Paraná
Estado vai investir R$ 76 milhões na construção do novo Hospital do Trabalhador em Cascavel
O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta quinta-feira (9) a construção do novo Hospital do Trabalhador no município de Cascavel, no Oeste do Paraná, que deve reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS) da região. Com 124 novos leitos, a unidade contará com o investimento total aproximado de R$ 77 milhões e terá estrutura voltada a serviços ambulatoriais, hospitalares e de urgência e emergência. Agora, inicia o processo licitatório.
“Eu tenho muito orgulho de poder tirar do papel obras e projetos que há muitos anos, décadas, se falavam. O hospital é um exemplo. Ele vai ter a capacidade de fazer, por mês, até 1.200 cirurgias e internamentos, mais de 4 mil exames diagnósticos e cerca de 1.200 consultas médicas. Será uma grande estrutura para atender a população de Cascavel e região”, disse Ratinho Junior.
“O novo hospital é fruto de um trabalho contínuo de ampliação de leitos e de investimentos. Desde 2019, quase triplicamos o número de leitos de terapia intensiva e dobramos o número de leitos do Hospital Universitário. E o novo Hospital do Trabalhador será mais um grande avanço para Cascavel e região, um pleito de mais de 20 anos do povo dessa região”, disse o secretário de Estado da Saúde do Paraná, César Neves.
Do total investido, cerca de R$ 76 milhões serão destinados pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA), enquanto aproximadamente R$ 1,5 milhão corresponde à contrapartida municipal. Os recursos serão aplicados na construção da estrutura física do hospital, na implantação de setores assistenciais e na instalação de equipamentos e serviços necessários para o funcionamento da unidade.
O projeto segue agora para processo licitatório, etapa em que será definida a empresa responsável pela obra. O prazo, valores exatos de investimento e condições de execução serão definidas após a seleção da construtora responsável. “É um sonho poder anunciar esse hospital da região norte da nossa cidade, que é uma das regiões que mais cresce no Paraná”, disse o prefeito de Cascavel, Renato Silva.
ATENDIMENTO ESPECIALIZADO – A nova unidade hospitalar vai atender casos de urgência e emergência 24 horas, além de concentrar atendimentos agendados, como consultas e cirurgias não urgentes. A proposta é organizar o fluxo de pacientes por áreas como saúde da mulher, pediatria e especialidades médicas, o que contribui para uma melhor distribuição dos serviços e redução das filas.
Entre os serviços previstos estão cirurgia geral, clínica médica, ginecologia e obstetrícia, além de atendimentos em áreas como ortopedia, urologia e cirurgia vascular. A unidade também contará com maternidade voltada a gestantes de risco habitual.
A estrutura incluirá ainda serviços de apoio diagnóstico e terapêutico, como laboratório de análises clínicas, exames de imagem de tomografia e ressonância magnética, além de procedimentos como endoscopia, eletrocardiograma e ecocardiograma.
“A nova estrutura vai facilitar o acesso dos pacientes aos leitos hospitalares, principalmente nos casos de média complexidade. Com a reorganização, os hospitais de maior porte poderão priorizar os atendimentos mais graves, enquanto os casos de média complexidade terão uma nova porta de entrada, o que ajuda a reduzir a sobrecarga na rede”, explicou o secretário de saúde de Cascavel, Ali Hassan Haidar.
REDUÇÃO DE FILAS – O novo hospital público deve reforçar o atendimento ao SUS da macrorregião Oeste do Paraná, especialmente na área de abrangência da 10ª Regional de Saúde, composta por 25 municípios e com população estimada de 576.817 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Nós sabemos das dificuldades que a região enfrenta, Cascavel é sede da Macrorregião de Saúde, então recebemos muitos pacientes de fora porque temos estrutura de alta complexidade. O novo Hospital do Trabalhador vai oferecer mais leitos e dar uma vazão mais adequada a esses pacientes”, complementou o secretário de Saúde de Cascavel.
Atualmente, boa parte da população destes municípios desloca-se para Cascavel em busca de atendimento especializado. A rede da 10ª Regional conta hoje com 1.271 leitos pelo SUS, sendo 1.154 de enfermaria e 80 de UTI geral – destes, 51 foram implantados durante a pandemia de Covid-19 e incorporados de forma permanente. Há ainda nove leitos de UTI pediátrica, 15 de UTI neonatal e 10 de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) neonatal.
A estrutura é formada por 14 hospitais de pequeno porte e cinco unidades de alta complexidade, que também atendem pacientes de outros municípios da macrorregião Oeste, ampliando a pressão sobre os serviços disponíveis em Cascavel.
A proposta do novo hospital parte da necessidade de ampliar a capacidade de atendimento, organizar melhor os serviços e melhorar o fluxo de encaminhamento de pacientes, com maior integração entre a atenção básica, os atendimentos de urgência e a rede hospitalar.
