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Mercados globais operam em queda com tensão geopolítica, realização de lucros no Brasil e volatilidade nas bolsas internacionais

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Mercados internacionais registram perdas em Nova York e Ásia, enquanto Europa encerra de forma mista; no Brasil, Ibovespa passa por correção após sequência de máximas, com dólar próximo de R$ 5 e atenção voltada ao petróleo e fluxo estrangeiro.

Bolsas globais refletem aversão ao risco e incertezas geopolíticas

Os mercados financeiros globais encerraram as últimas sessões em cenário de forte cautela, influenciados principalmente pela escalada das tensões no Oriente Médio, oscilação dos preços do petróleo e resultados corporativos mistos no setor de tecnologia.

Em Wall Street, o movimento foi negativo. O Dow Jones caiu 0,32%, enquanto o S&P 500 recuou 0,57% e o Nasdaq teve baixa de 0,87%, pressionado por preocupações com o impacto da inteligência artificial sobre empresas de software e valuation do setor.

Na Europa, o desempenho foi misto. O índice STOXX 600 subiu 0,12%, encerrando aos 614,63 pontos. Entre os principais mercados, o FTSE 100 (Londres) caiu 0,19%, o DAX (Frankfurt) recuou 0,16%, enquanto o CAC 40 (Paris) avançou 0,87%, liderando os ganhos regionais.

Na Ásia, o cenário foi predominantemente negativo. O Hang Seng caiu 0,95%, o SSEC recuou 0,33%, e o CSI300 perdeu 0,35%, refletindo o aumento da aversão ao risco global. Em contraste, o Kospi (Coreia do Sul) fechou estável, enquanto o Taiwan Taiex avançou 3,23%, impulsionado pelo setor de tecnologia.

China oscila entre tensão geopolítica e otimismo com inteligência artificial

As bolsas chinesas foram pressionadas por incertezas no Oriente Médio e pela redução do otimismo dos investidores diante do cenário global. A paralisação das negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã aumentou a aversão ao risco, enquanto o fortalecimento do dólar também pesou sobre os mercados.

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O setor de telecomunicações liderou as perdas na China, com queda superior a 4%. Por outro lado, o segmento de semicondutores avançou após o lançamento de um novo modelo de inteligência artificial pela startup DeepSeek, que impulsionou expectativas de demanda por chips locais.

O índice de semicondutores da China subiu 1,8%, enquanto em Hong Kong empresas do setor como a Huahong Semiconductor e a SMIC registraram fortes altas, refletindo o otimismo com a tecnologia de IA.

Ibovespa passa por realização de lucros após sequência de recordes

No Brasil, o Ibovespa opera em fase de correção após queda no pregão anterior, quando recuou abaixo dos 192 mil pontos, depois de ter renovado sucessivas máximas históricas próximas dos 200 mil pontos.

O movimento é interpretado como realização de lucros, após forte valorização de ações ao longo de 2026. Papéis que acumulam ganhos recentes passaram a registrar ajustes, em um cenário natural de acomodação do mercado.

O fluxo de investidores estrangeiros segue como fator de suporte relevante, mantendo participação recorde na Bolsa brasileira, o que ajuda a amortecer quedas mais acentuadas.

Petróleo acima de US$ 100 reforça volatilidade global

O avanço do petróleo Brent acima de US$ 100 por barril segue como um dos principais vetores de instabilidade nos mercados. A alta está diretamente ligada às tensões no Oriente Médio e à preocupação com possíveis impactos na oferta global.

O cenário geopolítico também mantém atenção voltada ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte global de petróleo, elevando o prêmio de risco dos ativos.

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Câmbio, fluxo estrangeiro e indicadores dos EUA no radar

O dólar comercial abriu próximo da estabilidade, girando em torno de R$ 5,00, com o mercado atento à atuação do Banco Central e ao comportamento do fluxo internacional.

Entre os fatores monitorados pelos investidores estão:

  • Fluxo estrangeiro positivo na B3 em 2026, sustentando o Ibovespa
  • Nova prévia da carteira do Ibovespa, com mudanças em papéis e rebalanceamentos institucionais
  • Indicadores de confiança do consumidor nos EUA, que influenciam o apetite global por risco
  • Análise técnica do Ibovespa aponta zonas de suporte e resistência

No cenário técnico, analistas destacam suportes relevantes para o índice em 188 mil pontos e 184,3 mil pontos, caso a correção se intensifique.

Já a região próxima dos 200 mil pontos permanece como principal resistência, sendo o nível-chave para retomada de uma nova perna de alta.

Conclusão: mercado global segue sensível a geopolítica e juros

O comportamento recente das bolsas reforça um ambiente global marcado por volatilidade, onde decisões de política monetária, conflitos geopolíticos e movimentos do setor de tecnologia seguem ditando o rumo dos ativos.

