Brasil
Governo do Brasil lança pacote de proteção ambiental com criação e ampliação de Unidades de Conservação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (10/6), decretos que criam e ampliam duas Unidades de Conservação (UCs). O ato foi realizado durante cerimônia alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto. A iniciativa garante a proteção de cerca de 100 mil hectares na Caatinga e Amazônia.
Por meio do trabalho conjunto do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foi criado uma unidade e ampliada outra, cobrindo biomas estratégicos e fortalecendo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).
As UCs constituem instrumentos fundamentais para a proteção da biodiversidade brasileira, manutenção dos serviços ecossistêmicos, regulação climática, segurança hídrica e promoção do desenvolvimento sustentável nos territórios.
Amazônia
A criação do Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru, em Rondônia, com cerca de 7,6 mil hectares, fortalece a conectividade ecológica e a integridade dos ecossistemas amazônicos. A unidade assegura a proteção de remanescentes da Floresta Amazônica, de sítios arqueológicos e de espécies ameaçadas, além de contribuir para a preservação da memória e do território dos povos originários da região.
A nova UC também atende à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF nº 991, que homologou plano de trabalho para instituição do Parque Nacional Tanaru, como medida de proteção permanente do território tradicionalmente ocupado pelo povo Tanaru, após o falecimento de seu último representante. A decisão reconheceu a necessidade de preservar o patrimônio ambiental, arqueológico, cultural e a memória material e imaterial desse povo originário, qualificando a criação do parque como instrumento de reparação histórica e de garantia dos compromissos constitucionais de proteção aos povos indígenas e ao patrimônio socioambiental brasileiro.
O processo de criação do Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru contou com apoio da iniciativa Protecting Our Planet Challenge (POP).
Caatinga
A ampliação do Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí, representa um avanço significativo para a proteção de nascentes no semiárido brasileiro e para a conservação da biodiversidade da Caatinga, ao incorporar aproximadamente 92 mil hectares adicionais.
A medida fortalece a proteção dos recursos hídricos da região, assegura a conservação de uma área de elevada relevância ecológica e beleza cênica, ampliando o potencial de ecoturismo e geração de renda na região. Promovendo, assim, o desenvolvimento aliado à conservação.
A ampliação do parque encerra uma das mais longas e emblemáticas lutas socioambientais do Nordeste brasileiro. Após décadas de mobilização de comunidades, pesquisadores, organizações da sociedade civil, órgãos ambientais e do Ministério Público, a Serra Vermelha passa a contar com proteção integral, garantindo a conservação definitiva de uma área estratégica para a biodiversidade, os recursos hídricos e as paisagens da Caatinga.
Avanço
Essas iniciativas demonstram o compromisso do Governo do Brasil com a política ambiental brasileira, integrando conservação da natureza, proteção de territórios e promoção de oportunidades econômicas sustentáveis. As medidas também consolidam as UCs como pilares estruturantes de um modelo de desenvolvimento que alia proteção ambiental, inclusão social e prosperidade.
Além disso, a ampliação e a criação de UCs contribui para aproximar o Brasil de cumprir compromissos internacionais da Agenda 2030. A ampliação desses 140 mil hectares contribui diretamente para atingir a Meta 3 do Marco Global de Biodiversidade Kunming-Montreal, que prevê a proteção de pelo menos 30% das áreas terrestres e águas interiores do planeta até 2030.
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Brasil
Brasil destaca transição justa, igualdade salarial e regulação digital em conferência da OIT
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, concluiu sua agenda oficial na 114ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça, com participação em reuniões estratégicas sobre transição justa, igualdade salarial e regulação do trabalho em plataformas digitais.
O último dia de atividades, que ocorreu nesta quinta-feira (11), teve início com a participação do ministro na Reunião do Conselho Consultivo Internacional Ministerial sobre Transição Justa. No encontro, Luiz Marinho destacou o papel do Brasil na articulação de políticas que integram desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental. O ministro ressaltou que o país tem contribuído para o avanço dessa agenda ao alinhar metas climáticas à geração de empregos e à promoção do trabalho decente.
Na sequência, o ministro participou de reunião da Coalizão Internacional pela Igualdade Salarial (EPIC), que reúne governos e organizações comprometidos com a promoção da igualdade de remuneração entre homens e mulheres. Durante o encontro, foi debatida a construção de uma plataforma de intercâmbio de experiências entre países, com foco no fortalecimento do compromisso político global com a igualdade salarial.
Luiz Marinho destacou a experiência brasileira e a relevância do tema na agenda nacional. “No Brasil, a igualdade salarial é uma prioridade. Sob a liderança do presidente Lula, o país transformou esse compromisso em ação concreta com a sanção e a implementação da Lei da Igualdade Salarial”, ressaltou.
A agenda incluiu também a participação do Brasil na reunião da Coalizão Global para a Justiça Social, espaço voltado à articulação internacional de políticas públicas para a redução das desigualdades e a promoção do trabalho digno.
Cooperação internacional e trabalho em plataformas digitais
Ao final do dia, o ministro participou da reunião de encerramento da comissão normativa sobre economia de plataformas, que aprovou uma convenção internacional para regulamentar o trabalho no setor.
O instrumento reconhece as transformações promovidas pelas plataformas digitais e, ao mesmo tempo, busca enfrentar desafios relacionados à proteção social e às condições de trabalho.
A convenção estabelece princípios e direitos fundamentais, incluindo proteção à saúde e à segurança, remuneração mínima, acesso à seguridade social e maior transparência nos sistemas algorítmicos.
“Ao assegurar aos trabalhadores de plataformas digitais os princípios e direitos fundamentais no trabalho, bem como proteções específicas, a Convenção busca promover melhorias concretas nas condições de vida de milhões de trabalhadores em todo o mundo”, enfatizou Marinho.
Para o ministro, a aprovação do instrumento representa um marco importante na agenda internacional do trabalho. “Uma conquista significativa e o passo inicial para a construção de políticas de defesa dos trabalhadores de plataformas digitais.”
Encerramento da participação brasileira
A atuação do Brasil na 114ª Conferência Internacional do Trabalho reforça o protagonismo do país nos debates globais sobre trabalho, emprego e desenvolvimento sustentável, com destaque para temas como transformação tecnológica, inclusão social e justiça no mundo do trabalho.
Ao longo da programação em Genebra, o ministro Luiz Marinho participou de reuniões multilaterais, encontros bilaterais e sessões plenárias, contribuindo para a construção de consensos e para o fortalecimento da cooperação internacional em torno do trabalho decente.
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