NOVOS HOSPITAIS EM TODAS AS REGIÕES – A construção do hospital em Cascavel integra um conjunto recente de investimentos do Governo do Estado na ampliação da rede pública. Em 2026, foram anunciadas novas unidades em Bituruna, Foz do Iguaçu, Nova Esperança, Assis Chateaubriand, Paiçandu, Guaratuba, Matinhos e Guaíra.
Esse plano está em execução há alguns anos. Em 2025 o Paraná já ganhou duas novas unidades (Pinhais e Rio Branco do Sul) e outras cidades estão com unidades em obras mais avançadas, como Colombo, São José dos Pinhais, Cianorte, São Mateus do Sul e Loanda. Também já foi anunciado o apoio para a construção do HCzinho, a unidade infantil do Hospital das Clínicas de Curitiba, e o novo hospital Pequeno Príncipe da Capital.
PRESENÇAS – Também acompanharam o evento em Cascavel o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Fernado Furiatti; subchefe da Casa Civil, Lúcio Tasso; chefe da Casa Militar, Marcos Antonio Tordoro; presidente da Ferroeste, André Luis Gonçalves; os deputados federais Sandro Alex, Beto Preto e Fernando Giacobo; os deputados estaduais Marcio Nunes, Batatinha, Gugu Bueno, Marcio Pacheco e Do Carmo; o assessor especial do Governo, Leonaldo Paranhos; o vice-prefeito de Cascavel, Henrique Macabô; o presidente da Opevel, Eliezer Ribeiro dos Santos; e os ex-secretários estaduais Guto Silva e Hudson Teixeira.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR recomenda que Município de Paranaguá cumpra legislação e adote providências para a efetiva instalação de um segundo Conselho Tutelar
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa para que o Município de Paranaguá, no Litoral do estado, adote providências para a implantação e estruturação de um segundo conselho tutelar na cidade. A medida administrativa decorre de procedimento instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça da Paranaguá que, a partir de apuração, demonstrou inércia do poder público local no efetivo cumprimento de legislação municipal (Lei 4.449/2024) que instituiu formalmente uma segunda unidade do órgão integrante da rede de proteção à infância e juventude.
De acordo com a Promotoria de Justiça, após atraso inicial causado em razão da transição da gestão municipal ocorrida entre os anos de 2024 e 2025, o Município passou a justificar a não implantação do novo Conselho por “inviabilidade financeira para o custeio contínuo e contratação de pessoal frente aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Entretanto, as apurações demonstraram haver uma desarticulação interna entre órgãos do próprio Executivo Municipal, cenário que dificultaria o início da operacionalização da nova unidade do Conselho.
Apesar de a implantação do novo Conselho estar expressamente prevista no Plano Plurianual (PPA 2026-2029), a Secretaria Municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial (Semdir), pasta finalística responsável pela área de proteção à infância, sequer formalizou à Secretaria Municipal da Fazenda (Semfa) a inserção das despesas relacionadas à criação da nova sede do Conselho na proposta orçamentária do próximo exercício e também não apresentou à pasta os estudos técnicos relacionados.
Além disso, também não ficou demonstrado que o Município esteja adotando qualquer providência no sentido de promover uma articulação interinstitucional para a economia de recursos públicos, tampouco solicitou ao Legislativo Municipal a devolução de sobras do repasse duodecimal para o custeio de programas de prioridade absoluta, prática frequentemente adotada por outras Administrações, inclusive no âmbito estadual e na capital Curitiba, e que tem se mostrado exitosa.
A cobrança do Ministério Público para a efetiva instalação do novo Conselho deve-se ao fato de ser insustentável a existência de somente um Conselho Tutelar em Paranaguá, uma vez que o município possui mais de 145 mil habitantes, com vasta extensão territorial, que inclui ilhas e áreas rurais de difícil acesso, “sendo absolutamente inadmissível e gerador de graves prejuízos à proteção da infância e da juventude que o ente municipal conte com apenas uma sede e cinco conselheiros tutelares, contingente insuficiente para a demanda e cuja capacidade de resposta é drasticamente reduzida pelo fato de os servidores precisarem se revezar no gozo de férias, eventuais licenças para tratamento de saúde e outras eventualidades”, sustentou a recomendação.
Outro fator apontado pela Promotoria de Justiça é o de que a Administração Pública está às vésperas da confecção da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2027, sendo “estritamente necessária e urgente a adoção de medidas concretas e definitivas para a inclusão da totalidade dos custos de implantação e manutenção do 2º Conselho Tutelar no orçamento municipal do próximo ano, viabilizando sua entrada em funcionamento”.
Foi concedido prazo de 15 dias úteis, a partir do recebimento da medida administrativa, para que o Município informe à Promotoria de Justiça sobre o acatamento das recomendações e as respectivas providências adotadas para a solução dos problemas.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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