Paraná
Estado já capacitou mais de 3 mil pessoas sobre a nova Lei de Licitações
Depois de se tornar o primeiro estado a concluir a integração do portal estadual de compras públicas com o Portal Nacional de Contratações Públicas, etapa mais complexa da Lei 14.133/21, a nova Lei de Licitações, o Paraná vem se destacando pela capacitação de servidores públicos e agentes de contratação sobre o tema. As formações foram iniciadas ainda em 2022, a partir da regulamentação estadual da lei (Decreto 10.086/22). As primeiras edições foram um detalhamento dos mais de 190 artigos do novo regramento.
De lá para cá, mais de 3 mil pessoas, entre servidores públicos estaduais e municipais, pregoeiros, leiloeiros, fornecedores e sociedade em geral, já participaram de alguma formação sobre o tema oferecida gratuitamente pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Administração e da Previdência, via Escola de Gestão do Paraná.
“Desde o começo, o Paraná saiu na frente para atender à nova legislação. Tínhamos dois anos para fazer todas as adequações, mas terminamos antes do prazo, o que faz com que outros estados nos procurem como exemplo”, disse o secretário da Administração, Elisandro Pires Frigo.
Nesta semana (23 e 24), uma turma de quase 400 pessoas vai participar de mais uma formação específica sobre o tema no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
Durante a abertura da capacitação, nesta terça-feira, a diretora-geral da Seap Luiza Corteletti salientou a importância da troca de conhecimento. “Sabíamos desde o início que não bastaria apenas adequar e integrar sistemas. Era preciso compartilhar conhecimento e capacitar servidores públicos e outros agentes que lidam diariamente com as complexidades das compras públicas. Isso é ainda mais importante para os pequenos municípios do nosso Estado, que também precisam se adequar às novas regras”, disse.
Para o pregoeiro Andreo Wotz, de Santa Tereza do Oeste (Região Metropolitana de Cascavel), que participa da formação no MON, a capacitação fará a diferença no dia a dia. “Nosso município tem pouco mais de 10 mil habitantes e viemos participar da formação com o intuito de aprender sobre as novas regras, conhecer o caminho percorrido pelo Estado e entender como podemos melhorar”, contou.
Todas as formações oferecidas pela Escola de Gestão do Paraná têm emissão de certificado e estão disponíveis no site da Escola.
NOVA LEI – Além da exigência da integração dos portais de compras públicas de estados e municípios com o portal da União, a nova lei de licitações prevê a necessidade de estudo técnico preliminar para qualquer processo de compra, desde itens mais básicos, como computadores, até grandes obras rodoviárias ou aquisições. Também existe a exigência do Mapeamento de Riscos nas licitações, no qual são elencadas todas as situações que possam interferir na execução do futuro contrato.
O prazo final para adequação dos entes federativos era 1º de abril. No entanto, pouco antes da data, o governo federal prorrogou o prazo para 31 de dezembro. O Paraná, no entanto, já segue a nova lei desde o fim de março.
FÓRUM – Nos dias 26 e 27 de junho, a secretaria estadual das Cidades promoverá o Fórum de Licitações, Contratação Direta e Contratos Administrativos. O evento é destinado às prefeituras e profissionais de setores responsáveis pela efetivação de contratos em instituições públicas ou que envolvam recursos públicos e ocorrerá na Ópera de Arame. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site da Escola de Gestão do Paraná.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
-
Agro6 dias agoIPCF sobe em março e indica piora no poder de compra de fertilizantes para o produtor rural
-
Política Nacional7 dias agoCAE aprova piso de R$ 13.662 para médicos e cirurgiões-dentistas
-
Esportes5 dias agoCorinthians vence Santa Fe e domina Grupo E da Libertadores
-
Esportes5 dias agoFluminense perde de virada para Independiente Rivadavia e se complica na Libertadores
-
Paraná6 dias agoGaeco de Maringá desarticula organização criminosa que fabricava anabolizantes em laboratório clandestino e simulava grife europeia
-
Paraná5 dias agoNova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná
-
Agro6 dias agoAbertura da Colheita da Oliva no RS estreia feira focada em negócios e inovação
-
Paraná4 dias agoParaná tem redução de 10% nos homicídios e 22% nos roubos no 1º trimestre de 2026
