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Economia

Indústria do Paraná lidera crescimento em maio deste ano, com alta de 27,8%

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Redação Bem Paraná com assessoria

A indústria do Paraná apresentou o maior avanço no País, com crescimento de 27,8%, em maio deste ano em comparação com maio de 2018. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram divulgados nesta sexta-feira, 12. O avanço do setor no Estado ficou ainda acima da média nacional para o período que ficou em 7,1%.

Rio Grande do Sul (19,9%) e Santa Catarina (19,3%). No entanto, Goiás (13,9%), Pernambuco (13,6%), Bahia (12,3%), São Paulo (11,7%) e Ceará (11,4%) também registraram taxas positivas acima da média nacional (7,1%), enquanto Região Nordeste (6,6%), Mato Grosso (5,7%), Rio de Janeiro (5,1%) e Amazonas (3,0%) completaram o conjunto de locais em alta.

Na comparação com maio de 2018, o crescimento de 7,1% da indústria do país foi acompanhado por doze dos quinze locais pesquisados. Dois fatores influenciaram esse avanço: o efeito-calendário (maio de 2019 teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior) e a baixa base de comparação, pois em maio de 2018, a atividade industrial havia recuado 6,3%, refletindo os efeitos da paralisação dos caminhoneiros.

O recuo mais intenso foi no Espírito Santo (-17,4%), devido ao comportamento negativo das indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados, óleos brutos de petróleo e gás natural). As demais taxas negativas foram em Minas Gerais (-2,4%) e Pará (-0,7%).

No acumulado do ano (janeiro a maio) frente a igual período de 2018, a redução na produção nacional alcançou sete dos quinze locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (-11,8%), Pará (-6,2%) e Minas Gerais (-4,3%), pressionados, principalmente, pelos recuos assinalados por indústrias extrativas e em celulose, papel e produtos de papel (celulose), no primeiro local; indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados), no segundo; e indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados), no terceiro. Mato Grosso (-2,7%), Amazonas (-1,8%), Rio de Janeiro (-1,5%) e Região Nordeste (-1,4%) completaram o conjunto de locais com recuo acumulado no ano.

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As maiores altas foram no Paraná (10,4%), Rio Grande do Sul (8,8%) e Santa Catarina (6,1%). As outras taxas positivas foram no Ceará (3,6%), Goiás (3,2%), Pernambuco (1,5%), São Paulo (0,5%) e Bahia (0,1%).

Sazonal

Na série com ajuste sazonal, 8 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas em maio deste ano, acompanhando o recuo (-0,2%) da indústria nacional. As quedas mais acentuadas foram no Espírito Santo (-2,2%), Rio Grande do Sul (-1,4%), Santa Catarina (-1,3%) e Minas Gerais (-1,0%), com Região Nordeste (-0,9%), Ceará (-0,9%), Mato Grosso (-0,7%) e Pernambuco (-0,6%) a seguir. O Pará teve a maior alta da série histórica (59,1%) com a retomada do setor extrativo. As demais taxas positivas foram no Rio de Janeiro (8,8%), Goiás (1,6%), Amazonas (1,2%), Bahia (1,1%), Paraná (0,7%) e São Paulo (0,1%).

Com o decréscimo de 0,2% da produção industrial nacional entre abril e maio de 2019, na série com ajuste sazonal, oito dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas. Os recuos mais acentuados foram no Espírito Santo (-2,2%), Rio Grande do Sul (-1,4%), Santa Catarina (-1,3%) e Minas Gerais (-1,0%), com o primeiro local marcando a segunda taxa negativa consecutiva e acumulando perda de 6,7% no período; o segundo eliminando parte do crescimento de 3,2% registrado em março e abril de 2019; o terceiro interrompendo quatro meses seguidos de alta, período em que acumulou expansão de 4,9%; e o último voltando a recuar após apontar ligeiro acréscimo de 0,1% em abril de 2019. Região Nordeste (-0,9%), Ceará (-0,9%), Mato Grosso (-0,7%) e Pernambuco (-0,6%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em maio de 2019.

