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Agro

Exportações de melão crescem na safra 2025/26, mas setor projeta ajustes para próxima temporada

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Exportações de melão recuam em março com fim da safra no Nordeste

As exportações brasileiras de melão registraram nova queda em março, refletindo o encerramento da safra 2025/26 no principal polo produtor do país. De acordo com dados do Comex Stat, o volume embarcado foi de 21,8 mil toneladas, o que representa uma redução de 47% em relação a fevereiro.

A receita também apresentou retração significativa, com queda de 53%, totalizando US$ 17 milhões (FOB).

Os principais destinos da fruta no período foram:

  • Países Baixos (35,9%)
  • Espanha (34,79%)
  • Reino Unido (26,02%)
Fim da safra no RN/CE impacta desempenho mensal

A redução nos embarques está diretamente ligada ao término da campanha nos estados do Rio Grande do Norte e Ceará, principais regiões exportadoras do Brasil.

Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, as colheitas foram encerradas até o fim de março, mesmo com a ocorrência de chuvas ao longo do mês. Em Mossoró, principal município produtor, o volume acumulado de precipitação chegou a aproximadamente 139 mm, conforme dados da prefeitura local.

Safra 2025/26 registra crescimento no acumulado

Apesar da queda mensal, o desempenho da temporada 2025/26 foi positivo quando analisado o período entre agosto e março.

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No acumulado da safra:

  • Volume exportado: 257,4 mil toneladas (+10%)
  • Receita: US$ 220,6 milhões (+25%)

O avanço foi impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo o aumento da demanda europeia, problemas produtivos em países concorrentes da América Central e a expansão da área cultivada no Brasil.

Entressafra mantém ritmo de exportações estável

Para o período de entressafra, entre abril e junho, parte dos produtores já iniciou as colheitas ainda em março, com embarques destinados ao mercado externo.

A expectativa do setor é de volumes semelhantes aos registrados nos últimos dois anos, que apresentaram crescimento nesse período. Isso deve ocorrer mesmo diante de uma produção mais elevada na América Central, já que a oferta desses países tende a diminuir ao longo do mês, assim como a brasileira, com a entrada da safra da Espanha.

Chuvas podem comprometer qualidade e exportações

Um dos principais desafios no curto prazo é a persistência das chuvas no Rio Grande do Norte e no Ceará. O excesso de precipitação tem prejudicado as colheitas e afetado a qualidade dos frutos.

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Com isso, parte da produção não atinge o padrão exigido para exportação, sendo destinada ao mercado interno, muitas vezes com comercialização a granel.

Conflito no Oriente Médio adia negociações da próxima safra

As discussões para os contratos da safra 2026/27, que normalmente começam no fim de março, estão sendo postergadas. O principal motivo é o cenário de incerteza gerado pelo conflito no Oriente Médio, que impacta diretamente os custos logísticos, especialmente os fretes marítimos.

Apesar do atraso nas negociações, o setor não prevê mudanças no calendário de início da próxima safra.

Setor avalia novos mercados e redução da dependência da Europa

Diante do aumento dos custos de transporte e da percepção de possível saturação do mercado europeu, exportadores brasileiros já estudam estratégias de diversificação.

Entre as alternativas em análise estão:

  • Ampliação dos embarques para o mercado asiático
  • Aumento das exportações para países como o Canadá

A movimentação busca reduzir a dependência da Europa e garantir a manutenção de volumes expressivos de exportação nas próximas temporadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Saúde impulsiona consumo de orgânicos e acelera expansão do mercado no Brasil

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Consumo de orgânicos cresce impulsionado por mudança de comportamento do consumidor

O consumo de alimentos orgânicos segue em expansão no Brasil, impulsionado principalmente pela busca por hábitos mais saudáveis. De acordo com pesquisa da Organis, 50% dos consumidores apontam a melhoria da saúde como principal motivação de compra, enquanto 48% associam os produtos a uma alimentação mais saudável e 16% destacam a ausência de agrotóxicos.

O movimento reflete uma transformação no perfil do consumidor brasileiro, que passou a priorizar alimentos mais naturais, menos processados e com maior transparência de origem — tendência que ganhou força especialmente após a pandemia.

Crescimento do consumo e mudança de perfil do mercado

O levantamento mais recente da Organis indica que 36% dos entrevistados já consumiram produtos orgânicos, um avanço em relação aos 31% registrados em pesquisa anterior.

Apesar da ampliação da oferta de produtos industrializados dentro do segmento, o consumo ainda é fortemente concentrado em alimentos in natura. As verduras lideram a preferência dos consumidores (57%), seguidas por frutas (55%) e legumes (44%).

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Entre os itens mais consumidos, destacam-se:

  • Alface (67%)
  • Banana (64%)
  • Batata (36%)

Esses dados reforçam a consolidação dos orgânicos no consumo cotidiano, especialmente em itens básicos da alimentação.

Saúde, sustentabilidade e rastreabilidade ganham relevância

Além da preocupação com a saúde, outros fatores também vêm ganhando peso na decisão de compra, como rastreabilidade, sustentabilidade e impacto ambiental positivo.

Segundo especialistas do setor, essa mudança amplia o alcance do mercado orgânico e fortalece o segmento de saudabilidade como um todo, incluindo categorias como alimentos funcionais, produtos plant-based, suplementos naturais e bebidas saudáveis.

“Essa tendência vem fortalecendo não apenas o segmento de alimentos orgânicos, mas todo o mercado de saudabilidade e wellness”, destaca Fernando Ruas, CEO da Francal.

Bio Brazil Fair 2026 reforça protagonismo do setor na América Latina

A evolução do consumo de orgânicos também se reflete no crescimento da Bio Brazil Fair | Biofach América Latina, principal evento do setor na região.

Organizada pela Francal, a feira chega à sua 20ª edição e será realizada entre os dias 10 e 13 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento reúne empresas, produtores e profissionais do setor e acompanha de perto as mudanças no comportamento do consumidor brasileiro.

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Ao completar duas décadas, a feira se consolida como um dos principais espaços de observação das transformações do mercado orgânico e das tendências ligadas à alimentação saudável e ao consumo sustentável no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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