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Governo federal reforça investimento para o controle ao desmatamento em municípios da região do sudeste do Pará

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou na última segunda-feira (8/9) a entrega de equipamentos para estruturar e fortalecer o controle do desmatamento e o combate a incêndios florestais nos municípios do sudeste do Pará. O ato ocorreu no Centro de Eventos Vilmar Soa, em Altamira, com a presença de prefeitos, vereadores e gestores de órgãos ambientais do estado e das cidades beneficiadas. A iniciativa, realizada com apoio do Projeto Floresta+ Amazônia, integra o Programa União com Municípios, que reforça a governança ambiental no combate ao desmatamento.  

Durante o evento, 27 municípios do Pará, que aderiram ao programa, receberam o aporte. Entre as ações previstas está a instalação de escritórios de governança e monitoramento do desmatamento nas prefeituras. 

Cada município será apoiado com o valor de aproximadamente R$ 700 mil para instalação e estruturação dos escritórios de governança. O apoio contempla, softwares, equipamentos de georreferenciamento, drones, motocicletas, embarcações e veículos utilitários, pacote de internet móvel, destinados a fortalecer a capacidade institucional dos beneficiários.  

A estratégia contribui para o fortalecimento das ações de monitoramento, prevenção e controle do desmatamento e da degradação florestal na Amazônia, além de oferecer cursos de capacitação para equipes técnicas e servidores municipais. 

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O diretor de Ordenamento Ambiental Territorial da Secretaria Extraordinária de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, Marcelo Trevisan, afirmou que a entrega dos equipamentos representa um avanço dos esforços do governo federal para alcançar a meta de desmatamento zero. É um esforço de integração e fortalecimento das gestões locais, garantindo condições para que as prefeituras tenham estrutura e capacidade técnica para monitorar, planejar e agir em seus territórios”.  

Com a instalação dos escritórios de governança, estamos aproximando as políticas públicas do dia a dia da gestão municipal, promovendo soluções que unem desenvolvimento sustentável e conservação da floresta”, completou Marcelo Trevisan. 

O programa União com Municípios foi criado pelo governo federal em setembro de 2023. O projeto, coordenado pelo MMA, integra o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), retomado em junho de 2023, após suspensão na gestão anterior. A iniciativa prevê investimento total de R$ 785 milhões para promover o desenvolvimento sustentável em um grupo formado por 81 municípios. Saiba mais aqui 

Floresta+ Amazônia 

O projeto é coordenado pelo MMA, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e financiamento do Fundo Verde para o Clima (GCF). A ação busca fortalecer a conservação da Amazônia por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e do incentivo a soluções sustentáveis que unem biodiversidade e desenvolvimento local. Também conta com o apoio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam). 

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Confira a lista dos 27 municípios beneficiados no Pará: 
Altamira 
Anapu 
Bannach 
Cumaru do Norte 
Dom Eliseu 
Itaituba 
Itupiranga 
Jacareacanga 
Marabá 
Medicilância 
Moju 
Mojuí dos Campos 
Novo Progresso 
Pacajá 
Paragominas 
Placas 
Portel 
Prainha 
Rondon do Pará 
Rurópolis 
Santa Maria das Barreiras 
Santana do Araguaia 
São Félix do Xingu 
Senador José Porfírio 
Trairão 
Ulianópolis 
Uruará 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Programa ARPA Comunidades recebe R$ 370 milhões para fortalecer comunidades extrativistas e conservação de 23 milhões de hectares na Amazônia

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O Governo do Brasil anunciou nesta quarta-feira (10/6) a captação de R$ 370 milhões em doações internacionais para o Programa ARPA Comunidades, iniciativa lançada durante a COP30, em Belém (PA), e instituída pelo Decreto nº 12.484/2025. Os recursos serão destinados ao fortalecimento das cadeias da sociobioeconomia e ao desenvolvimento sustentável de comunidades extrativistas que vivem em unidades de conservação da Amazônia. 

A iniciativa tem como objetivo reconhecer e valorizar os serviços ambientais prestados pelas populações tradicionais que atuam diariamente na conservação da floresta. O programa busca fortalecer a gestão territorial, ampliar oportunidades de geração de renda e promover melhores condições de vida para as comunidades que vivem e protegem os territórios amazônicos. 

Desde seu lançamento, o ARPA Comunidades já mobilizou compromissos de aproximadamente US$ 70 milhões em doações. Com negociações e captações em andamento, a expectativa é alcançar cerca de US$ 120 milhões nos próximos anos, consolidando uma das maiores iniciativas de apoio às populações tradicionais voltadas à conservação ambiental no mundo. 

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O programa prevê ações em 60 Unidades de Conservação de Uso Sustentável, entre Reservas Extrativistas (Resex) e Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), contribuindo para a conservação de cerca de 23 milhões de hectares de floresta amazônica. A estratégia parte do reconhecimento de que a proteção da floresta está diretamente associada ao fortalecimento das comunidades que nela vivem e dependem dos recursos naturais para sua subsistência. 

Inspirado no Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), criado em 2002, o ARPA Comunidades direciona investimentos para os povos e comunidades tradicionais responsáveis pela manutenção da floresta em pé. A estratégia integra o movimento Enduring Earth (Terra Duradoura, em tradução livre), que estabelece parcerias entre países e comunidades para acelerar os esforços de conservação, combater a perda de biodiversidade, garantir financiamento duradouro e melhorar o desenvolvimento econômico usando o modelo de Financiamento de Projetos para a Permanência.   

A mobilização de recursos conta com o apoio de governos e organizações internacionais comprometidos com a conservação da Amazônia e o desenvolvimento sustentável da região. Entre os apoiadores está o governo da Alemanha, por meio do banco de desenvolvimento KfW, que aprovou aporte de 22 milhões de euros. Organizações da sociedade civil, como WWF e Funbio, e doadores da filantropia internacional também já manifestaram apoio à iniciativa, reforçando a confiança da comunidade internacional na estratégia brasileira de conservação baseada no protagonismo das populações locais. 

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Ao integrar conservação ambiental, inclusão social e geração de renda, o ARPA Comunidades representa um novo modelo de investimento em proteção florestal, reconhecendo que o fortalecimento das comunidades tradicionais é condição fundamental para garantir a preservação da Amazônia e promover o desenvolvimento sustentável da região.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

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Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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