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No lado das altas, o Pará mostrou crescimento atípico de 59,1%, o avanço mais elevado nesse mês e na série histórica da pesquisa, impulsionado pela retomada da produção de importante planta produtiva no setor extrativo. Essa expansão reverteu três meses consecutivos de queda, com perda acumulada de 38,7% no período. As demais taxas positivas foram no Rio de Janeiro (8,8%), Goiás (1,6%), Amazonas (1,2%), Bahia (1,1%), Paraná (0,7%) e São Paulo (0,1%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral da indústria recuou (-0,4%) no trimestre encerrado em maio, frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018. Esse indicador ficou negativo em sete dos quinze locais pesquisados e os recuos mais acentuados foram em Mato Grosso (-1,6%), Espírito Santo (-1,3%), Região Nordeste (-1,3%), Minas Gerais (-1,0%), Bahia (-0,8%) e Pará (-0,7%). Já as maiores altas foram no Rio de Janeiro (1,9%), Paraná (0,9%), Goiás (0,6%), Pernambuco (0,6%) e Rio Grande do Sul (0,6%).

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Economia

Caixa reduz juros e anuncia R$ 33 bi em estímulos para economia

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A Caixa Econômica Federal reforçou, em R$ 33 bilhões, as linhas de crédito para enfrentar a crise provocada pelo coronavírus. O dinheiro se somará aos R$ 78 bilhões anunciados na semana passada, o que totalizará R$ 111 bilhões em recursos injetados.

Os R$ 33 bilhões adicionais serão destinados a linhas de capital de giro para empresas, que ganharam reforço de R$ 20 bilhões; para a compra de carteiras (R$ 10 bilhões); para o crédito a Santas Casas (R$ 2 bilhões) e para o crédito agrícola (R$ 1 bilhão).

A Caixa também cortou as taxas de juros do cheque especial para pessoa física, do parcelamento da fatura do cartão de crédito, de capital de giro, de empréstimos para hospitais, para o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e para o penhor. Os juros reduzidos entrarão em vigor em 1º de abril para o cheque especial e o cartão de crédito. Para os demais produtos, as taxas já estão em vigor.

Os juros do cheque especial passaram de 4,95% para 2,90% ao mês. As taxas do parcelamento da fatura do cartão caíram de 7,7% ao mês (em média) para juros a partir de 2,90% ao mês. Para o capital de giro, as taxas máximas passaram de 2,76% para 1,51% ao mês. As taxas do CDC caíram de 2,29% para 2,17% ao mês. Os juros do penhor foram cortados de 2,1% para 1,99% ao mês. Nas linhas de crédito para hospitais, as taxas passaram de 0,96% para 0,8% ao mês

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O período em que o cliente pode ficar sem pagar as parcelas passou de 60 para 90 dias. A medida abrange o crédito a pessoas físicas, a pessoas jurídicas, a hospitais e o crédito habitacional para pessoas físicas e empresas.

Estados e municípios

O banco reforçou o volume de empréstimos para estados e municípios. A medida abrange os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o Financiamento à Infraestrutura e Saneamento Ambiental (Finisa). De 2 a 17 de março, a Caixa empestou R$ 3,35 bilhões a governos locais, em 246 operações com 195 tomadores. Ainda estão em estudo outras 324 operações, no total de R$ 1,81 bilhão.

Conforme a Medida Provisória 927, o banco suspendeu o recolhimento do FGTS pelos empregadores em março, abril e maio. Quem não recolher pode parcelar o valor em até seis vezes, tendo o certificado de regularidade do FGTS prorrogado por 90 dias. O empregador que precisar suspender o pagamento precisará declarar as informações dos trabalhadores no aplicativo Sefip.

Micro e pequenas empresas

A Caixa anunciou uma linha de capital de giro para manutenção da folha de pagamento das micro e pequenas empresas. O valor não foi divulgado. O banco firmou parcerias para ampliação de linhas de crédito e para o suporte a pequenos negócios por meio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A antecipação de recebíveis, quando o comerciante recebe adiantado o valor de compras com cartão de crédito, terá taxas reduzidas.

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