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Educação

MEC discute reativação de comissão de educação da Amazônia

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O Ministério da Educação (MEC) e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) realizaram reunião de trabalho na sede do bloco, em Brasília, na terça-feira, 7 de abril, para discutir a reativação da Comissão Especial de Educação da Amazônia (CEEDA). A estrutura buscará, por meio do diálogo político e técnico, estabelecer objetivos estratégicos para a região na área de educação, respeitando as especificidades da Amazônia. 

O assessor especial para Assuntos Internacionais, Felipe Dutra de Carvalho Heimburger, representou o MEC na reunião, atividade que iniciou os procedimentos formais para a reinstalação da CEEDA. Também estiveram presentes o coordenador de Integração Regional do MEC, Gustavo Brechesi Servilha; a diretora-executiva da OTCA, Vanessa Grazziotin; e o coordenador de Ciência, Tecnologia e Educação do bloco, Angel Vilora. 

A OTCA é a única organização socioambiental e intergovernamental na América Latina que reúne os oito países amazônicos – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela –, tendo papel essencial na articulação regional para uma Amazônia mais integrada, inclusiva e impulsionada pelo conhecimento.  

A reativação da CEEDA resgata a relevância da organização como plataforma de articulação regional, em consonância com os esforços dos países membros em estabelecer uma agenda comum que integre a educação básica e superior como pilares para o desenvolvimento sustentável da região. A medida alinha-se, ainda, aos mandatos regionais estipulados nas Declarações de Belém (2023) e Bogotá (2025), assinadas em encontros preparatórios para a COP30, realizada no Brasil no último ano. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AAI/GM) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Sancionado piso salarial para professores da educação básica

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei nº 15.437/2026, que fixa em R$ 5.130,63 o piso salarial profissional nacional dos profissionais do magistério público da educação básica para a formação em nível médio, na modalidade normal. O texto foi publicado nesta sexta-feira, 19 de junho, no Diário Oficial da União e é assinado também pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. 

O novo piso salarial representa um reajuste de 5,4% em relação ao valor vigente em 2025, de R$ 4.867,77, garantindo ganho real acima da inflação. O valor é válido para professores que atuam em jornada de 40 horas semanais, com efeitos financeiros retroativos a janeiro de 2026. As remunerações das demais jornadas devem ser proporcionais ao novo piso estabelecido. 

A legislação também amplia o alcance da política de valorização docente ao incluir entre os beneficiários do piso salarial nacional os profissionais do magistério da educação básica pública contratados temporariamente. 

A sanção da Lei consolida as mudanças introduzidas pela Medida Provisória nº 1.334/2026, editada pelo Governo do Brasil em janeiro deste ano e aprovada pelo Congresso Nacional em maio. A medida adequou a legislação do piso salarial aos fundamentos constitucionais estabelecidos pela Emenda Constitucional nº 108/2020 e às regras do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).  

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A MP determina que o percentual anual de atualização do piso salarial seja calculado pela soma da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior e de 50% da média do crescimento real das receitas do Fundeb nos cinco anos anteriores. Como forma de ampliar a transparência do processo, a Lei também prevê a publicação anual, em plataforma de dados abertos, da memória de cálculo utilizada para a atualização do piso salarial nacional do magistério. 

A norma estabelece ainda que o reajuste anual não poderá ser inferior à variação acumulada do INPC, garantindo a preservação do poder de compra dos profissionais da educação. A atualização produzirá efeitos a partir do mês de janeiro de cada ano. 

Contexto  A atualização da legislação do piso salarial foi construída a partir de diálogo conduzido pelo Ministério da Educação (MEC) com entidades representativas da educação pública, entre elas o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), além de entidades representativas dos municípios. 

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A medida está alinhada à Meta 17 do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica, a fim de assegurar melhores condições de remuneração e fortalecimento da educação pública em todo o país. Com a nova sistemática de atualização, o piso salarial nacional do magistério passa a contar com um mecanismo permanente que busca não apenas preservar, mas também ampliar o poder de compra dos profissionais da educação ao longo do tempo. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) 

Fonte: Ministério da Educação

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