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Estado e setor privado apresentam ações para fortalecer políticas alinhadas à ESG

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O Governo do Paraná promoveu nesta quarta-feira (10) o 1º Evento do Comitê Técnico Público-Privado de ESG do Paraná (CTESG/PR). O encontro, realizado no Sebrae-PR, em Curitiba, reuniu gestores públicos, especialistas, instituições parceiras e representantes do setor produtivo para apresentar resultados, reconhecer iniciativas e fortalecer as políticas estaduais alinhadas aos princípios ambientais, sociais e de governança (ESG). 

O Comitê, vinculado à Casa Civil da administração estadual, se consolida como referência nacional ao integrar governo, setor produtivo e sociedade civil na construção de políticas públicas e instrumentos de governança. Entre os principais avanços de 2025 estão o Diagnóstico de Maturidade ESG do Governo do Paraná, o Roadmap ESG Paraná, a Trilha ESG da Escola de Gestão e o suporte técnico para a execução da Política Estadual de Economia de Impacto, regulamentada pelo Decreto nº 11.700/2025. 

O secretário chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, destaca que o alinhamento entre gestão pública e boas práticas ESG reforça a estratégia do Estado para os próximos anos. “O Paraná tem mostrado ao Brasil que governar também é inovar, ouvir a sociedade e preparar o futuro”, disse Ortega. “A agenda ESG não é apenas um conjunto de conceitos, mas uma prática administrativa que melhora serviços, fortalece a confiança das pessoas e aumenta a eficiência do Estado. O trabalho apresentado neste encontro demonstra maturidade e visão de longo prazo”, afirmou. 

Na abertura do evento, o chefe do Centro Estadual de Desburocratização (CDE) e presidente do Comitê Permanente de Desburocratização, Jean Rafael Puchetti Ferreira, ressaltou que a integração entre sustentabilidade e modernização administrativa é fundamental para elevar a qualidade da gestão pública. “Desburocratizar é tornar o Estado mais leve, mais eficiente e também mais responsável. A agenda ESG é um caminho natural para essa transformação. O Paraná avança porque trabalha com técnica, diálogo e objetivos bem definidos”, disse Puchetti. 

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Para a superintendente-geral de Desenvolvimento Econômico e Social, Keli Cristina Guimarães, responsável técnica pelo CTESG/PR, o evento simboliza o amadurecimento institucional da pauta no Estado. “Chegamos até aqui porque construímos juntos. A cada diagnóstico, ferramenta e política, ampliamos a capacidade do Paraná de inovar com responsabilidade. Este evento confirma que a agenda ESG já faz parte do DNA da gestão pública paranaense”, afirmou. 

TRILHA ESG – Durante a manhã, foi apresentado o primeiro curso que compõe a Trilha ESG no Setor Público, programa que será oficialmente lançado em janeiro de 2026 pela Escola de Gestão. O conteúdo inicial introduz os fundamentos da agenda ESG aplicados à administração pública, contextualizando conceitos, diretrizes e práticas que servirão de base para os módulos seguintes. 

A formação, que teve seu primeiro curso detalhado no evento, será destinada a gestores públicos, servidores, técnicos e profissionais que atuam em planejamento, gestão, controle e políticas públicas relacionadas à sustentabilidade, transparência e inovação administrativa. Esse primeiro curso é organizado em cinco módulos: contextualização da agenda ESG; pilar “E” (Ambiental); pilar “S” (Social); pilar “G” (Governança e Cultura ESG); e um painel de boas práticas que encerrará o conteúdo. 

Ao apresentar o primeiro curso da trilha, o coordenador pedagógico da Escola de Gestão, André Luiz Sousa dos Santos, reforçou o papel da qualificação no fortalecimento das práticas sustentáveis no Estado. “Quando a gente fala de capacitação, de formação e de educação, estamos falando de transformação. Não existe avanço possível sem educação e qualificação dos servidores”, destacou. 

TODOS JUNTOS – Fabrício Soler, advogado e doutor em Direito Ambiental Internacional, proferiu a palestra magna e ressaltou a relevância do modelo adotado pelo Paraná na condução da agenda ESG. “É um orgulho estar aqui, porque é um exemplo que eu levo Brasil afora. Compartilho com os demais estados o que vocês vêm fazendo, esse trabalho conjunto entre o público e o privado”, afirmou Soler.

