Connect with us


Brasil

MMA divulga as 50 organizações vencedoras da 2ª edição do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade

Publicado em

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou o resultado final da 2ª edição do Prêmio das Organizações Guardiãs da Sociobiodiversidade. As 50 organizações contempladas receberão R$ 50 mil cada para fortalecer iniciativas de proteção, valorização e transmissão de conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade brasileira.

Confira aqui o resultado final do prêmio.

Para a secretária nacional de Bioeconomia do MMA e presidenta do Comitê Gestor do FNRB, Carina Pimenta, o prêmio consolida um instrumento inédito de justiça socioambiental. “Esse prêmio é a repartição de benefícios saindo do papel e chegando a quem cuida da biodiversidade há gerações. São 50 organizações de todos os biomas do país que agora recebem reconhecimento e recurso direto para fortalecer o que já fazem de melhor: proteger os conhecimentos que sustentam a sociobiodiversidade brasileira”, ressaltou.

As vencedoras estão distribuídas em quatro segmentos: 13 organizações de povos indígenas, 12 quilombolas, 12 de agricultoras e agricultores tradicionais e 13 de povos e comunidades tradicionais. Ao todo, serão repartidos R$ 2,5 milhões, de um investimento total de R$ 3 milhões do Fundo Nacional para a Repartição de Benefícios (FNRB), vinculado ao MMA e presidido pela Secretaria Nacional de Bioeconomia.

Leia mais:  Ministro Capobianco participa da entrega do 2º Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade

A premiação reconhece trajetórias de organizações de base que mantêm vivos os saberes associados ao patrimônio genético brasileiro, de associações de mulheres quebradeiras de coco babaçu e marisqueiras a coletores de sementes, comunidades de terreiro, seringueiros e guardiões de sementes crioulas. O recurso pode ser aplicado em atividades comunitárias, compra de equipamentos ou ações nos territórios.

O diretor do Departamento de Patrimônio Genético do MMA, Henry de Novion, destaca o crescimento da iniciativa. “Da primeira para a segunda edição, mais que dobramos o número de organizações premiadas e ampliamos o valor de cada prêmio. Isso é resultado do fortalecimento do FNRB e mostra que o fundo está cumprindo sua missão de devolver aos detentores de conhecimento tradicional os benefícios gerados a partir dele”, comentou.

A primeira edição do prêmio, realizada em maio de 2025, contemplou 20 organizações com R$ 45 mil cada, totalizando R$ 900 mil. A lista completa das organizações vencedoras da 2ª edição está disponível na página do prêmio no site do MMA.

Cerimônia de premiação

Leia mais:  MME publica diretrizes para leilão inédito de armazenamento de energia em baterias no Brasil

A cerimônia de entrega do prêmio será realizada no dia 17 de junho, das 14h às 18h, no Auditório Paulo Nogueira Neto, no Edifício Sede do Ibama, em Brasília, com a presença do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.

O evento é aberto ao público, mediante inscrição prévia, e será transmitido ao vivo pelo canal do MMA no YouTube. As vagas são limitadas e as inscrições ficam abertas até a lotação máxima do auditório, pelo link.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook

Brasil

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

Published

on

Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

Leia mais:  MME publica diretrizes para leilão inédito de armazenamento de energia em baterias no Brasil

 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

Leia mais:  Ministro Capobianco participa da entrega do 2º Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade

 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262