões serão destinados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), R$ 20 milhões pela Assembleia Legislativa do Paraná e R$ 20 milhões de emenda parlamentar. A contrapartida do hospital será de R$ 21,9 milhões.

A nova estrutura terá quase 20 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em 16 pavimentos, e foi planejada para ampliar de forma significativa a capacidade de atendimento oncológico especializado. O projeto responde ao crescimento da demanda por cirurgias de alta complexidade, internações, terapias intensivas e transplantes de medula óssea.

“O Hospital do Câncer de Londrina já é referência para todo o Brasil, atende pessoas não só de Londrina e do Norte do Paraná, mas também pessoas de fora do Estado. É referência em alta complexidade, com muita inovação no tratamento oncológico”, disse o governador. “Foram muitos estudos e projetos para chegar a esse valor de investimento, em um investimento conjunto entre Estado, Assembleia Legislativa e a bancada federal, com uma emenda do deputado Sandro Alex”. 

Para ele, o novo complexo vai representar um salto no atendimento oncológico do Paraná, se somando a outros projetos, como a ampliação do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, e a construção de diversas estruturas no Estado. “Além da estrutura, teremos equipamentos mais modernos, a oferta de transplante de medula óssea para a região Norte do Paraná e um atendimento de primeira para a população”, disse.

“A união entre os poderes foi fundamental para levarmos a saúde para mais perto dos paranaenses, garantindo a construção e ampliação de diversos hospitais pelo Paraná, e agora garante o repasse de R$ 100 milhões para o Hospital do Câncer de Londrina, que é referência para a região Norte e para diversos municípios do Paraná”, destacou o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi.

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A previsão é ampliar de 30% a 50% os atendimentos na unidade, que recebe cerca de 2 mil pacientes por dia. “A demanda do hospital cresce a cada ano, então a ampliação é muito necessária. Os pacientes já chegam aqui com o diagnóstico, então é nosso dever atendê-los”, explicou a diretora Executiva e Institucional do Hospital do Câncer de Londrina, Mara Fernandes. “Eu ouvi um sim do governador e da Assembleia e, graças a essa parceria, vamos salvar muitas vidas. Teremos transplante de medula para o Norte do Paraná, UTI, novas salas cirúrgicas com robótica, tudo feito com o que há de mais inovador em termos de tecnológicos, para atender os pacientes do SUS da melhor forma possível”, ressaltou ela.

A unidade londrinense é uma das duas do Estado, junto com o Hospital São Vicente, em Guarapuava, a contar com uma ferramenta de inteligência artificial do Google inédita no Brasil, a Capricórnio, que ajuda a identificar terapias oncológicas de forma personalizada. 

LONDRINA - CONVÊNIO AMPLIAÇÃO HOSP CÂNCER

ESTRUTURA – O novo bloco contará com centro cirúrgico para procedimentos de grande e médio porte, centro de diagnóstico por imagem, Centro de Material e Esterilização integrado, unidade de internação, ambulatório especializado, áreas técnicas, administrativas e de apoio assistencial. Após a assinatura do convênio será iniciado o processo licitatório e a previsão é que a obra seja entregue em até três anos.

Entre as principais estruturas previstas, estão 20 leitos de UTI, distribuídos em duas unidades com 10 leitos cada, até 10 leitos dedicados ao Transplante de Medula Óssea (TMO), 10 salas para grandes cirurgias e cinco salas para pequenas cirurgias. O projeto também prevê até 90 novos leitos de internação, divididos entre unidades clínicas e cirúrgicas.

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LONDRINA - CONVÊNIO AMPLIAÇÃO HOSP CÂNCER

O secretário estadual da Saúde, César Neves, destacou que o hospital serve de referência para mais de 160 municípios, chegando a 200 municípios no tratamento oncológico pediátrico. “É uma grande conquista ter um hospital extremamente moderno, com ampliação do bloco cirúrgico, novas salas de UTI e estrutura para o transplante de medula óssea, que hoje não está disponível no Norte do Paraná”, explicou. “Estamos trabalhando por uma causa maravilhosa, que é ampliar o atendimento ao paciente com câncer. Quem já viu de perto essa doença sabe da importância de um tratamento mais humanizado e o mais tecnológico possível”.

A nova edificação permitirá reorganizar os fluxos internos, incorporar tecnologias atualizadas, ampliar a segurança assistencial e melhorar as condições de trabalho das equipes multiprofissionais. Também trará mais conforto aos pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde.

Com a ampliação, o Hospital do Câncer de Londrina reforça seu papel como referência regional e nacional no tratamento oncológico, ampliando a capacidade de atendimento aos pacientes do SUS, contribuindo para a redução de filas e para qualificação da assistência em oncologia no Paraná.

PRESENÇAS — Participaram da solenidade os secretários estaduais do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza; da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm; e da Educação, Roni Miranda; o chefe da Casa Militar, coronel Marcos Tordoro; os deputados federais Sandro Alex, Luísa Canziani e Diego Garcia; os deputados estaduais Luiz Claudio Romanelli, Cloara Pinheiro e Cobra Repórter.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção

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24/08 - Audiência Pública STF - Lei Antifacções

O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.

Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.

Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.

Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.

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Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.

Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.

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Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.

Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.

As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.

Assessoria de Comunicação
Informações para a imprensa
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(41) 3250-4264

 

Fonte: Ministério Público PR

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