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“Muitas vezes se remete ao ESG como algo isolado da iniciativa privada, e vocês mostram que não. Aqui está tudo junto: estamos olhando para o negócio, para o desenvolvimento, para os critérios ambientais, sociais e de governança, para o fortalecimento da economia paranaense”, ressaltou. 

DIAGNÓSTICO DE MATURIDADE ESG – A equipe técnica da Casa Civil apresentou os resultados do Diagnóstico de Maturidade ESG do Governo do Paraná, a primeira base integrada de avaliação ESG do setor público no Brasil, que consolida dados, políticas e práticas adotadas pela administração estadual.

A metodologia, desenvolvida no âmbito do CTESG, reuniu mais de 1,5 mil respostas e avaliou 24 eixos estratégicos alinhados a padrões internacionais. O estudo aponta que o Paraná alcançou o nível de maturidade “Gerencial”, de acordo com a prática recomendada ABNT PR 2030, estágio que indica políticas formalizadas, processos estruturados e evolução consistente da gestão.

O diagnóstico oferece um panorama claro de oportunidades e traça metas de evolução até 2030, reforçando o compromisso do Estado com uma gestão moderna, baseada em evidências e capaz de entregar políticas públicas de alto impacto. 

A programação contou ainda com apresentações técnicas de órgãos estaduais e instituições parceiras, como o Centro Estadual de Desburocratização, secretarias estaduais da Fazenda e da Inovação e Inteligência Artificial, Sebrae-PR, OAB/PR, Packem Têxtil, Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e Sinergia Engenharia, que apresentaram projetos de inovação, descarbonização, economia circular, responsabilidade social e políticas de impacto.

Fonte: Governo PR

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A pedido do Ministério Público do Paraná, Judiciário decreta prisão preventiva de guardas municipais de Paranaguá denunciados por tortura e abuso de autoridade

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O Tribunal de Justiça do Paraná determinou a prisão preventiva de dois guardas municipais de Paranaguá, no Litoral do estado, denunciados pelo Ministério Público do Paraná pela prática dos crimes de tortura e abuso de autoridade. A decisão atende a um recurso apresentado pela 3ª Promotoria de Justiça da comarca, após o Juízo de primeiro grau haver indeferido inicialmente o pedido de prisão preventiva.

De acordo com a denúncia, os fatos ocorreram na madrugada de 5 de setembro de 2025, quando dois agentes abordaram um homem no Centro Histórico da cidade sob o falso pretexto de cumprimento de mandado de prisão – ele teria sido indicado como possível autor do furto de uma bicicleta, o que não foi comprovado. A vítima foi subjugada com o uso de algemas, colocada na viatura oficial e conduzida até um local ermo e de difícil acesso na localidade conhecida como Sidrão, na Ilha dos Valadares. Ao chegarem no local, os guardas retiraram as algemas e passaram a agredir a vítima violentamente, em sessão de tortura que resultou em lesões corporais de natureza grave, incapacitando-o para ocupações habituais por mais de 30 dias em decorrência das extensas queimaduras de segundo grau.

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Fraudes – A ação penal também abrange um terceiro guarda municipal que, após os atos de tortura e diante da iminente repercussão do caso, teria instruído e auxiliado os outros dois a forjarem uma versão oficial dissimulada. Os agentes envolvidos formalizaram um boletim de ocorrência com informações inverídicas, no qual alegavam que haviam abordado a vítima apenas para resguardá-la contra populares ou vigilantes privados, com o objetivo claro de encobrir as agressões e afastar a responsabilização criminal. Esse terceiro agente e os outros dois guardas que praticaram os atos de violência também foram denunciados por abuso de autoridade. Diante da extrema gravidade dos atos, o MPPR ingressou com ação cautelar e recurso em sentido estrito junto ao Tribunal de Justiça, argumentando que os investigados atuaram sistematicamente para subverter a instrução criminal, ocultar provas e combinar versões.

A liminar foi concedida pela 1ª Câmara Criminal do TJPR, determinando a suspensão da decisão de primeiro grau e a expedição dos mandados de prisão cautelar. No mérito da denúncia, o Ministério Público requer a condenação dos envolvidos, a decretação da perda do cargo público dos agentes e a fixação de valor mínimo de R$ 30 mil para a reparação dos danos sofridos pela vítima.

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Notícia anterior:

25/02/2026 – Em Paranaguá, Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a dois guardas municipais suspeitos de atearem fogo em uma pessoa

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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