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Jovens Defensores Populares debatem políticas públicas para o meio ambiente em clima de COP 30

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Brasília, 05/11/2025 – Jovens Defensores Populares de diferentes regiões do país se reuniram, na última quinta-feira (30), para discutir como a COP 30 — que será realizada no Brasil neste mês — pode fortalecer o diálogo entre realidades locais e desafios globais. O Webinário Jovens Defensores e a COP30: Nosso Presente, Nossa Voz destacou o protagonismo da juventude na construção de políticas públicas voltadas à justiça socioambiental e climática.

A secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, ressaltou a importância do engajamento da juventude e de uma escuta qualificada sobre seus territórios e experiências.

“Eu acredito que é a partir desse processo de atenção qualificada que a juventude está fazendo, de olhar para si, de olhar para o seu futuro, que nós teremos o desenvolvimento das melhores políticas públicas e que vão nos dar a possibilidade de enfrentar esse desafio e preservar não só o meio ambiente, mas a vida de toda a humanidade. É isso que está em jogo e que deve estar na centralidade da COP. É esse cenário que temos que trazer para a centralidade da agenda política, porque esses jovens defensores populares também fazem parte desse processo. Eles têm um potencial gigante de construção”, disse.

Para Sheila de Carvalho, a realização da COP 30 no Brasil marca um ponto de virada na forma como o país tem debatido a pauta socioambiental.

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“É muito importante ver que há uma juventude que deseja fazer parte dos processos e soluções para o futuro. A realização da COP no Brasil tem proporcionado um debate mais amplo da agenda ambiental, mas não só isso. Ela trouxe à tona os desafios do nosso cotidiano e os impactos das mudanças climáticas. Muitos jovens já identificam as enchentes como resultado direto dessas transformações e reconhecem como essas intempéries afetam a dinâmica de suas vidas”, afirmou.

Sheila reforçou, ainda, que é preciso construir medidas de prevenção, políticas de adaptabilidade e alternativas dentro das cidades, estados e comunidades para enfrentar esses desafios.

Representando a delegação em defesa do bioma da Mata Atlântica na COP 30, Gaio Jorge ressaltou o papel transformador da juventude nas pautas climáticas.

“A juventude é um catalisador das transformações globais. Os jovens defensores populares precisam ter a certeza de que são agentes de mudança — e isso não é apenas uma crença simbólica, é técnica também. Quando começamos a nos debruçar sobre políticas públicas e formas de incidência territorial, percebemos como esse tipo de formação é recente e necessária”, pontuou.

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Da Terra Indígena do Jaraguá, em São Paulo, Samara Para Mirim, Jovem Defensora Popular, compartilhou uma reflexão sobre a relação entre espiritualidade, território e proteção ambiental: “Para a gente chegar à COP ou falar sobre proteger a natureza, é preciso sentir isso na prática. Quando você toca a terra, ela ensina muita coisa. Ser jovem defensor é ter esse contato físico e espiritual, é aprender com a própria natureza como ela mesma vai se regenerar”, explicou.

De acordo com Samara Para Mirim, a melhor forma de proteger um rio ou uma floresta é deixar que se fortaleça sozinha. “Precisamos estar com a comunidade, compreender o território e reconhecer que na aldeia ou na favela, todo território é sagrado”, concluiu.

O encontro reafirmou o compromisso do MJSP, por meio da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça, de fortalecer a formação e o protagonismo dos Jovens Defensores Populares como agentes de transformação social e ambiental, ampliando o diálogo entre justiça, sustentabilidade e direitos humanos rumo à COP 30.

O webinário está disponível no canal do YouTube do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas

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O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.

“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS
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Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:

  • Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
  • Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
  • Santa Casa de Porto Alegre (RS)
  • Hospital José Silveira (BA)
  • Instituto de Câncer de Londrina (PR)
  • Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
  • Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
  • Fundação Assistencial da Paraíba (PB)

Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.

Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil

No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.

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Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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