Brasil
GT do Sistema Brasileiro de Posicionamento, Navegação e Tempo (PNT) conclui relatório
O grupo de trabalho instituído para propor ações para a implementação do futuro Sistema Brasileiro de Posicionamento, Navegação e Tempo (PNT) apresentou nesta quinta-feira (2) seu relatório final. O documento foi entregue na reunião do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB), em Brasília (DF).
Em atuação desde 2025, o grupo foi coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com a participação de 14 órgãos de governo. O objetivo foi elaborar um estudo para mapear as capacidades do País e propor soluções para o desenvolvimento de um sistema de posicionamento nacional e sincronização de tempo para segurança de redes digitais e financeiras.
Exemplos internacionais de sistemas de geolocalização são o GPS dos Estados Unidos, o Glonass, da Rússia, e o BeiDou, da China. A infraestrutura nacional é considerada uma estrutura relevante para garantir autonomia e segurança além de diminuir a dependência de tecnologias externas.
A entrega do documento ao CDPEB teve participação do secretário-executivo adjunto do MCTI, Sérgio Cruz; do secretário de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do MCTI, Daniel Almeida; e do diretor de Programas de Inovação da pasta, Osório Coelho. Também estiveram presentes representantes de outras instituições vinculadas ao MCTI, como a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Financiador de Estudos e Projetos (Finep).
Para o secretário Daniel Almeida, a conclusão do relatório reforça o papel da ciência e do setor espacial em propor soluções para o País. Segundo ele, as recomendações do GT visam assegurar a capacidade do país em gerenciar e operar suas próprias estruturas espaciais estratégicas.
O material servirá como subsídio para os próximos passos de governança regulatória, atração de investimento para a base industrial de defesa e aeroespacial e direcionamento do fomento à pesquisa e engenharia de ponta.
Brasil
Ministério da Saúde atualiza normas para organização da infraestrutura da saúde indígena
O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, 6 de julho, a Portaria GM/MS nº 11.925, que atualiza as normas de organização física dos estabelecimentos de saúde do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). A medida estabelece parâmetros mínimos assistenciais, funcionais e arquitetônicos para implantação, ampliação e adequação das unidades de saúde indígena.
As mudanças indicam a padronização da rede física do SasiSUS, considerando as especificidades culturais, geográficas e sanitárias dos povos indígenas. De acordo com a Secretária Adjunta da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Putira Sacuena, a atualização amplia as tipologias de edificações reconhecidas oficialmente. “Além de manter os estabelecimentos já consolidados, como as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), as sedes de Polo Base, as Casas de Saúde Indígena (Casai) e os alojamentos, a nova regulamentação incorpora equipamentos que respondem de forma mais adequada à diversidade territorial, cultural e assistencial dos nossos povos indígenas”.
As tipologias dos estabelecimentos passam a contar com definições mais claras sobre atribuições e parâmetros de funcionamento. Entre as mudanças, está a regulamentação do Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI), unidade destinada à oferta de serviços especializados, atendimento em situações de urgência e emergência, vigilância em saúde e resposta a emergências sanitárias. A estrutura oferecerá cuidados especializados, especialmente em regiões remotas.
A portaria também institui o Ponto de Atendimento em Saúde Indígena (Pasi), destinado a comunidades de pequeno porte ou localizadas em áreas de difícil acesso. Essa estrutura permitirá a oferta de ações de atenção primária, prevenção e promoção da saúde por meio de atendimentos programados realizados pelas Equipes Multiprofissionais de Saúde Indígena (EMSI).
A portaria ainda prevê a criação da Casa de Passagem de Saúde Indígena (Capasi), espaço destinado ao acolhimento temporário de usuários indígenas e seus acompanhantes durante deslocamentos para atendimento especializado ou tratamentos de curta duração.
A norma também atualiza a gestão da assistência farmacêutica ao instituir a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) como unidade específica para armazenamento, controle e distribuição de medicamentos e insumos estratégicos.
Outro ponto é a atualização da classificação das Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), que passam a ser dimensionadas conforme o porte populacional das aldeias, permitindo adequação da infraestrutura às necessidades de cada território. As Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai) também passam a ser classificadas em níveis de referência local, regional e nacional.
A portaria cita as medicinas indígenas e o diálogo intercultural, indicando as Casas de Medicinas Indígenas como espaços destinados à preservação dos conhecimentos tradicionais, ao cuidado integral e à promoção da interação entre os saberes ancestrais e a medicina convencional.
A regulamentação estabelece ainda, que os projetos deverão considerar aspectos como perfil epidemiológico, características socioculturais, condições geográficas, logística de acesso, população assistida e planejamento distrital.
Sílvia Alves
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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