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Paraná

Estado repassa R$ 2,6 milhões a Espigão Alto do Iguaçu para construção de sete pontes

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O município de Espigão Alto do Iguaçu, na região Centro-Sul, recebeu nesta quinta-feira (9) repasse do Governo do Estado de R$ 2,6 milhões, recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). O valor será destinado à construção de sete pontes em cinco localidades rurais. Nos últimos cinco anos, a cidade decretou três situações de emergência em razão de tempestades severas e enxurradas registradas na área urbana e localidades rurais.

O projeto executivo das obras de prevenção foi enviado pela prefeitura à Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) que validou a demanda com base no histórico de ocorrências registradas e no mapeamento das áreas de risco do município.

As novas estruturas em concreto vão substituir pontes de madeira e manilhas antigas nas comunidades de Três Passos, Boa Esperança, Mato Queimado, Faxinal do Céu, Água do Meio e Calamancio. A intervenção nas áreas de travessia com a construção de estruturas mais altas e robustas, com maior capacidade de vazão, vai assegurar a circulação dos moradores e o escoamento da produção agrícola em períodos de chuva intensa. Atualmente cerca de 40% da população vive na área rural, onde há plantação de soja, milho e criação de gado leiteiro. 

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De acordo com diagnóstico técnico elaborado pela prefeitura, a região enfrenta recorrentes problemas de drenagem. A erosão em lavouras próximas contribui para o acúmulo de sedimentos, galhos e palhas até os bueiros, provocando entupimentos e o transbordamento das águas pluviais. 

Para o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, esse repasse reforça a estratégia de ampliar investimentos em prevenção nos municípios. “Estamos fortalecendo o apoio do Estado com recursos que permitem intervenções estruturais antes que os desastres ocorram. Visamos a proteção da população e além da redução de danos e prejuízos econômicos”, afirmou.

Para o prefeito Agenor Bortocelo, essas obras são essenciais para assegurar a rotina de estudantes, moradores e trabalhadores das comunidades rurais. “Em períodos de chuva intensa, estradas são interditadas e em alguns casos as pessoas permanecem até três dias sem conseguir transitar, principalmente os caminhões que transportam a produção. Essas novas pontes vão resolver um problema histórico e trazer mais segurança e desenvolvimento para o município”, disse.

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PREVENÇÃO – No ano passado, uma atualização na lei de criação do Fecap ampliou o uso dos recursos para ações preventivas. Além de Espigão Alto do Iguaçu, os municípios de Guaratuba, Londrina e Nova Aurora tiveram projetos aprovados, com repasse total de R$ 17 milhões. 

Fonte: Governo PR

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Paraná

Em novo edital, Sanepar disponibiliza 1,5 mil toneladas de biossólido para a agricultura

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A Sanepar abriu nesta terça-feira (16) um novo credenciamento para uso do SaneBio, o biossólido fertilizante para culturas agrícolas produzido a partir do tratamento de esgoto. Produtores rurais e empresas de qualquer porte podem solicitar o credenciamento e garantir, mediante pagamento do Valor Básico de Disponibilidade (VBD), o material produzido nas unidades de Campo Mourão, Cianorte, Nova Londrina e Umuarama.

O primeiro edital de credenciamento aconteceu em março com oferta de 1,2 mil toneladas, sendo que todo volume disponível foi reservado. Nesta segunda chamada, a Sanepar aumentou o volume para 1,5 mil toneladas. Além disso, ampliou as categorias disponíveis. Além do SaneBio Tipo A — indicado para a maioria dos cultivos agrícolas, florestais e de fruticultura, conforme a legislação —, o edital passa a ofertar o Tipo B, de uso exclusivo no cultivo de cana-de-açúcar com finalidade sucroalcooleira.

Ao todo, são sete apresentações, que variam conforme o teor de sólidos e o tratamento, com valor de disponibilidade variando entre R$ 20 e R$ 100 por tonelada. O transporte pode ser próprio (licenciado), de empresas terceirizadas devidamente licenciadas ou contratado da Sanepar.

“Ao ampliar o atendimento ao setor sucroalcooleiro, abrimos caminho para novas e promissoras parcerias entre a Sanepar e os produtores rurais. O SaneBio consolida-se como uma solução altamente eficaz e ambientalmente segura para a destinação de resíduos, além de serem comprovados os índices de aumento de produtividade e competitividade para o agronegócio paranaense”, explica o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

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Para participar, o interessado preenche o formulário no site da Companhia, anexa a análise de fertilidade do solo da área e indica a cultura e o tamanho da área de aplicação. A Sanepar analisa a documentação e, havendo habilitação, emite a fatura de reserva, com pagamento em até 10 dias corridos. As solicitações são atendidas por ordem cronológica de inscrição e, para que mais pessoas tenham acesso, o edital prevê limites mínimos e máximos de reserva.

A modalidade gratuita para pequenos produtores continua ativa, por meio do programa de destinação agrícola do lodo.

O PROGRAMA – O SaneBio é tratado e higienizado sob rigorosos padrões técnicos e ambientais. Rico em matéria orgânica, nitrogênio, fósforo, cálcio, magnésio, enxofre e micronutrientes, o biossólido contribui para a fertilidade do solo e pode reduzir custos com fertilizantes e corretivos. Quando higienizado com cal, ele também atua na correção da acidez. Cada lote é acompanhado de um laudo analítico realizado previamente pela Companhia, e a aplicação segue projeto agronômico elaborado pela Sanepar.

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A destinação final do material proveniente do tratamento de esgoto é um dos maiores desafios do saneamento básico mundial. Apenas no ano passado, o gerenciamento de quase 300 mil toneladas de lodo úmido geradas nas 269 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da Sanepar demandou um investimento superior a R$ 60 milhões.

“Através desse projeto de valoração do lodo de esgoto SaneBio, a Sanepar eleva sua eficiência, reduzindo custos e gerando receitas acessórias, ao mesmo tempo em que garante ao produtor rural o lodo para uso agrícola, a garantia do recebimento de um insumo agrícola de alta qualidade em sua propriedade, com preço competitivo e previsibilidade para o planejamento da próxima safra agrícola”, explica o engenheiro agrônomo Marco Aurelio Knopik, que orienta o projeto na região Noroeste do Paraná.

Fonte: Governo PR

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