Connect with us


Paraná

Ex-secretário de Saúde de Vitorino denunciado pelo MPPR na Operação Assepsia é condenado a mais de 14 anos de prisão por concussão e lavagem de dinheiro

Publicado em

A partir de denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Pato Branco, no Sudoeste do estado, o Juízo da Vara Criminal da comarca condenou um ex-secretário municipal de Saúde de Vitorino (município que integra a comarca) a 14 anos, um mês e dez dias de reclusão em regime inicial fechado. O ex-gestor foi responsabilizado pela prática dos delitos de concussão, por 22 vezes, e lavagem de ativos, por cinco vezes. Na mesma sentença, um sobrinho do ex-secretário foi condenado a cinco anos e dois meses de reclusão em regime inicial semiaberto, também pelo crime de lavagem de ativos.

A ação penal é um desdobramento da Operação Assepsia, conduzida pelo Ministério Público. Conforme demonstrado nos autos, o ex-secretário exigiu ilegalmente, entre 2020 e fevereiro de 2022, o repasse de parte da remuneração de um médico contratado pelo poder público por meio de pessoa jurídica. A manutenção do contrato do profissional de saúde estava condicionada ao pagamento mensal desses valores em espécie ao então secretário. A prática criminosa causou um prejuízo de R$ 281.525,00 aos cofres públicos, valor que deverá ser reparado com as devidas atualizações.

Leia mais:  Com a volta do calor, IAT apresenta guia para curtir as cachoeiras do Paraná

Para ocultar e dissimular a origem ilícita dos recursos, reduzindo o volume de dinheiro em espécie movimentado, o ex-gestor contou com a participação de seu sobrinho. O parente cedeu sua conta bancária pessoal, sem possuir qualquer vínculo com o médico contratado, para receber transferências que configuraram as cinco práticas de lavagem de capitais.

Além das penas privativas de liberdade, a decisão judicial determinou o pagamento de dias-multa (344 para o ex-secretário e 70 para seu sobrinho, com cada dia-multa equivalendo a 30 avos do salário mínimo vigente na época dos delitos) e a reparação mínima dos danos causados ao Município de Vitorino e ao consórcio de saúde, nos valores de R$ 360.614,38 a serem pagos pelo ex-secretário e de R$ 28.691,55, por seu sobrinho. Ainda cabe recurso da decisão.

Processo 0012199-28.2023.8.16.0131

Matérias anteriores (Operação Assepsia):

30/05/2023 – MPPR cumpre mandados de busca e de prisão em Pato Branco e Vitorino em operação que apura possíveis fraudes em contratos na área de saúde

22/05/2024 – Ministério Público do Paraná denuncia ex-secretário de Saúde de Mangueirinha e mais quatro réus investigados na Operação Assepsia por desvio de dinheiro público

Leia mais:  Censo 2022: com 5,64% da população, Paraná aumenta representatividade no Brasil

05/11/2024 – MPPR oferece denúncia e ajuíza ação civil contra ex-secretário de Vitorino acusado de desviar recursos e obter enriquecimento ilícito a partir de Consórcio

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook

Paraná

MPPR e Defensoria Pública recomendam à Câmara de Londrina a rejeição de projeto de lei que proíbe doação de alimentos a pessoas em situação de rua

Published

on

O Ministério Público do Paraná, por meio da 24ª Promotoria de Justiça de Londrina, e a Defensoria Pública do Paraná, por intermédio do Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos (Nucidh), expediram ofício conjunto à Câmara Municipal de Londrina recomendando a rejeição do Projeto de Lei 92/2024. A proposição legislativa pretende proibir a entrega e a doação de alimentos, prontos para consumo ou não, em vias públicas, praças e demais logradouros da cidade. O documento técnico, enviado aos parlamentares na última sexta-feira, 11 de setembro, aponta inconstitucionalidades e ilegalidades na medida, “que pode agravar o já crítico cenário de fome enfrentado pela população vulnerável do município”.

Áudio da Promotora de Justiça Susana Broglia Feitosa de Lacerda

No Ofício 378/2026, as instituições destacam que o projeto apresenta vício de iniciativa formal, pois a Câmara de Vereadores tenta legislar sobre organização e atribuições exclusivas do Poder Executivo, ao repassar novas responsabilidades à Secretaria Municipal de Assistência Social. Além disso, o texto alerta para inconstitucionalidades materiais, como a afronta ao direito humano à alimentação adequada e a violação transversa à liberdade religiosa, visto que a distribuição caritativa de mantimentos aos mais necessitados é um preceito normativo interno e de fé para diversas tradições religiosas atuantes no município.

Leia mais:  Com avanço na microdrenagem, obras da Orla de Matinhos atingem 94,13% de conclusão

Incompatibilidade com a legislação vigente – A manifestação conjunta ressalta que a proibição ampla e irrestrita pretendida pelo projeto contraria os propósitos da Lei Federal 15.224/2025, que instituiu a Política Nacional de Combate à Perda e ao Desperdício de Alimentos e incentiva campanhas públicas de doação. O projeto também se mostra incompatível com leis locais já vigentes, a exemplo da Lei Municipal 12.700/2018, que estabelece a Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional. O Ministério Público e a Defensoria Pública lembram ainda que a medida colide frontalmente com a decisão do Supremo Tribunal Federal na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976, que reconheceu o estado de coisas inconstitucional da população em situação de rua no Brasil e determinou aos municípios o levantamento e a superação de barreiras que dificultem o acesso a serviços e políticas públicas de sobrevivência.

Outro ponto de grave preocupação manifestado pelas instituições é o aprofundamento da falta de proteção social e da insegurança alimentar em Londrina. O ofício relata que o município enfrenta um severo déficit assistencial desde a extinção do Programa Nova Trilha, em novembro de 2025, iniciativa que centralizava a distribuição diária de refeições e itens de higiene. A própria Secretaria Municipal de Assistência Social reconheceu em procedimento administrativo não dispor de estrutura pública equivalente para substituir os atendimentos perdidos. Diante dessa lacuna estatal, as instituições alertam que proibir a atuação subsidiária e solidária da sociedade civil representará o estrangulamento quase completo do acesso à alimentação para as estimadas 900 pessoas que vivem em situação de rua na cidade, configurando um inaceitável retrocesso nos direitos sociais.

Leia mais:  Compagas assina carta que incentiva setor de biogás e biometano no Paraná

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262