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Jabuticaba e logística: Rota Sertaneja, que vai a leilão nesta quinta (6), mistura turismo e importantes centros de distribuição

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Já imaginou uma plantação de 42 mil pés de jabuticaba? Pois esse pomar gigante – o maior dessa frutinha no mundo – fica em Hidrolândia, cidade goiana cortada pela chamada Rota Sertaneja, trecho que contempla as BRs 153/G0 e 262/MG, e que vai a leilão nesta quinta-feira (6).

Localizada a poucos quilômetros da capital Goiânia, a cidade é berço da Fazenda Jabuticabal, que nasceu em 1947, após a Segunda Guerra. O pai do proprietário Paulo Antônio Silva levava frutas em carro de boi para vender em Goiânia e complementar a renda da família, entre elas a jabuticaba. Das colheitas, conseguiu dar início ao negócio que hoje representa o maior pomar da fruta no mundo, um status de recordista e atração única. No período da safra – de agosto a novembro – Hidrolândia chega a receber 150 mil turistas, de acordo com a secretaria de Turismo e Cultura da cidade.

Paulo Antônio destaca a importância da BR-153 para os negócios. “A rodovia é o nosso canal, por onde chegam os visitantes e por onde saem os produtos que fabricamos. Tendo uma estrada boa, a gente tem mais um fluxo de turismo. Esperamos que melhore ainda mais, porque nos liga também a grandes centros de consumo”, afirma.

Na fazenda, onde também funciona uma vinícola, os visitantes podem degustar a jabuticaba diretamente do pé, tomar banho de rio, tirar um cochilo nas redes e provar os produtos à base da fruta produzidos ali, como vinhos e geleias.

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“Há mais ou menos 14 anos toda minha família vem visitar a fazenda e, desde então, estamos aqui pelo umas dez vezes por ano. E levamos muita jabuticaba”, diverte-se o turista Wagner Diniz, que mora em Goiânia.

O negócio de Paulo é visto como referência para o agronegócio e o turismo goiano, ajudando a colocar Hidrolândia, a “capital da jabuticaba”, no mapa do turismo nacional.

Jabuticaba e logística

Mas nem só de jabuticaba vive a economia de Hidrolândia. Impulsionado por sua localização estratégica, o município tem atraído gigantes do varejo e da logística, gerando um ciclo virtuoso de desenvolvimento.

O grande fomentador desta revolução é o seu posicionamento geográfico: Hidrolândia fica no coração de Goiás, que é o coração do Brasil. A proximidade com a capital goiana e a infraestrutura viária tornam a cidade um local altamente atrativo para a instalação de Centros de Distribuição (CDs) logísticos.

Segundo o secretário de Turismo e Cultura da cidade, Silvio Quirino, para o sucesso dos negócios, serão fundamentais as melhorias previstas pelo novo contrato que será firmado entre o Ministério dos Transportes e a concessionária vencedora do certame para obras na BR-153.

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“Empresas de grande porte, como a Shopee, o Amazon e indústrias farmacêuticas, por exemplo, já escolheram a cidade, validando o potencial de Hidrolândia como um hub estratégico para o escoamento de mercadorias em toda a região”, afirma Quirino.

A projeção de abertura de novas vagas tem impacto direto na vida da população, elevando a renda e o poder aquisitivo local.

Turismo corporativo

Aparecida de Goiânia, cidade vizinha à Hidrolândia, pega carona nesse crescimento e vem se firmando como importante destino para o turismo corporativo e de eventos. Situada a apenas 26 quilômetros de Goiânia, a cidade é margeada pela BR-153.

“Eu acredito que a melhoria no asfalto, na sinalização, viadutos e passarelas de pedestres já facilitaria bastante o acesso, tanto para quem tá entrando no hotel e quando para quem tá saindo”, afirmou André Guimarães, gerente de um hotel localizado próximo à rodovia e que cresce junto com o desenvolvimento da região.

“A gente já tem um plano para construir aqui ao lado do hotel um centro para eventos, um segundo hotel ou uma expansão deste mesmo”, detalhou.

