Brasil
Interiorização da carcinicultura é prioridade para o avanço da aquicultura, afirma ministro André de Paula, na FENACAM 2025
O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, participou na noite desta terça-feira (11) da cerimônia de abertura da 21ª edição da Feira Nacional do Camarão (FENACAM), em Natal (RN). Em seu discurso, o ministro destacou a interiorização da carcinicultura como uma das principais estratégias para o desenvolvimento sustentável da aquicultura brasileira.
Durante sua fala na cerimônia, André de Paula ressaltou que a carcinicultura é um dos motores econômicos do Nordeste, gerando empregos, renda e oportunidades no campo e no litoral. “Levar essa prosperidade também ao interior é essencial para o desenvolvimento regional e a inclusão produtiva”, afirmou.
O ministro destacou o papel do Rio Grande do Norte como referência nacional, com iniciativas pioneiras como o Plano de Interiorização da Carcinicultura, desenvolvido em parceria com o Sebrae e o IFRN; o Plano de Desenvolvimento da Carcinicultura do RN, elaborado pela ABCC; e a Política Estadual de Pesca e Aquicultura (PEDESPA/RN), sancionada pela governadora Fátima Bezerra (PT).
Durante o discurso, André de Paula lembrou que o Ministério da Pesca e Aquicultura já destinou mais de R$ 15,6 milhões em investimentos no estado, voltados a infraestrutura, capacitação e apoio direto aos pequenos produtores. “Esses investimentos expressam o compromisso do presidente Lula com a sustentabilidade e o desenvolvimento equilibrado do país”, destacou.
O ministro também afirmou que o modelo potiguar é um exemplo do que o Brasil pretende apresentar na COP30, em Belém (PA). “O que vemos aqui hoje é o retrato do que o Brasil vai mostrar em Belém — um país que produz com responsabilidade ambiental, valoriza suas comunidades e se afirma como potência azul no cenário global”, ressaltou.
A FENACAM 2025 segue até o dia 14 de novembro, reunindo produtores, pesquisadores e gestores públicos em uma ampla programação técnica e científica.
Participação do MPA na FENACAM 2025
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participa da programação técnica e científica da FENACAM 2025 com representantes da Secretaria Nacional de Aquicultura (SNA) em diferentes painéis e simpósios:
XXI Simpósio Internacional de Carcinicultura
🗓 12 de novembro (quarta-feira)
🕣 08h30 – 08h55
📍 Sala A
Tema: A contribuição do MPA para impulsionar os setores carcinicultor e aquícola brasileiros: desafios e perspectivas para 2026
Palestrante: Luciene Mignani — Diretora de Desenvolvimento e Inovação da Secretaria Nacional de Aquicultura/MPA
XVIII Simpósio Internacional de Aquicultura
🗓 13 de novembro (quinta-feira)
🕣 08h30 – 08h55
📍 Sala B
Tema: Políticas públicas da Secretaria Nacional de Aquicultura
Palestrante: Fernanda de Paula — Secretária Nacional de Aquicultura/MPA
15ª Oitiva para construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura
🗓 13 de novembro (quinta-feira)
🕓 14h00
📍 FENACAM 2025 — Natal (RN)
Foco: Carcinicultura
III Workshop da Recarcina – Rede de Pesquisa e Desenvolvimento da Carcinicultura Brasileira
🗓 13 de novembro (quinta-feira)
🕣 16h50 – 18h00
📍 Sala A
Mesa-redonda: Políticas públicas e inovação para o fortalecimento da carcinicultura brasileira
Participação: Luciene Mignani — Diretora de Desenvolvimento e Inovação/MPA
Brasil
Regionalização do SUS é destaque no encerramento do Congresso do Conasems
A construção de redes regionalizadas de atenção à saúde e o fortalecimento da governança interfederativa estiveram no centro do encerramento do 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), realizado nesta quarta-feira (15), em Porto Alegre (RS). O debate reforçou a necessidade de ampliar a cooperação entre União, estados e municípios para qualificar o atendimento à população e consolidar o Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos desafios atuais e futuros da saúde pública.
Representando o Ministério da Saúde na mesa técnica “Regionalização: os modos de regionalizar e as responsabilidades interfederativas para a efetivação do cuidado em Rede no SUS”, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, explicou que a regionalização deve ser compreendida como uma estratégia para alcançar os objetivos do SUS e orientar a organização das redes de atenção. Segundo ele, a governança regional precisa estar articulada ao modelo assistencial e às necessidades concretas da população, permitindo que o sistema responda com mais eficiência às transformações demográficas, epidemiológicas e tecnológicas.
“A regionalização não pode ser entendida como um fim. Ela tem que ser um meio, ancorada aos objetivos estratégicos que o estado brasileiro estabeleceu. A estrutura de governança do sistema precisa estar conectada ao modelo assistencial e à organização das ações de saúde pública”, concluiu.
O processo de regionalização passa pela cooperação entre os três níveis de governo. Os municípios consolidaram seu protagonismo na organização da atenção à saúde nos territórios, enquanto os estados têm papel estratégico na coordenação regional das redes assistenciais. Ao governo federal, cabe ampliar sua presença nos territórios, oferecendo apoio técnico, promovendo a articulação entre os gestores e contribuindo para a superação de desafios estruturais que ultrapassam os limites de atuação de cada ente federativo.
Como parte dessa estratégia, o Ministério da Saúde atua nos territórios, combinando financiamento, apoio técnico e ações estruturantes voltadas ao fortalecimento das redes de atenção. Como exemplos, estão programas como o Mais Médicos e o Agora Tem Especialistas, que incorporam apoio direto aos territórios para enfrentar desafios relacionados à disponibilidade de profissionais de saúde e à ampliação do acesso à atenção especializada.
Também foram apresentadas propostas técnicas de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, transformação digital, integração das informações em saúde e de incorporação da inovação tecnológica, que devem estar articuladas ao planejamento regional integrado. A avaliação é de que esses elementos são fundamentais para qualificar a coordenação do cuidado, reduzir desigualdades entre os territórios e fortalecer a capacidade de resposta do SUS diante das mudanças demográficas, epidemiológicas e climáticas.
Além do ministro Adriano Massuda, a mesa de encerramento contou com a participação do presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Mohamad Hamida; do representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Cristian Morales Fuhrimann; e do secretário de Estado da Saúde de Santa Catarina, Diogo Demarchi Silva.
Brasil Saudável
No seminário dedicado ao Programa Brasil Saudável, ainda nesta quarta-feira, especialistas, técnicos e gestores públicos discutiram os avanços, desafios e perspectivas da iniciativa, que busca o enfrentamento das doenças determinadas socialmente por meio de ações integradas entre saúde e proteção social. O debate abordou estratégias voltadas à redução das iniquidades étnico-raciais, ao fortalecimento da participação social, à atuação intersetorial e à articulação entre União, estados e municípios para o planejamento de ações alinhadas às necessidades de cada território.
Durante a apresentação, a equipe técnica do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde destacaram a importância da participação dos municípios na construção das estratégias. A proposta é que as ações sejam definidas a partir das prioridades identificadas em cada realidade local, favorecendo respostas mais adequadas aos desafios enfrentados pelos territórios.
Thamirys Santos
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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