Brasil
Inteligência artificial é aliada na defesa dos biomas brasileiros e no combate ao desmatamento
A reitora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Tanara Lauschner, foi a convidada na Casa da Ciência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Belém (PA), desta quarta-feira (12). Ela abordou o uso da inteligência artificial (IA) na análise dos impactos das mudanças climáticas nos biomas brasileiros. A especialista falou sobre como a aplicação da IA em pesquisas pode ajudar no combate ao desmatamento e no monitoramento climático.
Ela apresentou abordagens já utilizadas pela Ufam em projetos de pesquisa e explicou que os modelos não precisam ser treinados do zero, mas adaptados de acordo com a necessidade de cada pesquisa.
Segundo Tamara, o monitoramento da biodiversidade exige uma análise com padrões de distribuição espacial, temporal e populacional. Para isso, é necessário a sincronização de dados heterogêneos de fontes e resultados distintos, garantindo um armazenamento constante de informações. Ela citou como exemplo o uso do ecoGPT, uma ferramenta não invasiva de análise de imagens para o monitoramento do solo em áreas de difícil acesso.
A palestrante ressaltou que a IA não é a única ferramenta a ser utilizada, e que a base de dados deve ser construída com políticas públicas de preservação e com o comprometimento ético de empresas públicas e privadas. “A IA é uma ferramenta importante, mas não é a bala de prata, ela sozinha não resolve. É importante ter investimento em base de dados, investimento na criação de modelos, principalmente com dados brasileiros, para que a gente possa prever eventos extremos, para que a gente possa prever também um pouco de como se comporta a longo prazo, as nossas florestas, a Floresta Amazônica, o Cerrado, todos os biomas”, afirmou.
Ética e governaria
Durante a palestra, a reitora falou sobre a importância do uso responsável da inteligência artificial, enfatizando que a transparência nos modelos de treinamento de dados é fundamental para a confiabilidade dos relatórios. Além disso, ela citou a necessidade de marcos regulatórios e da criação de uma avaliação e transparência ambiental obrigatória para empresas e instituições que usam IA.
Casa da Ciência
A Casa da Ciência do MCTI, no Museu Paraense Emílio Goeldi, é um espaço de divulgação científica, com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser um ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade. Até o dia 21, ela será a sede simbólica do ministério e terá exposições, rodas de conversa, oficinas, lançamentos e atividades interativas voltadas ao público geral. Veja a programação completa.
Brasil
Brasil Contra o Crime Organizado faz operação em 15 estados para identificar celulares em presídios
Brasília, 18/5/26 – Foi deflagrada, nesta segunda-feira (18), a 11ª fase da Operação Mute, realizada simultaneamente em 15 estados, com foco no combate à comunicação do crime organizado em presídios. A ação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), integra o programa do Governo Federal Brasil Contra o Crime Organizado.
A iniciativa tem como principal objetivo retirar celulares e outros itens proibidos das unidades prisionais, interrompendo comunicações ilícitas realizadas de dentro dos presídios. “Combater a comunicação ilícita nos presídios é fundamental no processo de asfixia do crime organizado, uma das diretrizes da nossa gestão”, declara o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.
As ações contam com o emprego de tecnologias e equipamentos especializados, adquiridos com investimento de R$ 59 milhões, como bloqueadores de sinal, scanners corporais, aparelhos de raio-X, drones, sistemas eletrônicos de fiscalização e georradar, utilizado na identificação de estruturas ocultas e possíveis rotas de fuga.
Histórico
Desde o início da Operação Mute, em 2023, já foram retirados 7.966 aparelhos celulares de unidades prisionais em todo o Brasil. Além da apreensão de eletrônicos, as ações combatem diversos ilícitos dentro dos estabelecimentos penais, fortalecendo o controle estatal e enfraquecendo a atuação de organizações criminosas. Com o Brasil Contra o Crime Organizado, essas operações serão intensificadas, em integração com as polícias penais dos estados.
Ao todo, mais de 38 mil policiais penais estaduais participaram das ações, e mais de 37 mil celas foram revistadas. Além da apreensão de eletrônicos, as iniciativas também combatem diferentes tipos de irregularidades nos estabelecimentos prisionais, fortalecendo o controle interno e enfraquecendo a atuação das organizações criminosas.
Na última semana, as ações Mute e Operação Modo Avião, no Tocantins (TO), contaram com o trabalho conjunto de mais de 70 policiais penais estaduais e federais. Na Bahia (BA), a primeira fase da Operação Mute estadual alcançou nove unidades de Salvador.
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