Com a nova concessão da Rota Sertaneja, a região passa a se tornar uma potência logística e um modelo de desenvolvimento econômico e social no Centro-Oeste brasileiro.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Como limpar peixe Bacu: passo a passo prático sem erro

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O processo de limpeza do peixe é o início da preparação dos pratos. Com algumas técnicas, é possível preparar um prato delicioso para o almoço ou jantar. O bacu também é chamado de bacu-pedra. Pertence à família dos Doradidae principalmente as espécies Lithodoras dorsalis e Acanthodoras cataphractus .

PROTEÇÃO

Use luvas grossas e faca bem afiada. O bacu tem ferrões duros nas nadadeiras e escamas resistentes nas laterais, que podem ferir as mãos.

Trabalhe sobre uma tábua firme, com o peixe bem apoiado para evitar escorregões.

LIMPEZA INICIAL E DESODORIZAÇÃO

Lave o peixe inteiro em água corrente para remover lama e muco.

Esfregue suco de limão por toda a pele e dentro da boca; deixe agir de 5 a 10 minutos e enxágue. Isso ajuda a domar o cheiro e a gordura.

REMOÇÃO DE ESCAMAS E FERRÕES

Com a faca em ângulo, raspe as escamas no sentido do rabo para a cabeça, focando nas laterais e barriga (onde são mais resistentes).

Corte as nadadeiras e retire os ferrões com golpes firmes, sempre afastando a mão da lâmina.

ABERTURA E EVISCERAÇÃO

Faça um corte do ventre em direção à cabeça e abra o peixe ao meio.

Retire as vísceras por completo. O bacu é onívoro (come frutas, peixes e plantas como aninga) e costuma ter muita tripa e sangue. Descarte tudo e lave a cavidade com água corrente.

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A região da guelra e da boca é muito dura; quebre o osso com cuidado ou peça esse corte na peixaria.

LAVAGEM FINAL E CORTE CONFORME O PREPARO

Enxágue novamente. Se o odor persistir, passe mais limão rapidamente e torne a lavar.

Para cozidos: corte em postas. A carne fica mais macia ao cozinhar.

Para assar na brasa: deixe inteiro ou abra “borboleta” (sobretudo em peças de 2 a 3 kg).

Para fritar: retire apenas os filés, removendo totalmente pele e escamas — a carne é firme e a pele, muito resistente.

TEMPEROS QUE FUNCIONAM

Base amazônica: jambu e tucupi, chicória (coentro-da-amazônia) e alfavaca.

Complementos: cebola, alho e cominho realçam o sabor sem “brigar” com a gordura natural.

Dica: em dias de inverno amazônico, o bacu tende a ser mais gordo. Ajuste o sal e a acidez (limão/tucupi) para equilibrar.

COZIDO, ASSADO OU FRITO: PONTOS DE ATENÇÃO

Cozido: fogo médio, caldo encorpado e finalização com folhas frescas. A textura fica macia.

Assado na brasa: grelha limpa e quente; pincele óleo para não grudar. A carne ganha resistência e sabor defumado.

Frito: filés sem pele, bem secos; óleo quente para vedar e manter suculência.

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CHEIRO FORTE E GORDURA: COMO LIDAR

Limão antes e depois da lavagem ajuda. Tucupi e ervas frescas cortam a gordura.

Retire coágulos e lave bem a coluna de sangue. Bacu e bagre sangram bastante.

CULTURA E CUIDADO À MESA

O caldo é visto como fortificante por moradores do Espírito Santo do Tauá (Santo Antônio do Tauá, no Pará).

Entre saberes populares, é considerado peixe “remoso” (gorduroso e potencialmente indigesto para alguns). Se houver sensibilidade, consuma com moderação.

SEGURANÇA NA PESCA E NO MANUSEIO

Captura típica: linha/espinhel e tapagem em igarapés (cursos de água amazônicos estreitos e pouco profundos), tanto de dia quanto à noite.

Ao tratar em casa, mantenha ferramentas afiadas e distância das mãos ao cortar ferrões e os ossos da cabeça.

DICAS FINAIS

Frio é aliado: peixe bem refrigerado facilita o corte e reduz o odor.

Organização conta: separe área limpa (pós-lavagem) da área suja (evisceração).

Respeite o calendário: no verão, a carne tende a ser mais magra; no inverno, mais gorda — ajuste técnica e tempero ao perfil da peça.

Matéria construída com auxílio da pescadora paraense, Adenilse Borralhos.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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