No Brasil, apesar da correção de curto prazo, o fluxo estrangeiro e o cenário de commodities ainda sustentam o viés estrutural do mercado, enquanto investidores acompanham com atenção os desdobramentos externos que continuam influenciando o apetite por risco.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Renegociação de dívidas rurais avança no Congresso e pode liberar até R$ 10 milhões por produtor

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A aprovação do Projeto de Lei 5122/2023 pelo Senado Federal reacendeu a expectativa do setor agropecuário por uma solução para o crescente endividamento dos produtores rurais brasileiros. A proposta, que cria uma linha especial de refinanciamento de dívidas rurais, retornará à Câmara dos Deputados para análise das alterações realizadas pelos senadores antes de seguir para eventual sanção presidencial.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) manifestou apoio à aprovação definitiva do projeto, destacando que a medida pode representar um importante instrumento para recomposição financeira do setor produtivo em um momento marcado por rentabilidade reduzida, custos elevados e restrições de acesso ao crédito.

Setor enfrenta aumento dos custos e queda na rentabilidade

Nos últimos anos, produtores rurais de diversas regiões do país vêm enfrentando desafios que pressionam o fluxo de caixa das propriedades. Entre os principais fatores estão a alta dos custos de produção, a valorização de insumos agrícolas, as oscilações cambiais, a queda nos preços de diversas commodities e o aumento das taxas de financiamento.

Segundo a Famato, esse cenário tem comprometido a capacidade de investimento dos produtores e ampliado as dificuldades para o custeio das próximas safras.

Além dos impactos climáticos registrados em diferentes estados, a entidade destaca que fatores econômicos e geopolíticos também contribuíram para agravar a situação financeira do setor, reduzindo margens e elevando os riscos da atividade agropecuária.

Projeto amplia alcance e inclui perdas econômicas

Uma das principais mudanças aprovadas pelo Senado foi a ampliação do alcance da proposta.

Inicialmente voltado para produtores afetados por eventos climáticos adversos, o texto passou a contemplar também agricultores e pecuaristas impactados por perdas econômicas relacionadas a fatores externos, incluindo conflitos geopolíticos internacionais e oscilações de mercado que afetem diretamente a atividade produtiva.

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Na avaliação da Famato, a alteração torna o projeto mais alinhado à realidade do agronegócio brasileiro, que atualmente convive com desafios que vão além das questões climáticas.

Crédito caro preocupa produtores para a próxima safra

Outro fator apontado pela entidade é o elevado custo do crédito rural.

Com operações de financiamento alcançando taxas próximas de 20% ao ano em algumas modalidades, muitos produtores encontram dificuldades para renovar linhas de crédito, financiar o custeio agrícola e renegociar compromissos já existentes.

A situação gera preocupação especialmente neste período de planejamento da próxima safra, quando aumentam as necessidades de aquisição de insumos como fertilizantes, sementes, defensivos agrícolas, óleo diesel e máquinas.

Para a Famato, a renegociação das dívidas em condições mais adequadas é fundamental para garantir a continuidade da produção e preservar a capacidade de investimento das propriedades rurais.

Famato defende condições compatíveis com a realidade do campo

O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, avalia que qualquer programa de refinanciamento precisa considerar a realidade econômica enfrentada pelos produtores rurais.

Segundo ele, uma repactuação eficiente deve oferecer juros reduzidos, prazos compatíveis com os ciclos produtivos e períodos de carência suficientes para permitir a reorganização financeira das propriedades.

“A renegociação das dívidas rurais é uma medida necessária para devolver previsibilidade ao produtor, preservar a capacidade de investimento no campo e garantir que a produção continue avançando. O setor precisa de condições compatíveis com a realidade enfrentada hoje pelo agro”, afirma.

O que prevê o PL 5122/2023

O Projeto de Lei 5122/2023 cria uma linha especial destinada ao refinanciamento de dívidas de produtores rurais, associações, cooperativas de produção e condomínios rurais que atendam aos critérios estabelecidos na legislação.

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Entre os principais pontos da proposta estão:

  • Refinanciamento de operações de crédito rural, empréstimos e Cédulas de Produto Rural (CPRs);
  • Possibilidade de renegociação de contratos firmados até 31 de dezembro de 2025;
  • Recalculação dos débitos sem incidência de multas, mora e outros encargos por inadimplência;
  • Limite de até R$ 10 milhões por produtor rural;
  • Limite de até R$ 50 milhões para associações, cooperativas e condomínios rurais;
  • Prazo de pagamento de até dez anos;
  • Carência de até três anos, conforme as condições estabelecidas.

O texto também autoriza a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, além de outras fontes permitidas pelo governo federal, para viabilizar a nova linha de crédito.

Aprovação pode beneficiar milhares de produtores

Na avaliação da Famato, a aprovação definitiva da proposta poderá gerar alívio financeiro para milhares de produtores rurais em todo o país, contribuindo para a regularização de passivos, a manutenção da atividade produtiva e a preservação da capacidade de investimento no campo.

A entidade defende que a Câmara dos Deputados avance na análise das alterações promovidas pelo Senado e conclua a tramitação do projeto, permitindo que a medida seja regulamentada e colocada em prática o mais rapidamente possível.

Enquanto aguarda a definição legislativa, a orientação aos produtores é manter planejamento financeiro rigoroso, priorizar a gestão de custos e adotar cautela na contratação de novos compromissos, especialmente em um cenário de crédito caro e margens ainda pressionadas para boa parte das atividades do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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