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PCPR conclui inquérito de acidente de trânsito em Irati e indicia motorista de caminhão

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu, nesta quinta-feira (11), o inquérito policial que apurou o sinistro de trânsito ocorrido no dia 23 de maio de 2026, no centro de Irati, na região Sudeste do Estado. 

O episódio resultou na morte instantânea do condutor de uma motocicleta, de 21 anos, e causou ferimentos na passageira do veículo, uma mulher, de 18. 

O motorista do caminhão furgão envolvido, de 58, residente no município de Taguaí (SP) e que estava apenas de passagem por Irati para realizar uma entrega de flores, foi indiciado pelos crimes de homicídio culposo, lesão corporal culposa e fuga do local do acidente.

O acidente aconteceu durante a madrugada no cruzamento das ruas Antônio Cândido Cavalin e Lino Esculápio. Segundo a reconstrução do ocorrido feita pela PCPR, o motorista do caminhão furgão fez uma conversão abrupta à esquerda e interceptou a trajetória da motocicleta. Devido à pista molhada pela garoa, o motociclista tentou desviar, mas a moto deslizou e foi parar debaixo do caminhão.

Após passar com os eixos sobre a motocicleta e as vítimas, o caminhão evadiu-se imediatamente do local pela Rua Dezenove de Dezembro, inclusive trafegando pela contramão, sem prestar qualquer tipo de socorro. 

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De acordo com o delegado da PCPR Luis Henrique Dobrychtop, a passageira da motocicleta foi socorrida e submetida a atendimento médico. 

O caminhão foi posteriormente interceptado pela Polícia Militar do Paraná (PMPR) na cidade de General Carneiro, viabilizando a identificação do condutor e do passageiro do caminhão.

No curso das investigações, foi representado perante o Poder Judiciário pela decretação da prisão preventiva do motorista do caminhão, fundamentando o pedido na gravidade concreta da conduta e na imediata fuga do local do crime.

“O pedido de prisão foi indeferido pelo Poder Judiciário. O magistrado entendeu que o caso envolve crimes de trânsito culposos. Pela legislação brasileira, a prisão preventiva é reservada a crimes dolosos com pena máxima superior a quatro anos, tornando a prisão inviável neste estágio do processo”, explicou o delegado.

Após concluir as diligências e ouvir as testemunhas, a PCPR indiciou o motorista do caminhão por três crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro. Ele poderá responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor (Art. 302) devido à morte do motociclista, e por lesão corporal culposa (Art. 303) em razão dos ferimentos causados na passageira. Ambos os crimes tiveram a pena agravada pela omissão de socorro. Além disso, o condutor foi indiciado pelo crime de afastamento do local do acidente para fugir à responsabilidade penal ou civil (Art. 305).

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O inquérito relatado foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para a adoção das medidas processuais cabíveis.

DENÚNCIAS – A população ainda pode contribuir com investigações que estejam em andamento. Denúncias podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia.

Se o crime estiver acontecendo neste momento, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

Fonte: PJC PR

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PCPR indicia madrasta por coautoria em feminicídio de adolescente em General Carneiro

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou uma mulher, de 35 anos, por coautoria no feminicídio de uma adolescente, de 15, e por fraude processual em General Carneiro, no Sul do Estado. O crime ocorreu no dia 26 de janeiro de 2025 e a conclusão do inquérito foi divulgada nesta semana.

A investigação teve início após o registro do desaparecimento da adolescente. No dia seguinte, a vítima foi localizada morta, apresentando sinais de estrangulamento no pescoço.
Durante as diligências, foram reunidas provas testemunhais, telemáticas, periciais e comportamentais que indicaram inconsistências na versão inicialmente apresentada pelos envolvidos. 

De acordo com o delegado da PCPR Thiers Andregotti, a adolescente, o pai adotivo e a madrasta retornaram juntos de uma confraternização realizada em Porto União, em Santa Catarina, horas antes do crime.
Após o retorno à residência da família, ocorreu uma discussão envolvendo a vítima e os investigados. A partir desse momento, teria sido construída uma falsa narrativa de desaparecimento para ocultar a dinâmica dos fatos.

“Três dias após o crime, o pai adotivo da adolescente morreu. Antes do falecimento, ele gravou um vídeo assumindo a autoria do homicídio e afirmando que a companheira não teria participação no caso. No entanto, a investigação identificou elementos que apontam para o possível envolvimento da mulher na prática criminosa e em ações posteriores destinadas a dificultar a apuração dos fatos”, completou o delegado. 

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Entre os elementos reunidos, estão análises de aparelhos celulares, imagens de monitoramento, mensagens extraídas de dispositivos eletrônicos e diligências relacionadas à suposta destruição de provas. Também foram periciados objetos recolhidos durante a investigação, alguns deles com vestígios de sangue humano.

Ao final do inquérito, a autoridade policial concluiu haver indícios suficientes de que a investigada teria concorrido para a prática do feminicídio, além de atuar na ocultação de elementos relevantes para a investigação. Ela foi indiciada por feminicídio em concurso de agentes e por fraude processual.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público para análise e adoção das medidas cabíveis. A investigada responde ao procedimento sob monitoramento eletrônico. 

DENÚNCIAS – A PCPR reforça o compromisso com a proteção de crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência.  Denúncias podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia.
Se o crime estiver acontecendo neste momento, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

Fonte: PJC PR

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