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Força Nacional do SUS reforça assistência após chuvas intensas na Paraíba

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As fortes chuvas que atingiram a Paraíba nos últimos dias causaram impactos severos nos municípios de Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo. Diante da situação, o Ministério da Saúde enviou, no dia 11 de maio, seis profissionais da Força Nacional do SUS (FN-SUS) para apoiar a organização da rede assistencial e a gestão local.

“A Força Nacional do SUS está presente onde a população mais precisa, apoiando estados e municípios na proteção da vida e na organização da resposta em saúde. O Governo do Brasil tem mantido uma atuação permanente e solidária nas emergências em saúde pública em todo o país. Nenhum estado e nenhum município ficam para trás diante de uma situação assim. Trabalhamos de forma integrada, técnica e humanizada, para garantir cuidado às pessoas afetadas”, afirmou o diretor da FN-SUS, Rodrigo Stabeli.

As equipes realizaram o acompanhamento da saúde mental dos moradores dos municípios de Santa Rita, Rio Tinto, Conde e Mulungu, além do mapeamento e contato com lideranças de povos indígenas e comunidades tradicionais afetadas pelas chuvas. Os profissionais também atuaram no diagnóstico logístico e de segurança para eventual acionamento de missão.

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Os profissionais de saúde avaliaram, em campo, se a magnitude do desastre ultrapassava a capacidade de resposta dos municípios afetados e se a rede local de saúde conseguiria absorver os impactos provocados pelas chuvas. Os gestores e profissionais de saúde do estado receberam orientações dos agentes, distribuídos nos seguintes eixos de atuação:

  • Saúde Mental e Apoio Psicossocial: uma psicóloga, responsável pela gestão da missão, e um psiquiatra com especialização em pediatria e neurodesenvolvimento;
  • Assistência à Saúde: um médico e uma enfermeira;
  • Comunicação de Risco e Engajamento Comunitário: uma psicóloga;
  • Logística: um enfermeiro.

Monitoramento e orientações da Força Nacional do SUS

Desde a emissão dos primeiros alertas das chuvas no Nordeste, a FNSUS manteve monitoramento contínuo e sistemático dos eventos, articulado com gestores estaduais e municipais de saúde, Defesa Civil e demais órgãos do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. Uma Equipe de Resposta Rápida permaneceu de sobreaviso.

O Ministério da Saúde apoiou a gestão local na implementação de Sala de Situação, na elaboração de matriz de responsabilidades e na construção de planos de ação voltados à saúde, à saúde mental e à comunicação de risco para as comunidades afetadas.

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Além disso, serão realizados encontros formativos on-line com a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba e 32 municípios selecionados, bem como o monitoramento contínuo da situação.

Conheça a atuação da Força Nacional do SUS em situações de emergência

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde reúne parceiros para discutir temas de pesquisa do Proadi-SUS para os próximos três anos

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Ciência e gestão de mãos dadas para planejar os temas de pesquisa direcionados para a saúde pública, que atendam às necessidades e os desafios do Sistema Único de Saúde (SUS). Foi para ampliar esse propósito que o Ministério da Saúde reuniu em Brasília, no dia 15 de maio, gestores, representantes das secretarias da pasta e os parceiros do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), para levantar temas de pesquisas a serem desenvolvidas no triênio 2027/2029.

O encontro foi organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) e, na abertura, a secretária Fernanda De Negri destacou que o planejamento de uma agenda de pesquisa estruturante, de grande porte, que envolva vários hospitais e parcerias é fundamental para construir respostas e superar os desafios do SUS. “Podemos desenvolver uma agenda de pesquisa, na qual a ciência ajude a gente a resolver os grandes desafios que estão colocados para a sustentabilidade de um sistema como o SUS”, ressaltou De Negri, em mensagem de vídeo exibida na abertura do evento.

O objetivo do programa é atender as demandas da saúde pública tanto na esfera federal quanto estadual e municipal, de forma que as pesquisas científicas possam orientar os investimentos, ofereçam tratamentos mais modernos, serviços qualificados e as inovações cheguem ainda mais à população em todo o país. Assim, participaram da oficina instituições que integram o Proadi-SUS, bem como entidades que compõem o Comitê Gestor do Programa, como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

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Nesse contexto, o secretário-adjunto da SCTIE, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, reforçou que o Proadi-SUS tem se destacado como um instrumento de fomento bem-sucedido, exatamente por focar nas demandas concretas de cada região do país, traduzindo a ciência em resultados práticos.

“Diante da transição tecnológica que vem acontecendo nos últimos anos, essa oficina ocorre em um momento muito oportuno porque já no início temos a oportunidade de discutir o que fazer e olhar os projetos de forma integrada, em uma lógica de rede. Dessa forma, conseguimos construir ações que possam apoiar os verdadeiros operadores do sistema, que estão lá na ponta nos estados e nos municípios”, afirmou.

Entre os temas de pesquisa, ganham destaque:

  • Transformação digital e Inteligência Artificial;
  • Mudanças climáticas e impactos no SUS;
  • Genômica e Saúde de Precisão;
  • Envelhecimento populacional;
  • Pesquisa clínica de interesse do SUS;
  • Linhas de cuidado e plataformas para doenças crônicas.

Conheça o Proadi-SUS

Criado em 2009, o programa é financiado com recursos de imunidade tributária concedidos a hospitais sem fins lucrativos e que são referência em qualidade médico-assistencial. Esses hospitais filantrópicos executam serviços ambulatoriais e hospitalares não remunerados para a população, além de projetos de apoio em áreas como pesquisa de interesse público, avaliação de tecnologia em saúde, capacitação de recursos humanos e Desenvolvimento de técnicas e operações em gestão de serviços de saúde.

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Atualmente, participam do Proadi-SUS: AC Camargo Cancer Center, Einstein Hospital Israelita, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital do Coração (HCor), Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês.

Embora os hospitais de excelência estejam concentrados majoritariamente nas regiões Sul e Sudeste, há esforço conjunto do Ministério da Saúde e das instituições parceiras para ampliar a capilaridade nacional das pesquisas, que envolvam o território e a gestão local nas suas fases de planejamento e implementação. Essa estratégia permite maior representatividade populacional e regional.

 No triênio vigente (2024/2026), foram aprovados 44 projetos que receberam aproximadamente R$ 640 milhões em investimentos. As iniciativas contemplam temas para o fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação em saúde, com destaque para genômica e saúde de precisão, oncologia, cardiologia, doenças raras, saúde digital, resistência aos antimicrobianos, produtos de terapias avançadas, pesquisa clínica multicêntrica e políticas informadas por evidências.

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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