Agro
Emater Goiás Oferece CAF Pescador em Inaciolândia e São Simão para Formalização da Atividade Pesqueira
Nos dias 18 e 19 de setembro, a Emater Goiás realizará atendimentos especializados para a emissão do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) voltado aos pescadores da região Sul do estado. A ação ocorrerá em Inaciolândia, no dia 18, e em São Simão, no dia 19, das 8h às 17h.
O objetivo da iniciativa é formalizar os pescadores, garantindo maior acesso às políticas públicas estaduais e incentivos voltados à pesca artesanal.
Locais de atendimento e expectativa de público
Em Inaciolândia, os atendimentos serão realizados na sede do Sindicato Rural, enquanto em São Simão a ação acontecerá na Câmara Municipal. A expectativa é que cerca de 100 pescadores de municípios como Inaciolândia, Gouvelândia, Cachoeira Dourada e São Simão sejam beneficiados.
Segundo Rafael Gouveia, presidente da Emater Goiás, “ao emitir o CAF, o pescador passa a ter acesso a crédito, assistência técnica e outras políticas que podem transformar sua atividade. Nosso objetivo é que cada atendimento seja o início de um novo ciclo de oportunidades para essas famílias, fortalecendo a produção e melhorando a renda”.
Estratégia regional e benefícios do CAF
Para Sérgio Martins, coordenador da Regional Rio Paranaíba da Emater Goiás, a escolha da região foi estratégica: “os municípios têm grande concentração de famílias que vivem exclusivamente da pesca e são reconhecidas pelo Ministério da Pesca. A emissão do CAF é fundamental para formalizar a atividade e abrir portas para benefícios, como as linhas de crédito do Pronaf B”.
Após a emissão do CAF, os técnicos da Emater Goiás iniciarão a elaboração do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf B), linha de crédito destinada a pequenos produtores que pode ser usada para aquisição de equipamentos, melhorando as condições de trabalho e impulsionando a produção.
Documentos necessários para emissão do CAF Pescador
- RG e CPF original do declarante e cópias do cônjuge e dependentes maiores de 18 anos
- Certidão de casamento (quando houver)
- RG e CPF dos filhos menores de idade e economicamente dependentes
- Comprovante de endereço atualizado
- Extratos CNIS do titular e cônjuge
- Extrato do CNIR, quando houver propriedade rural
- Comprovantes de renda da atividade pesqueira ou autodeclaração para receita bruta anual inferior a R$ 82 mil
- Registro de Pescador Profissional (categoria artesanal)
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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