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Encontro inicia debate sobre nova versão do Plano Nacional de Gestão Costeira

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o governo do estado do Ceará e da ONG Agência Costeira, realiza entre 29 de setembro e 3 de outubro a XV edição do Encontro Nacional de Gerenciamento Costeira (Encogerco), em Fortaleza (CE). O evento, que deverá reunir 700 participantes entre pesquisadores, gestores públicos, povos e comunidades tradicionais, ambientalistas e setor privado, tem como objetivo debater e firmar as premissas para um novo Plano de Gerenciamento Costeiro (PNGC) do país.

A última versão do plano é de 1997. A atualização é necessária diante dos desafios impostos pelas mudanças do clima, que afetam diretamente comunidades, ecossistemas e a economia costeira. A nova versão do PNGC deve incorporar os conceitos mais contemporâneos do debate sobre o oceano, especialmente em relação aos impactos das mudanças climáticas, ao papel dos serviços ecossistêmicos na proteção da zona costeira e às soluções de adaptação baseadas em natureza.

Segundo o coordenador-geral de Gestão Costeira e Marinha do Departamento de Oceano e Zonas Costeiras da Secretaria Nacional de Mudança do Clima (SMC) do MMA, João Luiz Nicolodi, a reunião desse colegiado abrangente é uma oportunidade estratégica para iniciar o debate sobre os rumos da gestão costeira no país. “É o grande espaço de diálogo para os diversos setores da sociedade discutirem as questões mais relevantes relativos ao novo plano. Além do número expressivo de participantes, teremos diversos grupos de trabalho, de exposições, palestras e apresentação de trabalhos”, destacou Nicolodi.

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O objetivo é iniciar os debates em torno do PNGC no encontro para consolidar a versão final até o final de 2026, no âmbito da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM). “O MMA está à frente do processo de atualização do plano, buscando torná-lo mais claro, prático e alinhado aos desafios que se apresentam na zona costeira do Brasil atualmente”, acrescentou o coordenador.

Para isso, segundo ele, é essencial integrar o PNGC a outros instrumentos de planejamento territorial que estão em construção junto ao governo federal, como o Planejamento Espacial Marinho (PEM), tornando a gestão destes espaços mais práticas e objetivas, sem, contudo, abdicar da sua base técnico-científica e garantindo a participação social nos processos de gestão costeira.

Para a diretora do Departamento de Oceano e Zonas Costeiras da SMC/MMA, Ana Paula Prates, o Encogerco é uma oportunidade de dar continuidade à retomada da agenda costeira e marinha iniciada em 2023, bem como reforçar o vínculo da gestão da pauta com a agenda de oceano e clima a ser levada para a COP30, marcada para Belém (PA) entre os dias 10 e 21 de novembro.

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A abertura oficial do XV Encogerco ocorrerá na noite de 29 de setembro, com a presença do secretário nacional de Mudança do Clima do MMA, Aloisio Melo, e de várias autoridades. A palestra magna de abertura do Encogerco, na manhã do dia 30 de setembro, será do professor Juan Manuel Barragán, da Universidade de Cádiz (Espanha). No dia 1º de outubro, quem faz a conferência principal é a diretora Ana Paula Prates. A conferência de encerramento do encontro, no dia 2 de outubro, será feita pelo secretário de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Milton Asmus.

A programação completa do evento pode ser consultada aqui.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Em Roraima, 60 meios de hospedagem ainda precisam aderir à nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital

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A cinco dias do prazo final de adoção da nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital por meios de hospedagem de todo o Brasil, cerca de 88% dos empreendimentos formais de Roraima ainda precisam se adaptar ao sistema.

Desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) – e obrigatória a partir de 20 de abril (segunda-feira) –, a plataforma já é operada por 8 dos 68 estabelecimentos regulares do estado, agilizando o check-in dos clientes, eliminando o uso de papel e aumentando a segurança dos dados.

O número de empresas locais adequadas à mudança representa cerca de 12% do total de hotéis, pousadas, resorts e outras atividades do ramo inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur).

A FNRH Digital proporciona o preenchimento antecipado e automático de dados por meio do sistema Gov.br, podendo ser rapidamente concluído a partir de QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento, além de gerar estatísticas mais precisas sobre o perfil de viajantes.

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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça que a pasta vem orientando meios de hospedagem quanto à adequação e incentiva adesões.

“O Ministério está empenhado em orientar cada empreendimento na transição para o sistema, que qualifica a experiência dos turistas, reduz custos no setor e ainda nos fornece dados mais estratégicos para estruturarmos o futuro do turismo, que vem batendo sucessivos recordes desde 2023 no Brasil. Com esse verdadeiro marco da hotelaria nacional, o governo Lula reafirma o compromisso de consolidar o turismo como um grande motor do desenvolvimento econômico e social, favorecendo fortemente a geração de emprego, renda e inclusão”, frisa o ministro.

A fim de auxiliar o setor na transição, o Ministério do Turismo tem promovido uma série de encontros virtuais com hoteleiros e ações educativas. Uma delas é um vídeo instrucional para os meios de hospedagem seguirem o passo a passo de como aderir à nova ficha. (Acesse AQUI).

O órgão também disponibiliza uma página dedicada exclusivamente a perguntas e respostas frequentes (FAQ), onde interessados podem tirar dúvidas (Acesse AQUI).

MAIS SEGURANÇA – A transição para a FNRH Digital – que no caso de hóspedes estrangeiros não exigirá a necessidade de uma conta Gov.br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações sensíveis seja feito em ambiente criptografado e controlado.

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Apenas pessoas autorizadas e sistemas governamentais específicos podem acessar o conteúdo, reduzindo drasticamente o risco de vazamento de dados.

O sistema é operacionalizado por meio da Plataforma FNRH Digital. O acesso ocorre tanto pela conta Gov.br quanto por credenciais específicas da plataforma. Já o login dos meios de hospedagem exige conta Gov.br e, também, cadastro regular no Cadastur.

Cada hóspede tem uma ficha online própria, vinculada à sua estada. No caso da presença de menores de 18 anos de idade ou de pessoas incapazes, o registro é associado à FNRH do responsável legal.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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